megalomaníaca

Viver não é preciso. Escrever é preciso.

Janne Alves de Souza

Uma moça privada de si mesma, mas tão sensível aos encantos discretos das pequenas coisas da vida...

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    Viver plenamente
    Me toma agora a compreensão de que não se pode viver pela consciência. A via primeira pela qual conhecemos as coisas imediatamente, pelo que as coisas nos tocam e nos falam de sua existência. É preciso deixar as coisas penetrar-nos dentro de ...
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    O que é a vida?
    "O que é", este enunciado que principia indagações, não raramente existenciais e profundas, e constantemente banais e ingênuas. Indagações pronunciadas com sinceridade inocente pelas crianças e com angústia aflitiva pelos adultos: O que é ...
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    Cartiê Bressão: un génie bresilienne

    Cartiê Bressão est un génie! A óbvia referência à imagem e às imagens do francês Cartier-Bresson (ou seja, ao artista e à obra) aliada à beleza singular e singela de suas imagens me conduziu do encantamento à reflexão. Henri Cartier-Bresson, o mais importante fotógrafo francês do século XX, tem nas “images de la vie quotidienne” o mais belo exemplo da potência sensível de sua obra e a sagração do seu estilo, a sua própria sagração como artista. Sua obra é testemunha viva da Paris moderna, símbolo e expressão “de la vie moderne”.

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    Eu queria crescer pra Manoel: ode ao Manoelês
    Eu queria crescer pra Manoel Queria fazer palavras com brinquedo (Fazer brinquedos com palavras é fácil! Coisa de criança! Poeta é criança!) Eu queria criar o nada (O nada que não é nada, nem o nada mesmo. O nada que é nada alguma coisa é! ...
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    José e Pilar: o encontro de almas desassossegadas

    Obra-prima premiada do diretor português Miguel Gonçalves Mendes, aclamada pela crítica especializada e pelo público, José e Pilar é um maravilhoso retrato do cotidiano e da intimidade comum do escritor português, Nobel de Literatura, José Saramago, e Pilar del Rio, jornalista espanhola e presidenta da Fundação José Saramago, sua esposa.

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    Carnaval sem máscaras

    As origens do carnaval remontam aos rituais do mundo antigo, desde as saturnais romanas. Mas, é na Idade Média que as festas carnavalescas se desenvolvem com maior riqueza de formas e amplia de forma exponencial suas funções políticas e ideológicas para além das fronteiras da esfera da cultura.

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    O Retorno ao Útero Materno
    De tempos em tempos devíamos retornar ao útero materno. Há tempos em que, como no momento do nosso nascimento, o ar nos pesa, nos sufoca, como nos faltasse. Nos faz chorar como a criança que pela primeira vez sente a pressão do ar a tocar a ...
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    Sorria! Você está sendo curado

    Mais que um retrato do trabalho dos Doutores da Alegria, o documentário "Doutores da Alegria - o filme", é uma importante reflexão sobre a forma como nos relacionamos com vida, a doença e a morte. Nos exibe uma visão encantadora da vida e da morte, fundamentada essencialmente no olhar ingênuo e na simplicidade da criança, que não se preocupa em viver, apenas vive. Para os Doutores da Alegria, um palhaço tem que ser sincero, transparente, corajoso, ter um olhar ingênuo e original como o da criança. E essas qualidades se manifestam nas relações com as próprias crianças e com todas as pessoas.

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    Muito além das tentações

    Em As Tentações de Santo Antão Hieronymus Bosch retrata os episódios das tentações de Santo Antão, o príncipe dos eremitas. Na obra, podem-se ver diversas cenas que, segundo constam nas hagiografias que tratam da vida do santo, são passagens em que o eremita é atormentado pelo diabo e seus companheiros, que estão representados nas diversas figuras grotescas que estão ao redor do santo.

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    Oraxo

    No Livro Sobre Nada, Manoel de Barros faz aparecer o nada (e tudo) brincando com palavras. Dá vida, cria o nada a partir da inexistência verbal e da ausência de sentido e desutilidade das coisas, que são coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo etc etc. Que são todas essas coisas? Nada! São absurdas, sem sentido, não existem e são desúteis. Logo, são nada. O nada mesmo.

  • Cristo carregando a cruz, óleo sobre madeira, 76,5 x 83,5 cm, Hyeronimus Bosch (1510-1535), Museu de Belas Artes de Gante
    O corpo: entre a cruz e a espada

    Lugar de vida, de desejos e prazeres, o corpo, historicamente esteve sempre "entre a cruz e a espada". Símbolo e expressão das tensões e conflitos entre sagrado e profano, céu e inferno, alto e baixo, o corpo foi, na Idade Média, condenado pela Igreja. O corpo era então, para a Igreja, o lugar da tentação e do pecado. Como declarou o papa Gregório, O Grande, era “a abominável vestimenta da alma”.

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