miscelânea

Um pouco de tudo, de tudo um pouco

Fabíola Donadão

Comunicóloga e Nutricionista Funcional.
Me encantam o simples, o diferente e o divertido. Palavras são como o ar que respiro. Sem elas, não vivo

Carl G. Jung e seus símbolos

O pensamento de Carl Gustav Jung trouxe uma nova perspectiva ao mundo da psicologia moderna. Muitos de seus conceitos, como por exemplo, “extrovertido”, “introvertido” e “arquétipo” são adotados de maneira exaustiva e, à mercê de interpretações, acabam sendo empregados erroneamente. Mas a mais notável contribuição de Jung ao conhecimento psicológico é o conceito de inconsciente – não como um quarto de despejos dos desejos reprimidos (como é para Freud), mas como um mundo consciente e “meditador” do ego. A linguagem e as pessoas do inconsciente são os símbolos, e os meios de comunicação com este mundo são os sonhos.


Jung.jpg Imagem: jungnet.net

O pensamento de Carl Gustav Jung trouxe uma nova perspectiva ao mundo da psicologia moderna. Muitos de seus conceitos, como por exemplo, “extrovertido”, “introvertido” e “arquétipo” são adotados de maneira exaustiva e, à mercê de interpretações, acabam sendo empregados erroneamente. Mas a mais notável contribuição de Jung ao conhecimento psicológico é o conceito de inconsciente – não como um quarto de despejos dos desejos reprimidos (como é para Freud), mas como um mundo consciente e “meditador” do ego. A linguagem e as pessoas do inconsciente são os símbolos, e os meios de comunicação com este mundo são os sonhos.

Impossível falar de uma vida e obra tão rica em apenas algumas linhas. Entretanto, é possível deixar meios para que o leitor trace o seu estudo e busque caminhos que o auxiliem na compreensão das suas questões pessoais e humanas por intermédio da leitura dos trabalhos e da vida de um dos maiores médicos de todos os tempos e um dos grandes pensadores do século XX.

A obra O homem e seus símbolos, a última de sua autoria, escrita em conjunto com preciosos colegas e organizadores, que dão vida aos capítulos do livro é, sobretudo, a mais simples para o leitor não especialista. Ela fala da importância dos sonhos e de seus significados. Traz o sonho como um meio de comunicação direto, pessoal e significativo com aquele que sonha - um meio de comunicação que usa símbolos comuns a toda humanidade, mas que os emprega sempre de modo inteiramente individual, exigindo para a sua interpretação uma “chave”, também inteiramente pessoal.

O sonho é a grande chave para o inconsciente.

Mas o que acontece com aqueles que sonham acordados?

Para estes que possuem uma sequência de ideias soltas e, por vezes, incoerentes, às quais o espírito se entrega, sim, também para estes sonhadores existe uma palavra de conhecimento.

Mas é preciso pés nos chãos para a imensidão que é Jung e mais do que sonhar acordado, é preciso sonhar de verdade.

E pra esse papo não virar um completo devaneio, afinal, muitas, ou melhor, inúmeras coisas estão fora de nosso alcance e compreensão, separei uma entrevista onde, pouco ou nada se fala diretamente sobre os sonhos, mas sim, sobre este, o próprio autor deste conceito. De forma simples e muito afetuosa, fica clara a relação de carinho e respeito entre o médico e o entrevistador, que o instiga o tempo todo com perguntas muito pessoais. Ainda bem! Porque assim, todos nós ganhamos com este material incrível e único.

Ainda, faço um convite para o filme Um método perigoso (do original A Dangerous Method) de David Cronenberg, que apresenta como muita astúcia, um inquérito sobre os primeiros anos da psicanálise e da relação demasiada humana entre Sigmund Freud (interpretado por Viggo Mortensen) e Carl Jung (Michael Fassbender). Seus mapeamentos divergentes sobre o inconsciente e a definição da forma como nós nos imaginamos.

A abertura mostra com distinção a figura de Sabina Spielrein (Keira nightley), o foco deste espirituoso filme de aventura intelectual e cuja história real é surpreendente.

A biografia de Carl Jung é sem dúvida muito extensa, e assim como os sonhos, fascina o leitor. Seus conceitos, termos e estudos deixam claros o seu propósito maior ao tentar desvendar a mente humana, que nas palavras do próprio John Freeman, o jornalista que o entrevista no vídeo deste artigo, o qual se tornou um grande amigo e o ajudou a organizar a obra aqui citada sempre foi “ajudar homens e mulheres a se conhecerem melhor para que, por meio deste conhecimento e de um refletido autocomportamento, possam usufruir vidas plenas, ricas e felizes”.


Fabíola Donadão

Comunicóloga e Nutricionista Funcional. Me encantam o simples, o diferente e o divertido. Palavras são como o ar que respiro. Sem elas, não vivo.
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