memórias do subsolo

Reciclando a palavra, o telhado e o porão

Mariana Keller

Observadora e sonhadora, faz de cada sorriso e olhar alheio uma história inventada.

A vida sob a perspectiva felina

Miar, caçar ratos, dormir em lugares estranhos, ronronar e pular em todos os lugares é pouco para Cooper. Além de suas funções normais de gato, ele também é fotógrafo nas horas vagas.


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Morador de Seattle e com apenas seis anos de vida, o fotógrafo da vez tem quatro patas. O gato chamado Cooper começou a tirar fotos quando seus donos Deirdre e Michael Cross resolveram pendurar em seu pescoço uma leve câmera automática programada para disparar a cada dois minutos.

Inicialmente, a ideia era que Michael e Deirdre pudessem monitorar o felino para saber se ele não estava invadindo as casas dos vizinhos ou atravessando ruas muito movimentadas e perigosas. Mas o resultado das fotos foi tão interessante, que encantou o casal. O sucesso foi tanto, que Cooper já foi tema de duas exposições nos Estados Unidos e lançou um livro com suas melhores fotos chamado “Cat Cam: The World of Cooper the Photographer Cat”.

As fotos mostram o dia a dia do gato: os esconderijos preferidos, os outros animais que encontra pelas ruas, os lugares por onde passa e até mesmo imagens de sua família humana. Tudo através de sua perspectiva em diferentes ângulos. Os passeios fotográficos são feitos uma vez por semana e o casal jura que as fotos não são manipuladas.


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Essa experiência ajudou os donos de Cooper a entenderem melhor as necessidades do gato. Eles observaram, por exemplo, que o número de fotos da porta da frente da casa era bastante frequente e por isso, perceberam que Cooper passava muito tempo fora de casa esperando eles abrirem a porta. A partir daí, decidiram instalar uma porta especial para ele entrar sozinho. Além disso, também notaram um grande número de fotos de alguns jardins da vizinhança e de gatos específicos, fazendo com que eles deduzissem os lugares preferidos do bichano e quais são os seus melhores amigos.

Atualmente, as fotos do gatinho são vendidas na internet por preços que chegam até R$ 500. Muitas pessoas acham que os donos de Cooper estão se aproveitando do gato para ganhar dinheiro, mas eles dizem que a venda do livro e das fotos é baixa e que o lucro obtido vai diretamente para a compra de ração e doações para abrigos de animais.

Ganhar dinheiro em cima do “trabalho’’ do gato realmente pode não ser uma boa ideia, mas que as fotos do felino são mesmo bem interessantes, ninguém pode negar.

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Mais fotos de Cooper podem ser vistas em seu site oficial e no seu flickr.


Mariana Keller

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