musical insane

Sons em trânsito

Irene Leite

Jornalista. Prestes a fundar um jornal de música e com um livro prestes a ser lançado , falta-lhe apenas a arvore e o filho. Apadrinha causas (imp)ssiveis e adora histórias de pessoas comuns, shoppings e supermercados.

Visões Ficções: Entre a bipolaridade e a esquizofrenia

Hoje partilho convosco um livro que estou a escrever e que apresenta uma temática mais delicada. Abarca duas doenças do foro psicológico: a bipolaridade e a esquizofrenia. Centra-se em Cristina, uma jovem que aos 22 anos vê a sua vida mudar completamente com este diagnóstico.


ESQUIZOFRENIA_2.jpg Sinopse:

Cristina é fruto de um romance que nasceu em pleno Estado Novo. Filha da liberdade, como os pais carinhosamente a apelidavam, teve uma infância feliz e uma adolescência turbulenta. A jovem apresentava uma personalidade peculiar, marcada por uma incompreensível timidez. Profissionalmente era uma aluna exemplar, pessoalmente uma voyeurista (os amores platónicos eram uma constante). Mas tudo mudaria quando aos 22 anos descobre que é esquizofrénica. Estará a sua família, a sociedade, e o mais importante, ela própria, preparada para a diferença?

Partilho ainda convosco parte de um capítulo, aqui ainda muito light. De notar que volto a investir numa narrativa em que a personagem principal é uma melómana assumida. O desinteresse pelo curso de direito

Com o tempo Cristina encontrava cada vez mais ânimo na música….e por consequência desinteresse pelo curso. A rádio onda média ocupava cada vez mais espaço na sua vida. Andava eléctrica , mas feliz . Todos os dias passava pela loja de discos mais próxima para namorar discos. Recentemente as paixões residiam em Gary Moore (wild frontier), Flash and The Pan (Midnight Man), Joan Jett (i love rock and roll). O rock and roll estava-lhe nas veias.

Mas o que Cristina não reparava é que se a vida tinha-se transformado numa completa bipolaridade.

Com um histórico tímido, a jovem na música mostrava um lado mais urgente , mais rock and roll. Mas sem sexo e drogas. Era mesmo a paixão pela música que até aos 18 anos era literalmente o seu primeiro amor, a sua grande paixão. Tinha uma amiga, Cláudia, e apesar desta ser muito calminha, que compreendia e apoiava este fascínio pela música por parte de Cristina.

Após as aulas, as duas costumavam passar pelas lojas de discos da invicta , onde Cristina mostrava entusiasticamente os vinis de Scorpions, Billy idol ou Sisters of Mercy. Quanto ao curso, era preciso literalmente o pai puxar-lhe pelas orelhas porque estudar…”ia na batalha”.

Fiquem atentos ao blogue do livro, onde vou publicar investigações importantes para caracterizar a personagem central. Obrigada.


Irene Leite

Jornalista. Prestes a fundar um jornal de música e com um livro prestes a ser lançado , falta-lhe apenas a arvore e o filho. Apadrinha causas (imp)ssiveis e adora histórias de pessoas comuns, shoppings e supermercados. .
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