o canto de pandora

Tenho uma mente crónica, que até a mim me espanta, confesso...

Armanda Andrade

Como as ondas do mar, tento alcançar a terra, mas sou capricho das marés e vagueio entre mundos. Tenho uma mente crónica. E gosto de café com pimenta e canela.

A Fotografia constitui o vértice deste mecenato - BES photo, de Lisboa a S.Paulo

No ano em que se celebra o décimo aniversário do Prémio BES Photo, cumprem-se também quatro edições que marcam a sua internacionalização, com uma exposição itinerante entre Portugal e Brasil. É um dos mais importantes prémios de arte contemporânea em Portugal, que visa promover artistas de países de língua oficial portuguesa.


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O Banco Espírito Santo e o Museu Colecção Berardo inauguram agora a 10.ª edição do BES Photo. A exposição, patente ao público até 7 de setembro, em Lisboa, reúne trabalhos inéditos de Délio Jasse (Angola), José Pedro Cortes (Portugal) e Letícia Ramos (Brasil).

O júri encarregado das nomeações foi composto por Jacopo Crivelli Visconti (Brasil), crítico e curador independente, por João Fernandes (Portugal), subdiretor do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madrid, e por Bisi Silva, curadora e fundadora/diretora do Centro de Arte Contemporânea de Lagos, CCA Lagos (Nigéria). Um júri que foi incumbido de promover jovens artistas de língua portuguesa oriundos de Portugal, Brasil, e dos PALOP's (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa)e que é bem representativo deste triângulo geográfico.

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Neste momento, em Portugal, é este o mais importante prémio de arte contemporânea. Quando se internacionalizou, em 2011, a exposição passou a ser itinerante, de Lisboa (no Museu Berardo) para S. Paulo (no Instituto Tomie Ohtake). A ambição da iniciativa consiste em se transformar no maior prémio de arte contemporânea do Atlântico Sul.

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Em Lisboa, os artistas seleccionados apresentam os seus trabalhos no Museu Colecção Berardo, situado no Centro Cultural de Belém, numa exposição já a decorrer e patente até 7 de setembro de 2014; viajará depois para o Instituto Tomie Ohtake, em S.Paulo, onde ficará entre outubro de 2014 e janeiro de 2015.

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O vencedor do BES Photo 2014 será conhecido a 2 de julho. A decisão estará a cargo do Júri de Premiação composto por Elvira Dyangani Ose, curadora de arte internacional da Tate Modern de Londres, por Luis Weinstein, fotógrafo e organizador do Festival Internacional de Fotografia de Valparaíso, e por María Inés Rodríguez, diretora do CAPC, Musée d’Art Contemporain de Bordeaux. Cada artista seleccionado recebeu uma bolsa para a realização do seu projecto. O valor do prémio é de 40.000 €.

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Délio Jasse, de Angola, apresenta uma série de 9 imagens a preto e branco, chamada “Ausência Permanente”, que foram criadas através do processo analógico. A série é apresentada como instalação no chão, cujos elementos centrais são a água e a luz. Aqui, algumas das obras da sua autoria:

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José Pedro Cortes, fotógrafo português, chamou ao seu trabalho "Um Eclipse Distante". O conjunto de imagens, inéditas, reporta-se à relação entre fotógrafo e modelo. O corpo aparece como tema central desta mostra, num cenário da arquitectura do sul, frágil e cheio de luz. Em baixo, duas amostras do seu trabalho:

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Leticia Ramos, do Brasil, expõe o seu trabalho denominado "Nós sempre teremos Marte". São fotografias, produzidas a partir de processo de microfilmagem, assim como de uma curta-metragem de 35mm, "VOSTOK". O filme, realizado a partir de miniaturas, mostra a trajectória de um microsubmarino à deriva nas profundezes de um lago pré-histórico submerso no gelo Antárctico, isto é, trata-se de uma construção de uma paisagem ficcional para a câmara, de modo a conseguir recriar um imaginário associado à ciência. Este projecto é formado por um conjunto de trabalhos que são uma espécie de homenagem a esses cientistas e às imagens divulgadoras da ciência para o grande público. Seguem-se alguns trabalhos seus:

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Desta maneira, assistimos ao milagre, pela Fotografia, do estreitamento do Oceano Atlântico nos sempre interessantes e encorajadores intercâmbios culturais entre estes países irmãos (ou primos), englobando, deseja-se, a totalidade da comunidade lusófona e a sua revelação no panorama artístico mundial.

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(Instituto Tomie Ohtake, S,Paulo, Brasil)

Obs.: artigo em desacordo com o acordo ortográfico.


Armanda Andrade

Como as ondas do mar, tento alcançar a terra, mas sou capricho das marés e vagueio entre mundos. Tenho uma mente crónica. E gosto de café com pimenta e canela..
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