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Jornalista, escritora, espiritualista e escotista.

Paula Rocha Nogueira

Um poço de sentimentos, sensações e pensamentos. Jornalista, escritora, mídia, produtora cultural, assessora e consultora de comunicação, gestora de projetos, espiritualista e escotista. Apaixonada por audiovisual, fotografia, livros, música, corrida, boxe e teorias da conspiração.

DESERTIFICAÇÃO DA ALMA

É triste, mas esta é a pura verdade que vivemos. Alguns fatos recentes nos demonstram esta realidade de forma muito didática. Se não somos vigilantes e prudentes com nós mesmos e com o próximo, que atenção daremos com tudo o que há em volta? A nossa alimentação, nossa qualidade de vida, nosso propósito de vida, e a nossa maneira de cuidarmos do mundo em que vivemos. Cabe a nós decidirmos em que situação moral, espiritual, humana chegaremos à evolução espiritual. O que nos propusemos foi possível? Sendo possível, fizemos o nosso papel?


Os novos tempos chegaram. Tanta tecnologia, avanços sociais e financeiros. O homem/mulher podem “tudo”. Cozinhar no fogão é coisa do passado. Preocupar-se com o próximo então, é quase arcaico ou mesmo inexistente. Ao invés de visitar um amigo enfermo, um amigo solitário ou não, ou mesmo um familiar em situação difícil, que precisem do seu amparo e conforto, ligue ou mande um e-mail. Vai ser suficiente. Em tempos tão “produtivos” para quê perdermos tempo com as relações humanas e para com aqueles que nos querem bem? “Perder tempo” é inviável atualmente. Não olhe nos olhos das pessoas, e se puder nem ao menos preste atenção nelas. Isso tudo lhe custaria tempo, paciência e consequentemente dinheiro. E hoje, você não tem nada disso. Deixe para amanhã! Talvez sobre um “tempinho” para mandar uma mensagem de texto no celular. Imagen Thumbnail para mar de aral 0.jpgDesaparecimento do Mar de Aral.

E as crianças? Deixe que os professores, amigos, a tevê e a internet façam seu trabalho. Elas aprendem rápido e vão se acostumar. E se por ventura estiverem com problemas na aprendizagem, nas relações interpessoais, ou em casa, esperem que melhorem sozinhas. Você não tem tempo para isso quando chega em casa. Precisa descansar a cabeça do dia difícil que teve, assistir o jornal, conferir suas redes sociais virtuais, jantar e depois de tomar seu banho, ir dormir.

Não se assustem. Trata-se somente de uma narrativa fria de como vivemos atualmente. Não cuidamos de nossa saúde física e mental, quem dirá do resto. Não nos atentamos para a fome, o frio ou o problema do outro. Há algum tempo, o “próximo” era aquele irmão que morava na rua sem oportunidade de uma vida melhor, isso em nossas mentes limitadas. Hoje, o próximo são nossos filhos, irmãos consanguíneos, pais, e por muito vezes e “próximo” somos nós mesmos. Atentem para este fato assombroso e triste. Vivemos alheios à realidade, sem percepção do tempo e imersos em uma apatia intelectual e humana profunda.

É triste, mas esta é a pura verdade que vivemos. Alguns fatos recentes nos demonstram esta realidade de forma muito didática. Se não somos vigilantes e prudentes com nós mesmos e com o próximo, que atenção daremos com tudo o que há em volta? A nossa alimentação, nossa qualidade de vida, nosso propósito de vida, e a nossa maneira de cuidarmos do mundo em que vivemos. Cabe a nós decidirmos em que situação moral, espiritual, humana chegaremos à evolução espiritual. O que nos propusemos foi possível? Sendo possível, fizemos o nosso papel?

O mundo em todas as suas esferas precisa de uma atitude. Precisa de ação. Precisa de trabalhadores. Precisa de mim e de você. A mudança começa interiormente e para que seja possível e plena precisa ser realizada. navio_mar_aral.jpgDesaparecimento do Mar de Aral.

Não vamos repetir a ambiciosa e ridícula tentativa de “mudar o curso do rio”. Não como o que ocorreu com o Mar de Aral”, um lago de água salgada, localizado na Ásia Central, no Cazaquistão. Considerado o quarto maior lago do mundo com cerca de 68 000 km² de superfície, e principal fonte de alimento do local. O Mar de Aral teve as águas dos rios que o alimentavam desviadas em 1918 para aumentar a produção de alimentos e algodão. Um fato que matou o lago salgado, hoje com o seu volume reduzido a apenas 10% de seu tamanho original, e que atualmente se encontra em avançado processo de desertificação. O recuo do mar também já teria provocado a mudança climática local. A morte deste lago é um fato considerado como "um dos piores desastres ambientais do planeta". Um desastre causado pelo homem/mulher em sua eterna ambição de “mudar o curso do rio”.

Por fim, uma reflexão... se o sangue dos que lutam e morrem por um ideal vira semente, vivemos no mais profundo deserto do ser, com alguns, muito poucos, oásis neste mar sem fim de apatia.


Paula Rocha Nogueira

Um poço de sentimentos, sensações e pensamentos. Jornalista, escritora, mídia, produtora cultural, assessora e consultora de comunicação, gestora de projetos, espiritualista e escotista. Apaixonada por audiovisual, fotografia, livros, música, corrida, boxe e teorias da conspiração..
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