monólogos diálogos e discussões

Encontros (e desencontros) de ideias, coisas, pessoas, literatura, psicologia e cinema.

Luana Peres

Ser livre, leve e aberta as possibilidades. Já foi finita. Hoje, através dos seus escritos e delírios, preserva a pretensão de ser infinita e poder transformar o mundo

Cinema: o terror e a doença mental

O genêro terror, querido e temido por tantos, pode não estar tão longe da nossa realidade. Veja como a doença mental pode aterrorizar nas telas do cinema.


Amante do cinema e das ciências humanas, sempre compreendi a sétima arte como amostra "fictícia" do mundo "real". Partindo do que nos foi dado como humanos e das relações estabelecidas a partir deste conteúdo, filmes são criados. Claro que, como toda ficção - mesmo aquelas baseadas em fatos reais - as tramas que o cinema nos apresenta requer pitadas de fantasia, romance, ação, comédia e terror.

psicose-blog.jpg

Assim, os famosos "clichês cinematográficos" não são elementos tão comuns à nossa realidade. O bandido ir preso, a mocinha ficar com o mocinho e o vilão morrer no final são alguns exemplos do quanto a vida diária pode distanciar-se da ficção.

O gênero terror, alimentado por espíritos, vampiros, serial killers, zumbis e monstros são, algumas vezes, recortes de algo comum a humanidade: a doença mental.

Gadelha e Paiva em "A representação da doença mental no cinema" colocam que a imagem da loucura é configurada no espaço dos audiovisuais e podem reforçar ou modificar os clichês e as ideias estereotipadas sobre o que é doença mental e como ela se manifesta.

De acordo com o psiquiatra Elie Cheniaux, um dos autores do livro “Cinema e loucura – conhecendo os transtornos mentais através dos filmes”, "as taxas de prevalência dos transtornos mentais são de fato muito altas. Os dados epidemiológicos mostram algo em torno de 3 a 5% para transtornos mais graves (tipo esquizofrenia) a 15-20% transtornos de ansiedade. Isto está relacionado principalmente ao fato de os critérios diagnósticos atuais serem muito inclusivos. Há cada vez mais categorias diagnósticas e os limites do 'normal' estão cada vez mais estreitos."

Para o autor, os filmes podem funcionar como uma aula prática de psicopatologia, e os personagens, como exemplos clínicos. No entanto, devemos levar em consideração que nem sempre o que é mostrado faz jus ao real porque, mais uma vez, falamos de uma obra fictícia recheada de elementos fantasiosos que nos enchem de sustos, expectativas e surpresas.

A seguir, uma lista de filmes que vemos nas categorias de terror e suspense, mas que também poderiam se classificar como dramas do psiquismo humano:

1. PSICOSE (Psycho, 1960). Direção: Alfred Hitchcock

Psycho.1960.1080p.BrRip.x264.YIFY.mp4.jpg

2. O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (Texas Chainsaw Massacre, 1974). Direção: Tobe Hooper

Texas-Chainsaw.jpg

3. O ILUMINADO (The Shining, 1980). Direção: Stanley Kubrick

the-shining-1980.jpg

4. O EXORCISMO DE EMILY ROSE (The Exorcism of Emily Rose, 2005). Direção: Scott Derrickson

Movies-Based-On-Real-Exorcism.jpg

5. O EXORCISTA (The Exorcist, 1973). Direção: William Friedkin

S023P146.jpg

6. A ILHA DO MEDO (Shutter Island, 2010). Direção: Martin Scorsese

Shutter-Island.png

7. NÚMERO 23 (The Number 23, 2007). Direção: Joel Schumacher

filmes-4740-fotos-number23_07.jpg

8. OS OUTROS (Los otros, 2001). Direção: Alejandro Amenábar

theothers3[1].jpg

9. TERROR EM AMITYVILLE (The Amityville Horror, 1979). Direção: Stuart Rosenberg

amityville_horror_1_09.jpg

E agora? Terror baseado em mistérios ocultos ou a doença mental não tratada como deveria? De qualquer forma, vale a análise e, para quem gosta do gênero, o filme com todo o seu terror.


Luana Peres

Ser livre, leve e aberta as possibilidades. Já foi finita. Hoje, através dos seus escritos e delírios, preserva a pretensão de ser infinita e poder transformar o mundo .
Saiba como escrever na obvious.
version 5/s/cinema// @obvious, @obvioushp //Luana Peres