nati nogueira

Para que o mal prevaleça basta que os bons façam nada. Edmund Burke

Natália Nogueira

Publicitária e pós-graduanda em semiótica, amante dos animais e da arte. Não sabe se aquietar e se arrisca a desenhar, pintar e cantar. Ama dormir e doces. Seu maior sonho é mudar o mundo.

Marketing segmentado e consumismo

Quem nunca ouviu a expressão "de se comer com os olhos", ainda assim, pode ter uma ideia do que ela quer dizer. A publicidade está nos enchendo os olhos e esvaziando os bolsos como sempre fez, mas estratificação em nichos está cada vez mais nos levando a um consumo desenfreado. De quê você precisa para viver? De muito menos de que se imagina...mas nós damos um jeito de fazer você querer mais.


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O marketing de segmento é a resposta para os nossos maiores problemas e soluções em relação à economia, sustentabilidade, estratificação social e concorrência de mercado. Hoje em dia, temos como exemplo a onipresença das marcas em nosso dia a dia. Este é o primeiro ponto que devemos observar para compreender o rumo do consumo.

Além da presença física, as marcas se fazem acessíveis em todas as plataformas possíveis a fim de promover uma estabilidade em seu mercado de atuação. E isto é um trabalho de branding, que faz com que a marca seja lembrada pelo cliente na hora certa do consumo. Deste modo, o público vai até a marca quando lhe for propício e "necessário".

Veja um exmplo: Em se tratando de cremes para cabelos, vamos afunilar o nicho. Cremes para cabelos; cremes para cabelos ressecados; cremes para cabelos cacheados ressecados; cremes para cabelos cacheados ressecados e tratados quimicamente. Consegue perceber a infinidade de possibilidades dentro de uma única marca que se divide em nichos específicos?

O marketing massivo injeta uma publicidade abrangente, o que tem um retorno envolvente, entretanto, não gera identificação e interatividade. A publicidade segmentada, se bem identificada e com conteúdo específico, rende muito mais resultados e o mais importante, um público fiel.

E qual o problema de tudo isso? Bom para os negócios, péssimo sociologicamente. A publicidade está criando pessoas dependentes de produtos e serviços que poderíamos considerar irrelevantes. E o que vem potencializando esta exploração de mercados subdivididos são as imagens.

Bem trabalhadas e certeiras, as imagens superelaboradas para cada público atraem e nos levam à intenção final, que é consumo. Este resultado leva ao problema da geração de lixo por conta das embalagens. Mesmo com a multifuncionalidade dos plásticos e papeis, eles não deixam de ser um acúmulo preocupante.

Cosméticos, vidros de perfumes e esmaltes, embalagens de metal, tecidos de baixa qualidade, etiquetas com logo sem utilidade alguma. Estamos consumindo restos inúteis, perdendo dinheiro e alimentando um mercado promissor. Lembre-se de que o alimento não chega à sua mesa pela bondade do açougueiro, mas pelo interesse único dele...já disse John Smith.


Natália Nogueira

Publicitária e pós-graduanda em semiótica, amante dos animais e da arte. Não sabe se aquietar e se arrisca a desenhar, pintar e cantar. Ama dormir e doces. Seu maior sonho é mudar o mundo..
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