monolito azul

Tentando desvendar o cinema, e, talvez, as outras coisas também.

Italo Lobo

Apreciador de humor, futebol, filmes, números, chocolate, dormir, comer, procrastinar, crônicas, livros de suspense/investigativos. Se ganhasse cada 1 real para cada asneira que diz ou escreve, não precisaria trabalhar.

35 Anos de O Iluminado

Há três décadas e meia, Stanley Kubrick nos entregava um dos suprassumos do cinema de horror.


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Dificilmente alguém não tenha ao menos ouvido falar de O Iluminado. Baseado no livro de Stephen King, conta a história de Jack Torrance, interpretado maravilhosamente por Jack Nicholson, um escritor que aceita o emprego no Hotel Overlook, que ficará fechado durante meses devido à forte nevasca que torna o acesso a ele algo impossível.

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Jack vê como a oportunidade de terminar o livro que tem em mente, uma vez que ficará confinado durante muito tempo. Junto a ele, sua esposa e seu filho também o acompanharão em sua longa estada. Mas o hotel logo se mostra um lugar assombrado. Terá Jack enlouquecido, ou as criaturas que passam a assombrar a família são reais?

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A essa altura do campeonato, é desnecessário tecer elogios e análises acerca dessa obra. Figura até hoje como um filme único, que não é somente um terror, mas também um thriller, uma história sobre loucura, um drama sobre a degradação psicológica de um homem, que é capaz de despertar diversas sensações em quem assiste. Triste, assustador, surpreendente, é um filme que fica com o espectador após os créditos finais.

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A habilidade de Kubrick em criar imagens e quadros penetrantes (talvez nenhum outro diretor tenha tido um domínio estético tão grande) expandiu toda a magnitude do cenário do hotel, transformando-o num verdadeiro labirinto de cores vibrantes. Não cabe ficar discutindo o quão o filme difere do livro de King. Literatura é literatura. Cinema é cinema. São meios artísticos que contarão uma mesma história de maneira diferente cada um. Fidelidade a uma obra escrita não torna necessariamente um filme bom, e vice-versa.

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E quantos momentos memoráveis temos num só filme! Desde a primeira cena perseguindo um carro numa montanha ao quadro final. Danny andando de triciclo pelos corredores. As gêmeas. O quarto 237. A perseguição no labirinto. As frases escritas por Jack na máquina de escrever. REDRUM. A clássica cena do rosto na porta (Here’s Johnny!). O mar de sangue no elevador. Um marido transtornado por conta de sua sanidade mental. Uma esposa com expressões de apavoramento.

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Um trabalho no qual as imagens valem tudo, e as palavras que usamos para (tentar) descrever, quase nada.


Italo Lobo

Apreciador de humor, futebol, filmes, números, chocolate, dormir, comer, procrastinar, crônicas, livros de suspense/investigativos. Se ganhasse cada 1 real para cada asneira que diz ou escreve, não precisaria trabalhar..
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