Larissa Soares

Escrevo para aliviar a mente, rir um pouco, talvez chorar, e entrar num mundo onde os problemas tornam-se inteiramente poéticos.

P.S. Não sei lidar com a morte

E textos já foram criados, teorias explanadas, mas ninguém desvenda esse mistério que ronda a vida das almas medrosas.


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P.S. Eu te amo (2007) não se trata apenas de mais um dos diversos filmes de comédia dramática/romântica. A história mexe com aquele tema que muitas pessoas não gostam de falar a respeito: A morte. Aliás, deixe-me ir um pouco além: A morte em relacionamentos amorosos. Dirigido por Richard LaGravenese e baseado no livro homônimo escrito pela irlandesa Cecelia Ahern, o filme é intenso, romântico, triste, engraçado... Uma mistura de sensações.

007ILY_Gerard_Butler_003.jpg Gerard Butler interpreta o divertido e apaixonado Gerry Kennedy.

Holly (Hilary Swank) e Gerry (Gerard Butler) formavam um casal aparentemente comum, que tinha seus bons momentos, assim como as crises que fazem parte de todo relacionamento. Porém, tinham algo que os diferia de muitos: Eram extremamente apaixonados um pelo outro. E apesar das brigas e dificuldades, a possibilidade de separação resumia-se somente à pensamentos do momento, a ideia nunca fez de verdade parte dos planos. Mas Holly recebe a inesperada notícia da morte de Gerry, e fica sem chão. Sem saber como continuar sua vida, se isola e tenta encontrá-lo em todos os detalhes a sua volta. Sua depressão torna-se tão grave, que preocupa seus familiares e amigos, que tentam ajudá-la de todas as formas. Mas a verdadeira ajuda vem da maneira mais inesperada: Antes de falecer, o marido deixou diversas cartas para a amada esposa com o objetivo de aos poucos fazê-la desprender-se do passado, superar a dor, e enfim, conseguir recomeçar sua vida.

ps-eu-te-amo-dvd-hillary-swank-gerard-butler-muito-lindo-10432-MLB20028504799_012014-F.jpg Hilary Swank e Gerard Butler emocionam no romântico e reflexivo P.S. Eu te amo. "Guarde nossas lindas lembranças, mas, por favor, não tenha medo de criar outras." diz uma das cartas.

P.S. Eu te amo mostra como somos frágeis e nos tornamos incapazes diante das surpresas que a vida nos impõe. A morte é a única certeza que temos, mas apesar disso, o medo não diminui. Até os seres mais corajosos que batem no peito dizendo que não tem medo de morrer, no fundo carregam esse receio. Temos medo de perder e de nos perdermos. E não são apenas perdas definitivas, mas sumiços temporários, ausências inexplicáveis. A indiferença que mata e deixa dúvidas na alma até dos mais equilibrados. Não sabemos lidar com a morte, tanto eterna quanto temporária, tanto física, como de espírito. E os milhares de artigos, palestras psicológicas e pesquisas científicas provavelmente não serão capazes de nos mostrar a fórmula mágica. Ainda aposto no óbvio e velho tempo. Ah, esse ainda tem o poder de curar muitas falecidas realidades.

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Larissa Soares

Escrevo para aliviar a mente, rir um pouco, talvez chorar, e entrar num mundo onde os problemas tornam-se inteiramente poéticos..
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