o eremita laranja

Sublimações, bar e restaurante

San Ramon

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Um louco e fanático Maomé

Arte, profetas, identidades e tragédias


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Um louco triste e misógino é o Maomé de Salman Rushdie em seus Versos Satânicos. Um possível esquizofrênico, um artista, talvez a pessoa mais influente que o mundo já viu e o pai da identidade cultural de milhões.

Rushdie, um dos expoentes do "realismo histérico", critica toda a modernidade no polêmico livro. O eurocentrismo na figura de um homem transformado em diabo, o entretenimento de massas na forma de um anjo midiático, a psiquê dos profetas e a honestidade daqueles que enfrentam com palavras ou armas a loucura do mundo. Descrições de caráter subjetivo, confuso, intrincado, recheiam a obra. É um livro difícil e maroto. Não segue regras de narrativa ou um discurso realista conservador: não é um olhar em Madame Bovary, sentimos os sentimentos de Bovary, a loucura de Bovary. Uma obra atual, obra de irreverências e reverências totais.

"l'abus du sublime est l'ampoulé: toute perfection est près d'un défaut"

Voltaire

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"Na verdade, somos uma só alma, tu e eu. Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti. Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo, Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu"

Rumi

Je suis Charlie (07/01/2015)


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