Quando os antigos o observavam através da abóboda celeste, o sangrento andarilho das estrelas parecia ser um deus: Marte, o ídolo olímpico da guerra. Sua ira era temida por alguns, e por outros invocada. A profunda fé no panteão dos velhos gregos os acometia a depositar clamor no deus vermelho das estrelas: Contra ele, o inimigo não podia.
A lança era o seu símbolo: Destemor, virilidade. Através de orações, guerreiros invocavam a agressividade, o lado homem – bravo e bruto de suas mentes. Elas emanavam e percorriam, como o sangue de suas veias através de rituais. Soldados e artilheiros, comandantes, adornados através de alegorias, adoravam ao deus da guerra em meio a libações. Os espartanos mantinham uma estátua do deus “Ares” (Marte) acorrentado em suas colônias e cidades – dali, a bravura militar jamais partia. Nasciam bravos e morriam honrados – guerreiros, de verdade. Seus cantos perfaziam os sacrifícios; mantinham o cargo consanguíneo olimpiano nesta terra, e enquanto a estrela sanguinária, rubro negro em meio ao céu, recobria os alabastros estelares, homens iam para guerra lutar em nome de seus deuses. O costume, tão vivaz quanto outros mais, marcou a espécie humana: Hoje alguns pregam que a luta, também é parte de nossa natureza.
Seja lá como tenha sido no passado, Marte, o planeta vermelho, tem-nos fascinado desde os primórdios da civilização. Sua matiz tão chamativa em meio ao céu tornou-o um mundo de belezas extraordinárias quando observado daqui da Terra. Mil maravilhas se escondem em suas dunas. Nossas mentes não se cansam em criar estas histórias – seres verdes, pequeninos; naves circulares e pirâmides antigas. A face em Marte e a foto tirada pela Spirit no começo deste século são dois exemplos de histórias que em alguns minutos, viralizam, e nos enchem de esperanças – nada mais além de meras ilusões. O fato é que nem mesmo alguns minutos, na velocidade de uma onda eletromagnética separam suas terras cor de sangue da nossa curiosidade. Nós fomos lá, realizamos mil prodígios – mas ainda é pouco comparado ao que sonhamos. Hoje, sabemos que o cenário marciano é bem desolador.
Valles Marineris
Argyre Planitia - Bacias de impacto Argyre
Noctis Labyrinthus
Cratera Schiaparelli
Com aparência de um deserto apocalíptico, o ponto vermelho do sistema solar é apenas só mais uma daquelas rochas inabitadas que nos cercam – alguns dizem por aí. Mas o Planeta é sempre bem mais do que isso. Conhecemos as nossas limitações – precisamos chegar lá, pisar, caminhar em suas terras. Marte, ainda é foco, o objetivo espacial. Depois de Vênus ter perdido o cargo de planeta irmão da Terra, o antigo deus da guerra ganhou mais brilhantismo – seu vermelho tornou-se mais revigorante. Hoje ele fascina cientistas e astrofísico, é até onde sabemos o mais propício à vida em algum momento de sua história, e isto tudo, também não é para menos. Depois da chegada da Sonda Phoenix, que deixou a terra em agosto de 2007, as expectativas de que seres microbianos fossem nossos parentes interplanetários mais próximos ressurgiram como a ave mitológica: A descoberta de que em solo marciano havia algo como gelo, deu princípio ao gênese da vida: Seus polos traziam água em estado sólido, e assim como na Terra, há muito tempo atrás, nevava em Marte.
Quando a sonda Viking-2 pousou em Marte em 1976, detectou algo que até então era inimaginável: a emissão de gás metano na região de Nili Fossae [22ºN e 75º] corroborava aos indícios de que uma forma de vida microscópica poderia estar em atividade em algum lugar das redondezas. Atualmente, sabe-se que a Viking não tinha os recursos necessários para explorar a área. Como era apenas uma sonda, desprovida dos utensílios de um jipe espacial, a emissão do gás metano permaneceu como um mistério até os dias de hoje; a discussão que diz respeito às origens desses gases, estende-se através de duas vertentes: a possibilidade de que sejam emissões biológicas, neste caso, encaixa-se melhor em toda história do que os vestígios que atualmente indicariam a atividade geológica do planeta - sabe-se que Marte é um planeta morto. Sua paisagem é inalterada há milênios. Suas placas tectônicas, inativas, dão lugar a alteração do espaço geográfico através das tempestades de areias e vendavais – o planeta, praticamente não se move. E então, o que explica a isto tudo?
Região de Nili Fossae - Fotos retiradas pela Sonda Orbital HiRise. As partes em azul foram retocadas em computador, e de fato, são acinzentadas.![]()
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Recentemente, após a chegada do Mars Science Laboratory (MSL,“Curiosity”) em Marte, o êxtase em prol da vida extraterrestre no meio científico e midiático atingiu níveis comparáveis ao boom de Star Wars da década de 70. Um dos objetivos da missão é analisar o solo da região de Nili Fossae em busca de evidências que comprovem a atividade biológica, e além de todo o mais, a sonda estacionária orbital HiRise, retira fotos do local de tempo em tempo, atualizando as informações que recebemos. Tudo o que sabemos é que a colina é rica em olivina e outros minerais, assim como a Cratera Gale, local onde a Curiosity pousou. Ela mantém em seu registro geológico um sigilo histórico da história do planeta - sua inspeção, revelaria por exemplo, se a atividade de água em estado líquido já foi realidade no planeta.
Além da descoberta dos gases em Nili Fossae, algo que tem gerado uma dicotomia de opiniões é o fato de que as mesmas sondas que os detectaram na década de 70, indicaram que o solo de Marte é hostil a qualquer organismo vivo conhecido. Altamente venenoso ao metabolismo, a ausência de moléculas orgânicas e a esterilidade de suas terras são decreto de morte reservado para qualquer forma de vida como a conhecemos. A atmosfera do planeta é rala e pouco densa, não impedindo desta forma que raios ultravioletas elevem a um alto nível a radiação nos locais onde as sondas pousaram. Além disso, oxidantes poderosos como o peróxido de hidrogênio também são fonte de desânimo para as questões que envolvam uma possível missão tripulada para o planeta; as roupas dos astronautas seriam corroídas pelas reações.
Mas o que é veneno para nós, é um prato cheio para microorganismos. A vida pode apresentar-se de muitas formas – quem a conhece por completo?
Um dos detritos de asteroides marcianos que caíram na Terra há algum tempo trouxeram indícios de material orgânico fossilizado contido em sua composição. A especulação em cima disto, ainda hoje é crescente.
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“ Um filósofo certa vez se perguntou: Somos humanos porque observamos as estrelas, ou observamos as estrelas porque somos humanos?” Nomes como Spirit, Phoenix, Viking e outros mais, são os que marcam a história deste mundo e fazem jus, aos mitos de toda a antiguidade. Se nossos ancestrais tivessem a mínima possibilidade de espiar o seu futuro, ficariam deslumbrados com a magia que percorre este planeta: Máquinas, criadas por humanos, passam toda a eternidade em outro mundo. Peças que um dia moldadas pela mão de algum irmão deste planeta, contarão a nossa história para o futuro, seja lá ele qual for.
Peter H. Smith, professor de ciência planetária da Universidade do Arizona nos EUA, trabalhou em algumas das missões interplanetárias mais reconhecidas da história; dentre tantas outras mais famosas, a sonda Phoenix caminha lado a lado ao colaborador das missões Apollo. Colocar o homem na lua foi apenas o começo. Segundo ele, o jipe espacial foi apelidado desta maneira pelo fato de que em uma época onde os sonhos de exploração do planeta vermelho estavam quase se extinguindo, a falha técnica de máquinas durante o pouso da Mars Polar Lander em 1999 provocou o cancelamento de outros projetos – a sonda explodiu em plena atmosfera. Dentre os cancelados, estava o jipe espacial Surveyor, que há muito tempo antes teria explorado os polos do planeta vizinho. A Nasa, a mando do governo, ordenou que alguns dos gastos deveriam ser cortados. As sondas foram guardadas e mantidas em bases, arquivadas, para algum futuro próximo ou distante. No ano de 2003, a agência propôs que o projeto voltasse à ativa; Peter e seus colegas desempacotaram o que havia sido posto em uma pausa prolongada e, em poucos dias, já estavam testando a nova máquina, repleta de defeitos que agora, já eram corrigidos. No dia 4 de agosto de 2007, havia chegado a grande hora.
A sonda Phoenix, deveria deixar o mundo em que vivemos para sua longa e tão sonhada missão espacial. O burburinho da mídia anunciava os preparativos há alguns dias, e então “logo pela manhã de 4 agosto, a contagem regressiva já havia começado. Smith havia saído rapidamente da sala de controle para observar o lançamento. Eram 5h15m, e as estrelas estavam visíveis. Marte chamava a atenção brilhando no leste. Então, os edifícios se iluminaram conforme o Sol nascia e, em silêncio, o foguete alçava voo; por alguns segundos, a área havia ficado clara o suficiente para a leitura de um livro. Trinta segundos depois, o som do lançamento reverberava, triunfante. Smith havia contraído seu peito contra as ondas de pressão da decolagem e dentro de alguns minutos, estava feito. O lançamento havia durado pouco menos do que o esperado; no céu, apenas a trilha havia ficado escura. Smith e sua equipe haviam voltado para a sala de controle para um lanche e uma xícara de café, quando ele saiu mais uma vez, desta vez para observar o nascer do sol – tão belo, lá no leste. Algo incomum estava acontecendo no céu. Ele levou cerca de alguns minutos para perceber. A trilha de vapor deixada pelos foguetes sólidos estava girando nos ventos estratosféricos, iluminada pelo sol nascente. Aquilo havia o surpreendido: o resultado tinha a forma exata de uma ave, a fênix”
Os sumérios, que habitaram a região da mesopotâmia há cerca de 5000 a.C, o apelidavam de Nergal, e assim como os gregos, o adoravam pela tenaz virilidade. Talvez não se tenha a exata razão para que se afirme o porquê do símbolo universal deste planeta seja algo relacionado a um deus da guerra: A cor vermelha? Ela atrai a muitos, e tem muitos significados. ![]()
Após uma incessante batalha contra Ereshkigal, a deusa referente à Vênus, na Caldéia, e a Lilith, na mitologia dos antigos habitantes de Canaã, Nergal, o planeta vermelho tornou-se infértil. Um dos Apkallu (também conhecidos como Anunnakis), deuses antigos e primeiros habitantes desta terra, havia desejado o trono dos infernos para governar como o seu pai – teimoso e agressivo, como o filho que se rebela. Ele usou-se da mentira e humilhou Namtar, o fiel servo de Ereshkigal. Conta a lenda que desde então foi-lhe jogada a maldição. Infértil? Marte? O mito nos faz refletir. Soa realista, e bate de frente ao cenário com o qual nos deparamos nos dias de hoje.
Além de toda a mitologia por trás do grande planeta que nos persegue em sonhos desde a antiguidade, discute-se também a existência de seus habitantes – deuses ou ET’s - , eles são algo que acabou por se tornar uma alusão aos nossos medos, esperanças – o que há além do espaço conhecido? Sem dúvida, a Ciência nos possibilita cogitar assim como os nossos antepassados, porém, tudo o que eles tinham era um livro de previsões de astrologia – o primeiro da história. O Enuma Anu Enlil foi o primeiro códice de leis do cosmo.
Ainda hoje ouve-se dizer que OVNIs têm visitado a Terra, e isto além de mito, é referência em Hollywood. Dezenas de filmes nos inspiram e tornam lúdicas as esperanças com a probabilidade que Carl Sagan, fez tão bem em mencionar enquanto em vida. Há possibilidade de vida lá fora é maior do que se pode imaginar.
“Os ideais são como as estrelas: você não conseguirá tocá-las com suas mãos. Mas como os marinheiros nas águas desertas, elas podem guiá-lo, e seguindo as estrelas, você chegará ao seu destino.” O que há além do Cosmo? Além do limiar da existência? O que é que haverá em outro mundo? No Olimpo? O maior vulcão adormecido conhecido do sistema solar é também um símbolo que faz menção a nossa espécie: A grande revolução que ainda está para acontecer. Quando ela explodir, como um vulcão que manda lava para os céus, seremos como os deuses das histórias – chegaremos das estrelas e para elas voltaremos. Stephen Hawking disse certa vez que a única maneira de nossa espécie persistir evoluindo, será colonizando a outros mundos: Marte, é o mais próximo dos sonhos.
Monte Olimpo - O maior vulcão do Sistema Solar
Amazonis Planitia - Cratera Nicholson
Cratera Gusev
Cratera de Aram Chaos
O mundo vermelho carrega em suas terras o sangue da vitória: O sacrifício necessário. Milhares de nossa espécie deram suas vidas por um sonho. As guerras são marcadas na história sobre o símbolo do patrono universal que brilha forte, acima das estrelas. Qual será a próxima a ser vencida? Precisamos nos unir. Atingir o limite do universo, desbravar os mundos e chegar onde nenhum já chegou.
Grandes homens deram suas vidas pela Ciência, e outros ainda darão as suas – quem será o primeiro a lá chegar?
Aquele vermelho, com um tom desértico de sonho e pesadelo misturados, pode ser apenas ilusão. Mas quem dera um dia, ele brilhe com mais vida. Seu vermelho é por paixão – a paixão da exploração – desbravadores – Marte é a nova América, e desta vez, nós seremos os selvagens.
Na aridez de nossas mentes, aqui vazias como as pedras do Atacama, Marte ganha vida, cor, luz: um significado. Vida lá é só questão de tempo.
Comentários
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Leo
De uma forma um pouco pessimista, eu imagino Marte da forma que C.S Lewis descreveu Charn em O Sobrinho do Mago.
"Havia uma luz tristonha, meio avermelhada, nada comunicativa. Uma luz parada. [...] Evidentemente era um lugar muito antigo. [...] era um silêncio morto, gelado e vazio. Não dava para imaginar uma planta crescendo."
Na ficção, Charn era um planeta que já havia vivido tempos de glória, mas que estava condenado a morrer de velhice.
Velho ou novo, passado ou futuro, Marte é fascinante de qualquer forma.
Bacellar
Lindo artigo sobre Marte, no sentido de ser completo, um pouco de ciência, uma dose de ficção, uma fração de filosofia e muitas estórias pra contar... Magnífico como o planeta vermelho!
Valeu Lucas de Siqueira.
AUF
Quem sabe de Marte e os Marcianos e o Ramatis em seu livro A Vida no Planeta Marte com relatos muito interessantes.
Vale apena ler .
Sanjeev
Fabiana, me mandou este longo email, que me doixeu deveras tonto Compartilho:Cocordo com a sua abordagem Nepo e coloco duas coisinhas como complementae7f5es:Nessa parte, acho que vc pulou algo - Informae7f5es tef3ricas – se3o aquelas que lidam com a fatos para dar um certo significado e aborda questf5es de sobreviveancia, de classificae7e3o de diferentes fenf4menos, que nos ajudam a sobreviver no mundo e a compreender as coisas mais prazer.ArrumeiAcrescentaria que no conhecimento tef3rico a caracteredstica e9 a interpretae7e3o, relacionamento entre conceitos, julgamento de valor, busca de significado e tentativa de encontrar e relacionar causas, fatores e resultados que “ordenem” os fatos em determinado sentido, lf3gica, sob algum fundamento Ne3o sei se chamaria de informae7e3o. Acho que seria mais adequado “tipos de conhecimento”, ne3o?Meio epistemolf3gico demais?Talvez conhecimento amplie um pouco mesmo, a pensar, o que vale e9 o ordenamento.Nessa linha, acrescentaria que o “conhecimento filosf3fico”, como o tef3rico, se baseia na faculdade do intelecto e nas habilidades cognitivas de relacionar fatores, causas etc, mas indo ale9m. Questionando significados e crene7as mais ligados e0 existeancia e a conceitos mais abstratos mesmo mas a fronteira pode ser teanue entre teoria X filosofia. Seria a teoria uma tentativa de explicae7e3o baseada em fatos e na raze3o e a filosofia a busca de questf5es mais profundas sem necessidade de explicae7f5es factuais? O que Marx e Sf3crates diriam disso?Bom, a filosofia e9 uma questionadora de conceitos, teorias, verdades, sensos comuns as teorias se3o mais pre1ticas, importantes, pois nos ajudam a viver e os fatos, as coisas da vida, os acasos, que validam ou ne3o as teorias,.A filosofia, ou melhor, o estudo da cieancia, papel da filosofia tambe9m, nos ajudaria, aed sim de forma epistemolf3gica a ver que as as teorias se3o te3o mutantes quanto os fatos, pore9m para menos gente e de forma mais lenta, por isso essa vise3o de cima, mas todas estariam dentro de um estudo racional apesar de que a base da filosofia, desde Sf3crates e9 Conhece-te a ti mesmo , e isso implica o conjunto e ne3o apenas a raze3o.Ne3o concordo muito com essa parte mas entendo o que vocea quis diser – “a filosofia se mante9m nos textos, na fala dos grandes pensadores que abordam questf5es maiores, movimentos macros, e9 isso?.Sim, isso mesmo. “As informae7f5es filosf3ficas se3o constituintes, pouco mudam, este3o coladas na nossa placa me3e, se3o invisedveis, se3o da ordem da super-estrutura, mexem com movimentos macros.” – Mas acho que ne3o existe nada que ne3o mude – veja qtas releituras filosf3ficas temos por aed, se bem que ne3o temos produzido tantos Sf3crates, Foucaults, Sartres etc.E acho que he1 muito pouco “herdado” nessa placa –me3e Como vc diz, de acordo com a psicologia, antropologia e sociologia, vemos que a maior parte da nossa estrutura de vise3o de mundo e crene7as veam mesmo da famedlia, educae7e3o, comunidade, grupos, exemplos etc E acho que a partir dessa vise3o de mundo e de experieancias de dor, prazer, desejo, averse3o, construedmos nosso prf3prio repertf3rio de “padrf5es e condicionamentos” Daed que vem o nf3 E aed que he1 a oportunidade de transformar todo esse conhecimento / informae7e3o em sabedoria. Um passo mais ale9m que exige uma compreense3o mais profunda, mais direta (sem tanta teoria com mais observae7e3o direta), mais intuitiva e menos intelectual, isso na minha humilde opinie3o, mas tambe9m baseada em filosofias como budismo, taoedsmo e hinduedsmo JAed vai chegar a parte que estou trabalhando que e9 justamente o questionamento da vise3o ocidental do ego.Que nos diz que penso, logo existo .Assim, sou o que penso.O oriente, diz:Penso, logo teu ego te engana.Olha mais para te conhecer melhor.Esse e9 o salto que acho que ajuda bastante na passagem para o mundo 2.0, no qual a dicotomia entre o ser e o fazer e9 grande.Acredito que a rua sem saedda do penso e logo existo nos leva para o Gandhi: Tens que ser a mudane7a que quer para o mundo .Mas ne3o na desintegrae7e3o, mas na conversa constante e permanente da raze3o e do afeto .conseguindo ne3o precisar chamar o ego para assumir o controle.Apenas intuie7f5es, mas estou lendo Freud para superar esse confilto, vamos ver,que dizes?
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