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Jornalista, escritora, espiritualista e escotista.

Paula Rocha Nogueira

Um poço de sentimentos, sensações e pensamentos. Jornalista, escritora, mídia, produtora cultural, assessora e consultora de comunicação, gestora de projetos, espiritualista e escotista. Apaixonada por audiovisual, fotografia, livros, música, corrida, boxe e teorias da conspiração.

A Banalização da Sensibilidade

O ser humano banaliza o sentir, assim como diminui toda e qualquer experiência no campo emocional. Este é um processo de massificação do sentimento que produziu uma sociedade com pessoas vazias, superficiais e extremamente frustradas.


O ser humano é, sem dúvida, o ser mais sensível do planeta. Esta afirmação não passa de uma mentira, que por ser tantas vezes repetidas, se tornou uma verdade absoluta. O ser humano banaliza o sentir, assim como diminui toda e qualquer experiência no campo emocional. Este é um processo de massificação do sentimento que produziu uma sociedade com pessoas vazias, superficiais e extremamente frustradas.

Não querendo generalizar, existem indivíduos iluminados, e que buscam no sentir a sua ferramenta de evolução. Não falo de filosofia ou credo, falo de ação. O eterno ir e vir em si mesmo. Passaram por esta Terra inúmeros seres, que conseguiram corresponder aos anseios de humanidade que havia neles. Seres humanos altruístas que conseguiram buscar no olhar e na emoção do seu próximo, o próprio espelho e o próprio sentir, e desta forma, mudaram o mundo em ação e pensamento. Amanhecer 1Paula Rocha Nogueira. Amanhecer em Campo Limpo - GO.

Eis a luz no mundo, simbolicamente falando. O altruísmo nasce da compreensão de que todos somos um, e de que cada ser é único, eis o paradoxo da evolução. É preciso transpor nossas falhas e mediocridades, em busca da luz que vive dentro de nós.

Mas a grande maioria ainda permanece inerte. Vamos avaliar a seguinte cena: Os pais chegam em casa depois de um dia de trabalho cansados, e seus filhos ao tentarem contar uma descoberta feita durante sua aula, como por exemplo, uma palavra nova. Qual é a reação dos pais? Habitualmente a resposta é a inércia e a irritabilidade. Nós parecemos ter perdido a capacidade de sentir, de nos doar ao poder arrebatador da descoberta.

Quem não se lembra da primeira vez que viu o mar? De um amanhecer do sol, num belo campo? Ou ainda, quem não se lembra com carinho, de quando aprendeu a ler. O mundo se ampliou mediante a descoberta, da alteração na percepção de tudo que havia a nossa volta.amanhecer (2).JPGPaula Rocha Nogueira. Amanhecer em Campo Limpo - GO.

Com o passar dos anos, nós aprendemos a menosprezar nossas emoções, e aprendemos a burlar os dramas emocionais que acompanham nosso crescimento. Todas as etapas de nossa infância foram permeadas pelo espaço lúdico e imaginativo. A brincadeira é uma forma de compreende o mundo à nossa volta. Somos pura emoção e transbordamos nossos sentimentos por todos os poros e formas de expressão.

Se somos a própria diversidade dentro de nós, por qual razão ou circunstância nós tentamos oprimir espartanamente toda esta habilidade de acordo com o passar do tempo? Quem nos impulsiona a tal devaneio? Por que fazemos isso com nós mesmos?

Não bastasse esta morte sensorial, passada uma vida de repressão, nós replicamos o modelo que aceitamos apaticamente durante toda a nossa vida pelos círculos escolar, familiar, de amigos e social. O pior de tudo é que nós replicamos automaticamente, sem ao menos refletirmos acerca desta dinâmica.amanhecer (3).JPGPaula Rocha Nogueira. Amanhecer em Campo Limpo - GO.

Preferimos permanecer apáticos, quando o correto seria nos aperfeiçoarmos, a fim de, melhor instruirmos as gerações que virão, capacitando-os para serem melhores dos que as gerações que os antecedem, e irem além, sempre além, pois nada no curso da evolução deve permanecer inerte. O sentir é a chave, o expor-se, pois só a mudança sublima o ser altruísta que existe dentro de todos nós.Ver imagen


Paula Rocha Nogueira

Um poço de sentimentos, sensações e pensamentos. Jornalista, escritora, mídia, produtora cultural, assessora e consultora de comunicação, gestora de projetos, espiritualista e escotista. Apaixonada por audiovisual, fotografia, livros, música, corrida, boxe e teorias da conspiração..
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