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Cansei de falar, agora só escrevo

Thais Cruvinel

Bacharel em Turismo que queria ser cientista. Colecionadora de canecas, apreciadora de rock and roll, cultura pop, cinema, gastronomia e histórias. Curiosa e dependente de Internet, ainda longe da reabilitação.

Como será o AC/DC sem Malcolm Young?

Uma semana tensa entre os fãs do rock and roll e da boa música. Boatos apontavam para a aposentadoria em definitivo do AC/DC, uma das maiores bandas de todos os tempos. A banda se pronunciou oficialmente e diz que continua sem seu fundador e principal compositor. Mas até que ponto ela realmente continua?


Esta última semana foi de bastante apreensão entre os fãs do AC/DC, uma das maiores bandas de todos os tempos. Não foi para menos: um boato surgido na Austrália, país natal da banda, dava conta de que Malcolm Young, guitarrista, compositor e fundador teria voltado para Sydney para viver com a família devido a uma grave doença e assim, pararia de tocar. Considerando o fato de que os membros da banda tem um pacto de não substituir seus integrantes, o desfecho natural seria o fim do grupo, quarenta anos após seu surgimento.

Durante cerca de três dias, a notícia divulgada pelo jornalista Peter Ford da rádio 3AW causou tensão no mundo da música já que a qualquer momento esperava-se um anúncio da aposentadoria da banda, que chegou a anunciar anteriormente um disco de inéditas e uma turnê comemorativa para 2014 em celebração ao seu aniversário de quarenta anos. No entanto, após tantas especulações, o vocalista Brian Johnson disse em entrevista ao jornal britânico The Telegraph que o AC/DC não pararia e que a gravação do novo disco seria iniciado em maio em Vancouver, no Canadá. No dia seguinte, na sua página oficial do Facebook, a banda confirmou que Malcolm Young está se afastando das atividades musicais devido à sua doença (que não foi revelada) mas que a banda "segue fazendo música".

Malcolm-Young-AC-DC.jpg

Fãs aliviados? Não. Pelo menos não totalmente.

Os rumores do fim desmentidos pela banda é claro que tranquilizam em parte seus admiradores, mas não significa necessariamente um alívio. Afinal, não é alivio saber que Malcolm, fundador e principal compositor do AC/DC estará fora de cenário por tempo indeterminado. Pelo contrário, é uma notícia das mais devastadoras. Junto com o irmão Angus, lendário guitarrista; Bon Scott, o singular vocalista que morreu tragica e prematuramente em 1980 e logo depois substituído pelo brilhante Brian Johnson, além do baterista Phil Rudd e do baixista Cliff Williams, Malcolm levou e manteve o AC/DC no topo da popularidade e sucesso de público e crítica. Além disso, vale reforçar que Malcolm é o principal compositor da banda, com seus riffs inconfundíveis e presença marcante.

ACDC-Divulgação.jpg

A grande pergunta que fica no ar é: como fica o AC/DC sem Malcolm Young?

Embora não seja a primeira vez que a banda fica sem um de seus principais integrantes - primeiro com a morte de Bon Scott e depois com a ausência do próprio Malcolm da turnê mundial para se tratar do alcoolismo, em 1988 - o futuro do AC/DC se tornou uma grande incógnita. Conversando com um amigo que também é um grande fã da banda, ele ressaltou um ponto importante: Angus, muito ligado ao irmão, vai querer gravar um novo álbum e sair em turnê com a banda? Todo o grupo aliás, que sempre foi bastante unido, vai ter ânimo e motivação para continuar sem seu fundador, que ficará na Austrália lutando contra uma doença e pelo menos por agora, não poderá fazer aquilo que fez durante a maior parte de sua vida? Uma parte de mim ficou bastante aliviada com o fato de uma das minhas bandas preferidas não se aposentar agora. Mas outra parte ficou bastante chateada pelo momento delicado pelo qual passa o homem que iniciou esta banda.

"O AC/DC continuará fazendo música", diz a última frase do comunicado oficial divulgado nesta semana. Mas será que o AC/DC vai querer continuar fazendo música?

Nos resta aguardar e torcer para que Malcolm se reestabeleça e supere o momento delicado e que o AC/DC encontre inspiração mesmo com as adversidades.

Força Malcolm e obrigada por tudo!


Thais Cruvinel

Bacharel em Turismo que queria ser cientista. Colecionadora de canecas, apreciadora de rock and roll, cultura pop, cinema, gastronomia e histórias. Curiosa e dependente de Internet, ainda longe da reabilitação..
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