marcelo vinicius

Literatura e outras expressões artísticas relacionadas, como cinema e música

Marcelo Vinicius

Marcelo Vinicius está sempre aprendendo, mas é um fotógrafo e escritor de olhar inquieto, apaixonado pelo novo e inconformado com o senso comum. É amante da arte, seja a fotografia, o cinema ou a literatura. Participou do conceituado jornal da região, o Jornal Grande Bahia; fez parte do projeto "Sala de Cinema" e do grupo de pesquisa em Psicologia Social na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na qual faz graduação em Psicologia; é integrante do grupo de estudo em Filosofia da Arte de Arthur Danto e do grupo de estudo em Filosofia Contemporânea na UEFS.

Psicologia por trás da literatura infantil

Há muitas críticas falando da literatura infantil, que esse tipo de literatura não acrescenta nenhum beneficio para o leitor. Livros infantis têm sido excluídos da história literária. Há muita pressão sobre autores infantis e editores para pensarem que eles devem ser inferiores.
Mas, isso está mudando, em parte porque os livros para crianças são agora financeiramente muito importantes para editores. Mais ainda porque as pessoas estão começando a entender que livros infantis são diferentes de livros adultos e não podem e não deveriam ser julgados segundo os mesmos critérios e ideias.


02.jpgHá muitas críticas falando da literatura infantil, que esse tipo de literatura não acrescenta nenhum beneficio para o leitor. Livros infantis têm sido excluídos da história literária. Há muita pressão sobre autores infantis e editores para pensarem que eles devem ser inferiores.

Mas, isso está mudando, em parte porque os livros para crianças são agora financeiramente muito importantes para editores. Mais ainda porque as pessoas estão começando a entender que livros infantis são diferentes de livros adultos e não podem e não deveriam ser julgados segundo os mesmos critérios e ideias.

Essas obras de fantasias exigem tanto do leitor como as obras mais "realistas". Estas demandam uma compreensão psicológica, lógica e filosófica da trama, enfim uma interpretação profunda. Contudo, as obras fantasiosas também exigem do leitor um entendimento profundo que estabelece a decodificação das metáforas, dos símbolos, compreendendo as mensagens que passam nas entrelinhas.01.jpgExistem coisas que não podem ser ditas pela expressão convencional, direta e simples, tornando necessárias às inserções dos símbolos, fantasias, oníricos, metáforas, misticismos e conseqüentemente a necessidade da decodificação delas que só pode ser entendida pelo sentimento e não pelas palavras cruas.

Não podemos somente se entregar às aparências, aos devaneios, as fantasias, que esse tipo de obra mostra. Ela vai além disso. A fantasia pode ser o fator de ligação entre a realidade interna e a realidade externa e assim possível de ser interpretada. O psiquiatra Carl Gustav Jung percebeu que a compreensão da criação de símbolos era crucial para o entendimento da natureza humana.

Os contos de fadas exercem uma influência profunda sobre a humanidade, não apenas por embalarem a nossa infância, mas principalmente porque atuam no inconsciente humano, propiciando um desenvolvimento mais saudável da psique.001.jpgUma pesquisa cientifica, publicada também no site da Revista Galileu, constata a importância desse tipo de literatura. Foi realizado por psicólogos da Universidade Católica de Pernambuco um trabalho científico que mostrou que crianças que tiveram maior contato com contos de fadas e histórias infantis gostam menos de brincadeiras e enredos de filmes e jogos violentos. A pesquisa também apontou que os contos de fadas ajudam as crianças a associar a leitura a lazer.

O estudo foi feito entre outubro de 2003 e agosto de 2004, com cerca de 40 crianças de ambos os sexos e idades entre 8 e 9 anos. Elas foram separadas de acordo com a linha pedagógica das escolas em que estudavam. Em algumas, ocorria a leitura sistemática de contos de fadas durante o período de alfabetização e nas outras, não.

Entre aqueles que não tiveram contato com os contos na escola, 70% eram adeptos dos jogos eletrônicos violentos, enquanto esse número era de 30% nas outras escolas – lembrando que todas as crianças afirmaram gostar de ação e aventura durante os testes. Aqueles que tiveram maior contato com contos de fadas também criavam brincadeiras menos violentas que os demais, além de demonstrarem mais criatividade. Segundo os psicólogos, o contato com a fantasia desses contos adia o fascínio pela violência além de estimular a imaginação e a leitura.

A questão que fica é como relacionar os livros infantis com a nova geração de crianças, que está crescendo e sendo educada por computadores, internet, jogos eletrônicos... Isto significa que ela pensa diferentemente das gerações anteriores: recebe informações de diversas formas, fazem conexões de diferentes maneiras. As crianças hoje contam histórias de modos diferentes (elas constantemente controlam as histórias, e histórias têm muitos autores). Por isso, os adultos têm que entender esta nova maneira de ler os novos tipos de leitura infantil que emergem (muito mais multimídia, com imagens, diferentes estruturas).


Marcelo Vinicius

Marcelo Vinicius está sempre aprendendo, mas é um fotógrafo e escritor de olhar inquieto, apaixonado pelo novo e inconformado com o senso comum. É amante da arte, seja a fotografia, o cinema ou a literatura. Participou do conceituado jornal da região, o Jornal Grande Bahia; fez parte do projeto "Sala de Cinema" e do grupo de pesquisa em Psicologia Social na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na qual faz graduação em Psicologia; é integrante do grupo de estudo em Filosofia da Arte de Arthur Danto e do grupo de estudo em Filosofia Contemporânea na UEFS..
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