megalomaníaca

Viver não é preciso. Escrever é preciso.

Janne Alves de Souza

Uma moça privada de si mesma, mas tão sensível aos encantos discretos das pequenas coisas da vida...

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    O que é a vida?
    "O que é", este enunciado que principia indagações, não raramente existenciais e profundas, e constantemente banais e ingênuas. Indagações pronunciadas com sinceridade inocente pelas crianças e com angústia aflitiva pelos adultos: O que é ...
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    Cartiê Bressão: un génie brésilien

    Cartiê Bressão c'est un génie! A óbvia referência à imagem e às imagens do francês Cartier-Bresson (ou seja, ao artista e à obra) aliada à beleza singular e singela de suas imagens me conduziu do encantamento à reflexão. Henri Cartier-Bresson, o mais importante fotógrafo francês do século XX, tem nas “images de la vie quotidienne” o mais belo exemplo da potência sensível de sua obra e a sagração do seu estilo, a sua própria sagração como artista. Sua obra é testemunha viva da Paris moderna, símbolo e expressão “de la vie moderne”.

  •  Escultura de gelo, Néle Azevedo, 2002. Santa Ifigênia, São Paulo.
    Sobre a vida

    Viver é caminhar. É estar em trânsito. A cada respiração, a cada pulsar, um passo. A vida é feita de escolhas. Cada escolha um caminho. Cada caminho um sentido, uma direção. Um caminho cheio de pedras, de atalhos, de desvios, de ruas sem saída e de esquinas. A cada esquina um encontro, novo, de novo.

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    Saudade
    Ando sem trilho sem trilha sem telha sem eira nem beira Sinto falta não sei de quê não sei por quê não sei p'ra quê nem até quando Um vazio me invade me combate me abate me destrói Só sinto o tempo a ausência o silêncio o nada
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    Eu queria crescer pra Manoel: ode ao Manoelês
    Eu queria crescer pra Manoel Queria fazer palavras com brinquedo (Fazer brinquedos com palavras é fácil! Coisa de criança! Poeta é criança!) Eu queria criar o nada (O nada que não é nada, nem o nada mesmo. O nada que é nada alguma coisa é! ...
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    José e Pilar: o encontro de almas desassossegadas

    Obra-prima premiada do diretor português Miguel Gonçalves Mendes, aclamada pela crítica especializada e pelo público, José e Pilar é um maravilhoso retrato do cotidiano e da intimidade comum do escritor português, Nobel de Literatura, José Saramago, e Pilar del Rio, jornalista espanhola e presidenta da Fundação José Saramago, sua esposa.

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    Carnaval sem máscaras

    As origens do carnaval remontam aos rituais do mundo antigo, desde as saturnais romanas. Mas, é na Idade Média que as festas carnavalescas se desenvolvem com maior riqueza de formas e amplia de forma exponencial suas funções políticas e ideológicas para além das fronteiras da esfera da cultura.

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    A Roda da Vida
    As horas voam, os dias passam, os anos se vão. O tempo, senhor da vida, segue, narcísicamente, sua marcha inefável em favor de si próprio. Segue em círculos na roda da vida, em que estamos todos nós que existimos, onde toda a existência está ...
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    Gente Portuguesa
    Foto: Tábitha Esteves Tem n'alma, lira, Na voz, o fado, Nos olhos, pranto - Um mar salgado. Tem na mente, sonho, Na voz, o brado, Nos olhos, luz - Um brilho doirado. O futuro, exorta; O presente, canta; O passado, glorifica; Toda gente, toda vida, ...
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    O Retorno ao Útero Materno
    De tempos em tempos devíamos retornar ao útero materno. Há tempos em que, como no momento do nosso nascimento, o ar nos pesa, nos sufoca, como nos faltasse. Nos faz chorar como a criança que pela primeira vez sente a pressão do ar a tocar a ...
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    Eu sou corpo
    Eu sou corpo e mente, Um corpo quente, Que mente, Que se arrepende, Que se estende, Que se distende, E se desentende, Um corpo que sente. Eu sou corpo e tripa, Um corpo-fita, Que bica, Que se trumbica, Que se estripa, Que se modifica, E se vivifica, ...
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    Sorria! Você está sendo curado

    Mais que um retrato do trabalho dos Doutores da Alegria, o documentário "Doutores da Alegria - o filme", é uma importante reflexão sobre a forma como nos relacionamos com vida, a doença e a morte. Nos exibe uma visão encantadora da vida e da morte, fundamentada essencialmente no olhar ingênuo e na simplicidade da criança, que não se preocupa em viver, apenas vive. Para os Doutores da Alegria, um palhaço tem que ser sincero, transparente, corajoso, ter um olhar ingênuo e original como o da criança. E essas qualidades se manifestam nas relações com as próprias crianças e com todas as pessoas.

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    Muito além das tentações

    Em As Tentações de Santo Antão Hieronymus Bosch retrata os episódios das tentações de Santo Antão, o príncipe dos eremitas. Na obra, podem-se ver diversas cenas que, segundo constam nas hagiografias que tratam da vida do santo, são passagens em que o eremita é atormentado pelo diabo e seus companheiros, que estão representados nas diversas figuras grotescas que estão ao redor do santo.

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    Oraxo

    No Livro Sobre Nada, Manoel de Barros faz aparecer o nada (e tudo) brincando com palavras. Dá vida, cria o nada a partir da inexistência verbal e da ausência de sentido e desutilidade das coisas, que são coisa nenhuma por escrito: um alarme para o silêncio, um abridor de amanhecer, pessoa apropriada para pedras, o parafuso de veludo etc etc. Que são todas essas coisas? Nada! São absurdas, sem sentido, não existem e são desúteis. Logo, são nada. O nada mesmo.

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    O corpo: entre a cruz e a espada

    Lugar de vida, de desejos e prazeres, o corpo, historicamente esteve sempre "entre a cruz e a espada". Símbolo e expressão das tensões e conflitos entre sagrado e profano, céu e inferno, alto e baixo, o corpo foi, na Idade Média, condenado pela Igreja. O corpo era então, para a Igreja, o lugar da tentação e do pecado. Como declarou o papa Gregório, O Grande, era “a abominável vestimenta da alma”.

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