musical insane

Sons em trânsito

Irene Leite

Jornalista. Prestes a fundar um jornal de música e com um livro prestes a ser lançado , falta-lhe apenas a arvore e o filho. Apadrinha causas (imp)ssiveis e adora histórias de pessoas comuns, shoppings e supermercados.

Frank Zappa: Please allow me to introduce myself

Década de 60 e as experiências psicadélicas com os Mothers of Invention.
Zappa era um criador nato e uma mente sem fim. Quando se interessou pela música (12, 13 anos), sintetizou uma serie de influências desde a autores como Edgar Varèse ou Stravinsky.Era definitivamente um homem eclético.


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Mesmo sendo pouco reconhecido comercialmente na década de 60 (facto que não lhe preocupava minimamente) os seus concertos eram marcados pelo dinamismo, vigor, experimentalismo. Frank era um visionário, o público um aventureiro, ainda hoje.

Um pai “normal”?

As crianças (na altura Dweezil e Moon) eram criadas em regime liberal. Num dos (vários) documentários sobre o mestre, Dweezil aparece a tomar banho numa banca, mais tarde de cuecas pela casa.

“Para nós, miúdos, parecia o estilo mais normal de vida”, confirmou Dweezil à revista Classic Rock. Mesmo tendo uma babysitter que dançava quase nua à volta da mesa do pequeno-almoço com Keith Moon.

“Os nossos pais nunca nos trataram como crianças”, diz Dweezil. “Eles encorajaram-nos a sermos nós próprios, nunca estabeleciam regras para nós seguirmos. Nós tratávamos os nossos pais como Gail e Frank”, remata à Classic Rock.

A musica que os filhos de Zappa ouviam era clássica ou jazz.

Zappa vivia completamente fora dos padrões sociais, sempre acompanhado dos seus colegas e as GTO.

E quem eram as GTO?

Um grupo de jovens (não necessariamente lésbicas) que se juntavam para conviver e cantar com os Mothers of Invention, participando muitas delas na educação dos filhos de Zappa.

Sabia que…

Dweezil foi considerado um nome demasiado estranho no hospital para registo. Então Zappa (sempre criativo) escolheu outro nome: Ian (Underwood) Donald (Van Vliet) Calvin (Schenkel) Euclid (James “Motorhead” Sherwood). Resumindo, na certidão de Dweezil ficou o nome Ian Donald Calvin Euclid Zappa.

Anos mais tarde Dweezil soube do seu nome “incrível” e um advogado finalmente legalizou a situação.

No entanto, “people make a lot of fuss about my kids having such supposedly strange names but it´s the last name that is going to get them in trouble” , avançava o músico na sua biografia official, The Real Frank Zappa Book.

Frank era interessado no estado dos país (na altura liderado por Nixon) e defendia que a nova geração devia ser mais interessada na actividade dos media e governo.

Zappa for president? Calma, que isso é para um próximo capítulo.

PS: “I never set out to be weird; it was always other people who called me weird” Frank dixit!

“Zappa plays Zappa”

Desde 2006 que Dweezil trata do espectáculo “Zappa plays zappa”, que conta com a colaboração de Steve Vai, Terry Bozzio e Ray White.

A ideia é manter a música do pai viva. “Nós não tocamos apenas as músicas óbvias”, revela à Classic Rock. Dweezil ouviu na íntegra toda a obra do pai.


Irene Leite

Jornalista. Prestes a fundar um jornal de música e com um livro prestes a ser lançado , falta-lhe apenas a arvore e o filho. Apadrinha causas (imp)ssiveis e adora histórias de pessoas comuns, shoppings e supermercados. .
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