mise en scène do mundo

A expressão, em todas as suas formas e compartilhada, é a independência do homem.

Fabíola Amaral

Publicitária com pensamentos críticos sobre cultura e arte.

O Andy Warhol que poucos conhecem: o cineasta

“Aqueles que andavam com o Andy eram todos uns idiotas drogados”, afirma Paul Morrissey que dirigiu todos os filmes. E continua: "Fiz os filmes para mostrar como eram estúpidos”.


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Andy Warhol no Estúdio The Factory

Começando com essa afirmação acima e buscando fatos históricos, não podemos negar que Andy Warhol, além de um artista versátil, era um grande aproveitador e facilitador da vida (dos que estavam por perto). Mesmo assim, conseguiu sua fama por ser um grande estilista visual inegável. E do seu gosto extremo, da sua arte underground na contracultura dos anos 60 é que surge seu grito de liberdade estética – seu e de muitos seguidores.

Warhol criou várias peças, de várias formas artísticas, de maneira universal – ele não queria "ser um título" só. De tantos "títulos", muitos sabem apenas sobre suas imagens ultra coloridas de Marilyn Monroe ou das latas de sopas Campbell’s. Não era só o artista plástico da Pop Art, a lista vai de editor, ator, empresário, fotógrafo, ilustrador e aqui cineasta.

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Andy Warhol, o cineasta

Na infância teve uma doença no sistema nervoso (existe uma polêmica sobre possíveis traços autistas). Nesse tempo desenvolveu muitas habilidades e sua personalidade excêntrica - que por vezes pode explicar sua visão de mundo que expõe na arte. Sua carreira começou como estilista de moda, ganhou prêmios como artista gráfico e depois dessas etapas, a lista cresceu e o ego também. Você pode criticar, mas dificilmente vai conseguir ignorar a sua obra com algum argumento que justifique.

Depois das artes plásticas vieram às experiências com uma câmera na mão e umas ideias na cabeça. Nada parecido com o manifesto dinamarquês Dogma 95 - inspirado no Cinema Novo brasileiro - , pois sobrava liberdade - sem narrativa regular - na forma pura do objeto artístico.

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O cineasta

No seu cinema, as aspirações estéticas são plásticas e estáticas. Em alguns momentos é a arte do movimento do cinema e em outros é uma foto na tela. Sensual ou erótico, as opiniões por aí não definem com clareza suas obras. Mas tudo vale para referência.

Existe uma lista imensa de filmes do Warhol, mas pouquíssimos disponíveis. O grande filme é “Sleep” de 1963, quando iniciou na sétima arte. Ele queria fazer vários filmes para pelo menos alguns serem realmente bons para o lançamento. Uma tática ou estratégia futura.

Se ele estivesse aqui agora, nessa massificada produção cultural, ele diria que já estamos no momento em que: "todos serão famosos durante quinze minutos". Mas como Andy Warhol, tão multifacetado e estapafúrdico, é mais raro.

Mesmo conhecendo um pouco de sua história, analisando suas diferentes obras artísticas é difícil definir esse importante mentor intelectual de toda uma geração. Para ajudar, segue uma lista com seis filmes para entender o universo de Andy Warhol:

1. "UMA GAROTA IRRESISTÍVEL" (Factory Girl, 2007, Estados Unidos)

2. "EU ATIREI EM ANDY WARHOL" (I shot Andy Warhol, 1996, Estados Unidos)

3. "WARHOL TOTAL" (Absolut Warhola, 2001, Alemanha)

4. "RETRATO COMPLETO DE ANDY WARHOL" (Andy Warhol: The Complete Picture, 2002, Grã-bretanha)

5. "VINYL" (Andy Warhol, 1965, Estados Unidos)

6. "THE VELVET UNDERGROUND & NICO" (Andy Warhol, 1967, Estados Unidos)


Fabíola Amaral

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