memorial temporário

J’aurais bien voulu être le mec qui observe sans gêne ce théâtre (Tom Barman)

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    O nobel de Bob Dylan

    Podia ter sido o começo de uma nova era para a crítica da cultura pop. Mas por várias razões, isso não parece prestes a acontecer.

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    Pele e pop: sobre «Delirium» de Ellie Goulding

    Afastado das raízes electrónicas e folk dos primeiros álbuns, «Delirium» traz-nos uma nova Ellie Goulding. Será ainda possível fazer um grande álbum pop, quando a pop parece estar sem ideias?

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    Quem tem medo de Joana Amaral Dias?

    Uma candidata às Legislativas de 2015 despe-se, grávida, a poucas semanas das eleições, para a capa de uma revista. Fá-lo como mulher e como candidata. Os seus críticos são acusados de machismo e conservadorismo. Mas será verdadeiramente esse o caso? Ou o que está em causa é uma subversão do sistema, falhada à partida?

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    o caso da barbearia invadida (e outros problemas com barba)

    Uma barbearia em Lisboa foi recentemente invadida por um grupo «feminista». Na internet, vários artigos explicam o lumbersexual como um sinal do desconforto dos homens com a igualdade das mulheres. Mas o problema da aversão a tudo o que seja «masculino» não é de agora. Mais de vinte anos de teoria de género resolveram as nossas diferenças ou só nos tornaram mais incompatíveis?

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    A necessidade do real

    Num momento em que mockummentary parece ser a única forma de realizar um filme de horror, e em que a maioria das propostas não são mais que desapontantes, Carlo Ledesma conseguiu realizar "The Tunnel", um filme de horror intenso e brutal, em que o mínimo de recursos é suficiente para levantar algumas questões não só sobre o cinema de horror, mas também sobre aquilo que esperamos dele, enquanto colectivo.

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    arena

    Pequena reflexão sobre um poema curto, retirado de "Opus 1", o primeiro livro da poeta portuguesa Yvette K. Centeno.

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    doença e matéria poética

    Poeta da lucidez e da análise, Eduarda Chiote publicou em 2011 o seu mais recente livro de poemas, "Órgãos Epistolares". Longe das raízes concretistas e estruturalistas em que a sua escrita nasceu, a escritora opta pelos temas do sofrimento e da morte nos livros mais recentes. "Órgãos Epistolares" é um livro pesado e negro, atravessado no entanto por uma ironia luminosa que o transforma num texto equilibrado e intenso.

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    a morte do debate público

    O acesso facilitado à internet prometia ser uma forma de tornar mais horizontal e democrático o espaço de debate público. Mas será possível que, pelo contrário, o nosso discurso tenha sofrido uma regressão que nos deixa incapazes de expressarmos com profundidade as nossas convicções?

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    A batota inocente de Florbela Espanca

    A obra de Florbela Espanca é um retrato contraditório e intenso de uma vida amorosa controversa. As cartas que trocou com o segundo marido, António Guimarães, dão-nos mais pistas para compreender o perfil de uma das escritoras mais populares da literatura portuguesa.

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    as virtudes da desadequação

    Com apenas dois álbuns publicados, 'Sigh no More' e 'Babel', os Mumford & Sons tornaram-se uma das bandas indie mais importantes dos últimos anos. A sua música, ao reclamar a simplicidade de forma poética e intensa parece uma reacção acérrima às tendências de uma geração que valoriza o artifício.

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    A expropriação da realidade

    No tríptico de curtas-metragens ''Plot Point'', o realizador belga Nicolas Provost filma New York, Las Vegas e Tokyo como palcos de crimes, através da combinação de imagens (quase) documentais e de fragmentos sonoros de outros filmes. Olhar intenso sobre a vida urbana ou peça de ensaio sobre o binómio imagem-som e sobre a representação da realidade na Arte, ''Plot Point'' é uma das propostas mais interessantes no cinema independente dos últimos anos.