nati nogueira

Para que o mal prevaleça basta que os bons façam nada. Edmund Burke

Natália Nogueira

Publicitária e pós-graduanda em semiótica, amante dos animais e da arte. Não sabe se aquietar e se arrisca a desenhar, pintar e cantar. Ama dormir e doces. Seu maior sonho é mudar o mundo.

Dossiê Hitler. Uma visão pessoal

Esta pequena resenha trata de um dos meus assuntos favoritos na hora de escolher um bom texto: comportamento, história, arte, propaganda e, é claro, Hitler.


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Os primeiros capítulos tratam de forma “comum” como foi a vida do pequeno garoto que sofria agressões físicas e psicológicas de um pai severo e, ao mesmo tempo, atenção de uma mãe carinhosa com seu filho. O líder nazista foi reprimido por seu pai, durante toda a infância e seu desejo de tornar-se um artista foi vetado por ele, talvez esta ambiguidade de sentimentos em torno de Hitler, o tornara um monstro mais tarde, segundo apresenta o autor.

A sensibilidade para as artes é sempre ressaltada e, mostra que Adolf era um homem extremamente inteligente e culto, já que dedicou anos de sua vida aos estudos, e a vivência em guerras o proporcionara uma posição de destaque no meio político, o que lhe rendeu a liderança do partido NSDAP, completamente opositora aos “sociais- democratas”.

Os pensamentos eugenistas, foram alimentados por anos de estudos e, com bases em alguns autores, o que o fez provocar a morte de tantas pessoas.

A frieza que Hitler apresentou ao mundo, talvez não seja um valor nato, ou prazer em praticar o mal, pois o livro mostra que mesmo este homem, foi dominado por valores adquiridos, experiência em situações de tragédia, desafetos de seu pai, psicologicamente, os atos de incontestável crueldade são tratados como insanidade ou descontrole das próprias faculdades mentais. Pois o livro trata de sua infância e, mostra que ele foi nada mais que um ser humano. Curiosos? Pois eu indico, recomendo e assino embaixo, o livro é muito reflexivo e vale a pena investir nessa obra de Sérgio Pereira Couto.


Natália Nogueira

Publicitária e pós-graduanda em semiótica, amante dos animais e da arte. Não sabe se aquietar e se arrisca a desenhar, pintar e cantar. Ama dormir e doces. Seu maior sonho é mudar o mundo..
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