o eremita laranja

Sublimações, bar e restaurante

San Ramon

... E um Mai Tai, por favor.

Desespero absoluto, otimismo e aquelas coisas no meio

Electrofilia, um francês na Vertigo e algumas palavras sem a menor sombra de sentido


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A glória a que aspiro é a de ter vivido tranquilo, não como entendem Metrodoro, Arcesilau ou Aristipo e sim a meu modo

Montaigne

A dinâmica das redes sociais é um fenômeno que chama a minha atenção. Entre uma tarefa e outra, compromisso aqui, compromisso lá, as redes sociais são turbilhões nervosos que eu visito de tempo em tempo. Confessionários, propagandas pelo ato e vídeos de gatos pianistas. Todo e qualquer acontecimento precariamente documentado do globo em minutos será um tema de roda de debates mundiais. Aos olhos e mentes inexistem distâncias.

Eu adoro. Catilinárias diárias. Sou um mergulhador das redes sociais. Um viciado na eletricidade, dependente químico de debates.

É o bom e velho Caminho das Altas Confusões, a realpolitik 2.0, mas eu não quero falar dos corpos aqui e sim do espírito. O espírito dilui. A massa contínua de opiniões e “fatos”, as simpatias políticas e artísticas, as pessoas assumem mais e mais o seu lado, o seu grupo, a propaganda. Exércitos de propagandas, irrefletidos e vorazes de impor a verdade com v maiúsculo. E você já leu textos na Internet criticando aspectos da Internet.

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A verdadeira luta é entre a educação e a propaganda, dizia Martin Buber. O conselho de Buber é aplicável ao ambiente de internet e oferece uma perspectiva diferente. Não uma subjetiva moderação, mas a própria educação no agir. Agir consciente, preparado. Evitar o agir “pela publicidade” entendida como a simples vontade de ganhar e uma atitude superficial e meramente grupal, espírito de time. Quase todas as grandes ideias pregam responsabilidade individual e fraternidade. Internalizar os valores para ser um espelho de tudo que diz. Conduzir, “levar para fora” (de si, os princípios). Educare.

O próprio mundo muda. No caminho da educação as esperanças são reforçadas e as aspirações mais conscientes. Todos os fatos do mundo continuam no ritmo louco e intenso e você é diferente. Eu tenho uma imagem, um personagem, alguém que eu penso quando sinto que estou afundando na publicidade: Jerusalém Spider. Jerusalém Spider de Transmetropolitan. É uma revista em quadrinhos dos anos 90 de especulação futurista e crítica social. Era um protagonista louco, um anti-herói típico dos anos 90 e 00, cara selvagem e performático. E um homem do caminho da educação como eu digo aqui, Buber disse, alguém autêntico e honesto como o velho Montaigne, o avô de todos nós, confessores e escritores de nossas vidas.

E alguém pode dizer que Jerusalém Spider é exatamente o oposto de tudo que eu defendi. “Você é miserável, nervoso e cansado. Está no clima perfeito para o jornalismo”, Spider. Ele é como um guru meu. Um, enfim, coisas assim. Do meu time. Educação, publicidade e as coisas no meio.

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