não vale o sopro

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obvious magazine

There are those that look at things the way they are, and ask why? I dream of things that never were, and ask why not?

Henrique do Valle: o poeta caído do céu

A vida de um jovem gênio que nos remete aos tempos mais românticos da poesia.


do_lado.jpgTe chamei porque queria que guardasses meus peixes e flores agora que vou viajar.

Conhecerei novas terras, outras pessoas e isso me enche de tanta alegria que nem sei como expressar.

Prometo que te trarei presentes e que te contarei tim tim por tim tim tudo que passei.

Mas até eu voltar, dá uma força, cuida bem dos meus peixes e flores.

Henrique do Valle.jpgSobrinho do ex-presidente da República, João Goulart, e frequentador dos pequenos núcleos poéticos gaúchos da década de 70, o poeta carioca Henrique do Valle fora, nas palavras do escritor e amigo Jorge Adelar Finatto, um anjo caído do céu. Atormentado pela opressão significativa da sua época, o poeta representava o sentido de estranhamento quanto à existência em sua essência; buscava em si (e na poesia) a identidade do indivíduo sob a tortuosa realidade.

O jovem poeta morreu em 1981 com apenas 21 anos. Em vida, publicou livros de poesia em português e em espanhol, frutos das suas viagens pelo país brasileiro e das suas experiências literárias na cidade de Buenos Aires.


Lucas Reis Gonçalves

Lucas Reis Gonçalves é poeta e articulador cultural. Novo-hamburguense morador da capital gaúcha, foi finalista do Prêmio AGEs de Literatura com o seu primeiro livro, Se soubesse o que dizer, diria em prosa (Paco Editorial, 2011), e, através dele, criou, juntamente com o músico Dado Vargas, um novo projeto de declamação poética: Eletropoeteria. Lucas nasceu em 1990 e atualmente escreve para sites de literatura (públicos e independentes)..
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