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" Porque são nas menores caixas que cabem as grandes coisas "

Lucas de Siqueira

Creio na incongruência relativa. Na constância da criação. No que existe entre o que vem, e o além, no que está depois do tempo. Escrevo, logo existo.

O Corpo em Prosa de McGinley

Ryan McGinley é famoso por conduzir sessões de fotografia na Ilha Manhattan. Em seus trabalhos, ele transmite através da natureza, impressões de liberdade e de hedonismo, inocência, voluptuosidade e de inconstância corporal. A mais tênue das linhas psicológicas que separam o feminino do masculino, são para ele, inexistentes, e para quem olha, um simples bruxuleio de impermanência temporal. Através do nu humano, ele resgata e reafirma a elucidante transparência do que há dentro de nós: intensidade, doçura, suntuosas curvas de beleza. Naturalidade. A infantil mortalidade.


rm_jake_fall.jpg O ousado trabalho de McGinley foi premiado com o Young Photographer Infinity Award e já recebeu dezenas de referências. Ele trabalha com o homossexualismo, para mostrar o ser humano, sorrindo, sendo homem e mulher ao mesmo tempo. Ele demonstra a sinergia poética, a das formas esquecidas - a que há no ser humano. Quando jovens, somos induzidos a crer que a liberdade se conquista, como o amor, e nós deixamos de vivê-los. É desta forma que o pecado original se torna a lei vigente em nossas almas. Incapazes de serem espontâneas. Diante das câmeras, elas se libertam – para McGinley, o erotismo é a voz do corpo humano. Tal como é para Freud. As pessoas, no feminino, são como ninfas da natureza - pigmentos de sensações não necessárias.

Amanda_Falling_Leaves_2010-web.jpgThumbnail image for web_albino_peacock_rose_red_2012_48x72.jpgThumbnail image for 19.jpeg

Um sentimento lúdico de pequenez em meio à natureza. Seus retratos - coloridos, ou sempre em movimento - apresentam uma mistura. Uma miscinegação. Para ele, tudo é dualista, e ao mesmo tempo a mesma coisa.

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A inexpressão desconhecida vem de tempos imemoriais. O relógio começa a contar a ainda no útero. Das mães de nossas mães, e das mães de suas mães. Da nossa Terra. A Terra que proclama a sinuosidade vibratória do espectro solar. Cores, que intensas, são as mesmas que eternizam a não eterna humanidade. As formas da natureza lembram sempre a virilidade, a exuberante natureza do matriarcado. A feminlidade em justaposição ao masculino.

Thumbnail image for GraceTeeth_20091.jpgThumbnail image for RM_hot_springs_20051.jpgGraceTracyGoliath_20091.jpg

O trabalho de McGinley nos engana. É ilusório. Ao olhar a feminilidade, nos esquecemos do contexto – a homossexualidade. Homens ou mulheres. Ser um deles não nos torna mais humanos, afinal. Quem é capaz de definir a humanidade?

DaraScully-YOUR-SKIN-IS-THE-LANDSCAPE-OF-MY-DREAMS.jpgThumbnail image for RM_untitled_bathtub_20051.jpgThumbnail image for RM_tim_dakota_20041.jpg Créditos das imagens a Ryan McGinley


Lucas de Siqueira

Creio na incongruência relativa. Na constância da criação. No que existe entre o que vem, e o além, no que está depois do tempo. Escrevo, logo existo..
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