nati nogueira

Para que o mal prevaleça basta que os bons façam nada. Edmund Burke

Natália Nogueira

Publicitária e pós-graduanda em semiótica, amante dos animais e da arte. Não sabe se aquietar e se arrisca a desenhar, pintar e cantar. Ama dormir e doces. Seu maior sonho é mudar o mundo.

Do fast ao slow. Moda na contramão

Dos fast fashion com origem nos anos 70, ao slow fashion com termo cunhado em 2004. O consumo da moda está sendo repensado em prol da valorização social, crise ambiental e trabalho mais justo. As lojas de departamento com moda acessível, ou artigos com preço justo em relação ao seu processo de criação? Os consumidores que lutem!


Nos anos 70, a crise do petróleo veio para trazer confusão à economia mundial. Foi descoberto que o chamado “ouro negro” não era renovável e os países com maiores concentrações subiram os preços da mercadoria...demanda, mercado.

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Com a economia travada, guerras de posse do petróleo, cúpulas a fim de resolver o problema, a indústria têxtil não podia parar, então a ideia foi trazer às massas o que as marcas renomadas estavam lançando e distribuir em todo o ocidente com qualidade inferior e processo mais barato. Mais barato, maior consumo, mais lixo, mais pessoas no mercado de trabalho estafado, mais desigualdades sociais, mais trabalho escravo, mais agrotóxicos para produção das plantações, mais emissão de gás carbônico, porém com a sociedade “nos pano”.

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Os fast fashion torna o que está in acessível, porém a um preço alto, e as tendências não param.

Em contrapartida, o slow fashion, termo usado pela primeira vez pela escritora de moda, Angela Murris, em 2004, vem para trazer uma aura mais suave, quase puritana ao mundo caótico da moda.

Mas qual é a diferença? Bom, o slow fashion leva em consideração a região em que as peças serão distribuídas, como chegarão até lá, quem vai produzí-las, como e com que material. Esse modelo de criação de moda valoriza cooperativas, materiais nobres com produção orgânica e modelos que, muitas vezes, vestem homens e mulheres. Porém, todo esse cuidado tem um preço, e não é lá muito barato, pois o consumidor final paga por peças muito bem pensadas nos moldes que atendam necessidades socioambientais.

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Muitas empresas estão nascendo nos parâmetros slow e a tendência é que mais e mais surjam. E aí? Você pode e tem interesse em repensar o que compra? Fica o questionamento de quem pode consumir e quem não pode...todo mundo tem o direito de se sentir in, né? Mas a que preço?


Natália Nogueira

Publicitária e pós-graduanda em semiótica, amante dos animais e da arte. Não sabe se aquietar e se arrisca a desenhar, pintar e cantar. Ama dormir e doces. Seu maior sonho é mudar o mundo..
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