mirante

Jornalista, escritora, espiritualista e escotista.

Paula Rocha Nogueira

Um poço de sentimentos, sensações e pensamentos. Jornalista, escritora, mídia, produtora cultural, assessora e consultora de comunicação, gestora de projetos, espiritualista e escotista. Apaixonada por audiovisual, fotografia, livros, música, corrida, boxe e teorias da conspiração.

Eis que chega o NATAL, e com ele nossa crise de identidade habitual

Mais um ano que passa, hein? Perguntinha mais chata! O que todos nós sabemos é que a contagem do tempo segue e nós permanecemos procrastinando a vida. Quem não fez as irritantes e eternas listas de fim de ano? Nem perca seu tempo. O que importa na verdade é a mudança que intencionamos provocar intimamente, independente do tempo, e do estado do espírito que estamos.


NATAL - PDRNFOTO: Paula Rocha Nogueira.Mais um ano que passa, hein? Perguntinha mais chata! O que todos nós sabemos é que a contagem do tempo segue e nós permanecemos procrastinando a vida. Quem não fez as irritantes e eternas listas de fim de ano? Nem perca seu tempo. O que importa na verdade é a mudança que intencionamos provocar intimamente, independente do tempo, e do estado do espírito que estamos.

Vou ler mais. Me divertir mais. Dançar mais. Trabalhar mais. VIVER mais! Ok! Parabéns meu/minha caro(a) amigo(a). Já percorreu metade do caminho: saber que está imerso numa apatia profunda da sua pseudo vida,ou seja, foi contaminado com a doença da moda. Informo que, infelizmente, comprou o modelo de felicidade vendido pela mídia.

Juntamente a este fato temos tantas outras atribuições e compromissos não é mesmo!? O trabalho aperta para podermos aproveitar as férias de fim de ano, temos que comprar presentes para ganhar presentes, caso não façamos isso as pessoas que amamos não se sentirão amadas e nem queridas por nós.

Outras tarefas importantes para este mês são: doar alimentos, casacos e brinquedos, visitar algum asilo ou orfanato, afinal de contas e o espírito natalino de caridade onde está? O que as pessoas vão pensar se eu não promover a caridade e divulgar isso? É triste, mas muitos pensam assim... A caridade parece se fazer necessária só em dezembro. Durante o resto do ano, não há problema algum nos idosos solitários e sem recursos, nos jovens drogados e desacordados pelas ruas, nas crianças sem alimento e um lar. A coisa certa a fazer sempre parece tão complicada aos nossos olhos. É tão mais fácil ignorar.

Ah! Antes que eu esqueça... “Onde você vai passar o natal? Já comprou sua roupa nova”? Não importa com que vai passar o natal, é importante parecer feliz, bem sucedido e benevolente. Não se esqueça! Vai passar o natal com quem? Vai ficar com sua família, seus amigos, ou sozinho? Vai ver os especiais de natal na tevê? Vai fazer uma oração? Vai agradecer?... o que você faz no natal? E o costume sacro de reunir a família e celebrar o que vem a ser o Cristo em nossas vidas?

Segundo Karl Marx, um livre pensador do século XIX, que além de economista, filósofo, historiador, teórico político, jornalista e revolucionário alemão, foi fundador da doutrina comunista moderna, não há como a relação homem/mulher e natureza conviver com o capitalismo. Pode parecer absurda tal afirmação, porém somos obrigados a concordar quando observamos a estrutura social atual.

Vivemos a ditadura do consumo.

Vitimados pela mídia do consumo. Influenciados por tudo e por todos. Apáticos diante da possibilidade de escolha. Somos marionetes! E as nossas crianças? Elas são devoradas pela mídia sem a mínima proteção dos pais. Mas como instruir nossas crianças e jovens, quando nem nós sabemos a real diferença do que é a necessidade e o desejo? Sempre quando for comprar algo pense primeiro: você quer ou precisa? Um raciocínio simples que pode mudar a forma como vê o “ser” consumidor dentro de você.

Pensando nisso, façamos uma experiência: tentar presentear a quem amamos com gestos e palavras de carinho e reais sentimentos de amor e companheirismo. Fazer uso consciente do dinheiro, dos recursos naturais do nosso planeta, da nossa saúde, do tempo, do pensamento e da vida em si. O que ela realmente representa? Quem é você? O que quer? E por fim, do que precisa?

É importante lembrar que o final de ciclo de cada ano, representa um período no qual devemos fazer um balanço emocional e mental do que passamos, além de uma breve avaliação de nossas expectativas para o novo ciclo que se inicia. Portanto, ame, perdoe, converse, se desculpe, sorria, abrace... sinta a energia típica modificar seu íntimo... e não deixe de repensar seus sentimentos, e refletir sobre o ano que passou sem que muitos ligassem para a fome do faminto, para a nudez do despido, para o despojo do miserável e nem para o amor ao próximo.

O dinheiro não compra tudo. Estas palavras não são utópicas e nem ultrapassadas. Cito os versos de uma banda chamada Calle 13, que em uma canção intitulada Latinoamérica na qual canta-se:

“(...) Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina Tú no puedes comprar el viento Tú no puedes comprar el sol Tú no puedes comprar la lluvia Tú no puedes comprar el calor Tú no puedes comprar las nubes Tú no puedes comprar los colores Tú no puedes comprar mi alegría (..)”

O natal ocorre em nosso íntimo. Nossa alma é o local no qual nossos sentimentos devem nascer, crescer e viver eternamente. Que nossa caridade seja a luz a iluminar o caminho e a vida de todos à nossa volta. Tentar viver com tais objetivos de amor e concórdia a todo custo parece ser difícil, não!? E tentar lembrar-se de viver os outros meses com o mesmo espírito generoso e sincero nos parece impossível. Mas precisamos tentar!

Sinto a beleza da vida... É impossível não se inspirar e se emocionar ao ver uma criança que aprende a andar, a falar, a sorrir... A cada dia que se inicia com o raiar de uma nova chance aos nossos espíritos, com irmãos que se reencontram, com casais apaixonados, com as flores, com os passarinhos, com um casal a espera de um bebê, materializando a esperança da vida e a formação de mais uma família, independente do gênero e escolhas inseridas nessa formação.

NATAL - PDRNFOTO: Paula Rocha Nogueira.A mudança se inicia em você. Um novo ano que se inicia renova forças, expectativas, promessas, sonhos e ambições particulares e coletivas. Vamos refletir acerca destes temas profundos no que tange a existência humana. Não perca seu tempo se frustrando com aquilo que não está em suas mãos. As pessoas só poderão dá a este mundo e a você, o que tiverem para oferecer. Não adianta cobranças e perseguições emocionais. Cada ser vivente só faz o que o que tem necessidade de fazer, seja pra sua sobrevivência física, mental, psicológico, como para sua sanidade emocional. Deste modo, viva desprendidamente, respeitando o mundo que habita, as pessoas a sua volta e respeitando sobretudo você, seus sentimentos e sonhos. Seja gentil e a energia retornará potencializada.


Paula Rocha Nogueira

Um poço de sentimentos, sensações e pensamentos. Jornalista, escritora, mídia, produtora cultural, assessora e consultora de comunicação, gestora de projetos, espiritualista e escotista. Apaixonada por audiovisual, fotografia, livros, música, corrida, boxe e teorias da conspiração..
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