monólogos diálogos e discussões

Encontros (e desencontros) de ideias, coisas, pessoas, literatura, psicologia e cinema.

Luana Peres

Ser livre, leve e aberta as possibilidades. Já foi finita. Hoje, através dos seus escritos e delírios, preserva a pretensão de ser infinita e poder transformar o mundo

A desilusão também ensina

Toda (des)ilusão nos aproxima mais da verdade e da possibilidade real do amor, já que - em todo e qualquer relacionamento - mora a oportunidade de conhecermos mais de nós, mais do mundo e mais do outro.


(re)começamos

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Quando a paixão nos toma ficamos a mercê do outro, na beira do abismo e amparados por cordas bambas. Ali, no anseio da magia, acreditamos que qualquer migalha é capaz de nos alimentar e qualquer sinal de pouco amor já é muito amor. Criamos a ideia do controle - sempre tão confortável - concomitante e contrária a noção de que não podemos prever o segundo seguinte. Na criação, nos enganamos. Na relação, nos iludimos. Diante da inconstância da vida, nos desiludimos.

Cada uma destas nossas desilusões nos aproxima mais da verdade e da possibilidade real do amor, já que - em todo e qualquer relacionamento - mora a oportunidade de conhecermos mais de nós, mais do mundo e mais do outro. No espaço do entre é possível perceber quem somos, o que queremos e o que rejeitamos e, nesta abertura - que por vezes se apresenta como fenda profunda - mora a possibilidade do crescer. Do mover. Do (re)significar.

Assim, não há razão para sermos tristes diante da desilusão!

(Exceto pelo risco de não vivermos tempo suficiente pra encontrarmos o fim - já que esses encontros costumam ser custosos, lentos e estendidos - não há o que lamentar)

Além disso, como acalanto para este provável (não) final, está a oportunidade de vivermos momentos felizes de forma intensa e contínua pois, na iminência do fim há sempre aberturas para recomeços.

E, cá entre nós, os começos, - independente dos (re) - são sempre felizes e repletos de esperanças.

Isso

Só isso

Já deveria nos valer.


Luana Peres

Ser livre, leve e aberta as possibilidades. Já foi finita. Hoje, através dos seus escritos e delírios, preserva a pretensão de ser infinita e poder transformar o mundo .
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