nati nogueira

Para que o mal prevaleça basta que os bons façam nada. Edmund Burke

Natália Nogueira

Publicitária e pós-graduanda em semiótica, amante dos animais e da arte. Não sabe se aquietar e se arrisca a desenhar, pintar e cantar. Ama dormir e doces. Seu maior sonho é mudar o mundo.

Oito ou 80. O bipartidarismo da era da informação

Seja verde ou amarelo. Seja oito, ou seja 80. Seja digital ou analógico. O Brasil vive o momento dos polos: norte ou sul, leste ou oeste. Mas esta é só mais uma característica da globalização. Estamos falando de entrar no time dos países que não jogam e não deixam que joguem dos dois lados da moeda.


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No Brasil, conhecemos dezenas de partidos diferentes. Mas o que vemos, principalmente no início dessas eleições de 2014, é a polarização partidária. Como se fosse uma linha que separa os católicos apostólicos romanos dos demais protestantes. Mas por que e como isso acontece?

Bem, temos o exemplo dos nossos amigos norte-americanos, onde os estados independentes entre si têm de escolher entre os republicanos e democratas. Existem outros partidos? Claro que sim! Porém, a legislação dá conta de espremê-los a ponto de não terem expressividade política.

Pois bem, nossas coligações partidárias juntas são também subdivididas em preferências de partidos majoritários. Ora, se não dá pra vencer o inimigo, junte-se a ele. Nada mais justo e inteligente.

A globalização faz isso pela gente! Parece um termo meio arcaico para se usar, então vamos à digitalização. A sua representação pessoal nos meios sociais digitais tem um lado e você sabe disto! Ninguém fala que é do PSOL e odeia a Dilma. Pode até falar, mas é uma minoria perdida e, no mínimo, alienada. É o mesmo que dizer que não é de direita, mas acredita que a operação Lava-jato descobriu que a corrupção começou com a política moderna.

A questão central deste texto é: como chegamos ao ponto de nos polarizarmos de tal maneira a gerar tanto ódio? A resposta é simples e já foi citada: a era da informação. Só o fato de você poder ler este artigo já é uma resposta e um argumento que comprova a tese. Segundo algumas pesquisas, somos uma fatia de 45% de brasileiros conectados à grande rede por meio da rede social Facebook. O percentual parece pouco e inexpressivo, entretanto, pode-se calcular cerca de 90 milhões de pessoas.

O Facebook nos trouxe o contato com pessoas que jamais imaginaríamos e ideologias são transmitidas com a facilidade de um: “no que você está pensando?”. Deste compartilhamento de ideias surgiram as memes, das memes, os grupos ideológicos que tínhamos no extindo Orkut, a diferença é que não há classificação clara em muitos casos, por exemplo: você pode achar uma publicação do “Dilma Bolada” interessante e compartilhar sem pudor ou intenção de provocação, entretanto, este simples clique já é uma pista ao que você pensa em relação à afastada presidente (a). Só o fato de eu colocar a opção de ler presidente como presidenta, mostra uma característica apartidária ou de respeito aos que adotaram o termo.

Para toda estas explicações, as consequências são as que vivemos hoje. Os influenciadores digitais e meios de comunicação nos deram de presente a opção de não ter como não escolher um lado. Caso você leia a Veja, com certeza leva em consideração o que é dito, o mesmo é dito aos leitores da Caros Amigos, mais todas as informações que somos obrigados a engolir de maneira sutil e divertida (pelas redes sociais), acabamos por ter um lado. Talvez escolher entre um dos dois o torne meio “desconectado” da verdade, talvez crie uma realidade que parece pertinente acreditar, mesmo sendo irreal. O que se pode afirmar é que: das ruas fomos aos computadores, tablets e smartphones. E destes mesmos meios voltamos às ruas para lutar por um lado que não sabemos ao certo se vale a pena escolher.


Natália Nogueira

Publicitária e pós-graduanda em semiótica, amante dos animais e da arte. Não sabe se aquietar e se arrisca a desenhar, pintar e cantar. Ama dormir e doces. Seu maior sonho é mudar o mundo..
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