musical insane

Sons em trânsito

Irene Leite

Jornalista. Prestes a fundar um jornal de música e com um livro prestes a ser lançado , falta-lhe apenas a arvore e o filho. Apadrinha causas (imp)ssiveis e adora histórias de pessoas comuns, shoppings e supermercados.

Ziggy Brown

Trata-se de um livro infanto-juvenil de ficção cientifica em que são divulgadas algumas partes para aguçar a curiosidade. Primeiro no ciberjornal Som à Letra http://www.somaletra.com/, e agora no espaço Musical Insane. Divirtam-se.


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Para além de ser a dj oficial do Som à Letra , é a protagonista de um conjunto de livros infanto juvenis. Conheça a lady Z.

Texto/Irene Leite

Ilustração/Ana Quirino

Ziggy Brown e os felinos de Vénus

A viagem de auto descoberta

Ziggy aterrou à terra a 4 de Dezembro de 1993, dia em que o eterno Frank Zappa abandonou-nos. Só que Ziggy, ao contrário do grande mestre, não teve uma infância superprotegida, muito clássica, sendo sempre marcada por traquinices (tais como o próprio Zappa veio a admitir em relação à adolescência). Não. Ziggy é independente. Ziggy é eclética. Ziggy is a rock and roll star. E o mais interessante é que ela não faz nenhuma ideia dessa situação, o que torna tudo hilariante. Precisa sempre da ajuda dos seus amigos Zippy, Captain Sakura, Akira, Hunter, Brandon Marlon e Yori. Ziggy não é vaidosa. É apenas uma apaixonada pela arte e cultura de vanguarda.

Desde criança interessou-se pela obra de David Bowie. Para a lady Z , havia algo de misterioso nos temas do grande mestre. Como costumava dizer, sempre com o seu jeito risonho, “homens assim, deviam cair mais a Vénus. Mas espera aí, ele é da terra e está preocupado com a possibilidade de vida em Marte…tonto! Ahaah!”

Álbuns marcantes do camaleão que fizeram delirar a space girl? “Heroes”; “Young Americans”; “Station to station”; “Let´s dance”; “Low”. Cada um apresentava uma mensagem e uma atitude. A “station to station “ esteve por exemplo ligada à sua adolescência e viagens dentro do planeta Vénus, sempre com os seus companheiros. Curiosa nata, nenhum pormenor lhe escapava, demorando por vezes a decifrar os códigos. Do álbum “Let´s dance” encantava-se com a China girl, tão directa, tão , tão…Ziggy. Agora, qual a versão favorita da gatinha? A do Iggy ou a do Bowie? Não conseguia simplesmente decidir-se, preferia ficar apenas com o sentimento de Marlon Brando.

“Who Can I be Now” talvez seria a sua canção chave. Camaleónica de natureza, procurava constantemente definir-se. De dia era uma gata persa, de olhos verdes, de noite uma linda mulher.

Próximo capítulo? “A new career in a new town”, ou melhor, “planet”.


Irene Leite

Jornalista. Prestes a fundar um jornal de música e com um livro prestes a ser lançado , falta-lhe apenas a arvore e o filho. Apadrinha causas (imp)ssiveis e adora histórias de pessoas comuns, shoppings e supermercados. .
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