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Escrevo, logo existo!

Márwio Câmara

Escritor, jornalista e um apaixonado pelas artes. Escreve porque sua voz está na escrita.

Vamos fazer amor com Marilyn?

O penúltimo trabalho de Marilyn Monroe traz algumas polêmicas envolvendo o nome da estrela, que, supostamente, teria tido um caso com o ator Yves Montand, ambos, na época, casados


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Em um certo domingo, que bem lembro eu, de final de ano, me deparava com um filme protagonizado por ninguém mais, ninguém menos que Marilyn Monroe, durante uma dessas madrugadas, às tantas, frente à tevê. Peguei o filme ainda no início, a partir de um número musical protagonizado pelo furacão loiro em cima do palco de teatro ao lado de outros dançarinos, onde aos sussurros ela dizia: my heart belong to daddy. A produção cinematográfica tratava-se do clássico Let's Make Love ou Adorável pecadora, título recebido em português (e que, na verdade, só faz alusão a figura do ícone Marilyn Monroe), uma ótima comédia musical, dirigida por George Kukor, que tem no elenco além de Marilyn, os atores Yves Montand, Tony Randall e Frankie Vaughan. Além de participações pra lá de especiais de Genne Kelly, Milton Berle e Bing Crosby.

A história basicamente é sobre um magnata que é informado que será satirizado num musical Off-Broadway, intitulado Let's Make Love. Jean Marc Clement (Yves Montand) acaba indo conferir um dos ensaios da própria peça que irá satirizá-lo e assiste um dos números protagonizados por Amanda (Marilyn Monroe). Fascinado pela jovem atriz, ele tenta convidá-la para um jantar, sem ser reconhecido como o próprio bilionário da sátira. E após saber que a sua reputação não era lá das mais apreciadas pela senhorita, o mesmo tenta esconder sua real identidade e se apresenta com o nome de Alexandre Dumas (o mesmo nome do autor de Os três mosqueteiros.

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Atraído pela beleza e pelo charme da jovem atriz, o bilionário acaba fazendo o teste para participar do elenco da peça e poder ficar mais próximo de Amanda (rumores apontam que na época das filmagens Marilyn e Yves tenham tido um breve caso, ainda que ambos fossem casados), e rapidamente é aprovado.

O filme, lançado em 1961, fala sobre os poderosos que estão sempre cercados pelo falso prestígio das companhias que os veneram e respeitam por conta do poder e status que possuem, e não exatamente pelo que são na essência. Porém quando Jean Marc Clement conhece Amanda e esconde sua real identidade, fazendo-se passar por um simples vendedor, sente que pela primeira vez alguém gosta dele de verdade, não por ser herdeiro de grande fortuna, mas pelo homem simples que ele se faz passar.

Neste que fora o penúltimo filme estrelado por Marilyn, a mesma fora criticada em virtude dos quilinhos a mais adquiridos durante a época das filmagens e não poupados pela crítica, que a julgou estar fora de forma (mas que, particularmente, não fica notório para mim).

O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora e ao Globo de Ouro para Melhor Filme – Musical ou Comédia; e traz ótimas atuações do elenco, sobretudo, a ótima química entre o casal Marilyn e Yves; além de bons números musicais e boas cenas de humor.


Márwio Câmara

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