o eremita laranja

Sublimações, bar e restaurante

San Ramon

... E um Mai Tai, por favor.

Eu não acredito em Liberalismo nervoso

Sobre a nobre, essencial decência


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A formosura da alma campeia e denuncia-se na inteligência, na honestidade, no reto procedimento, na liberalidade e na boa educação

Miguel de Cervantes

Em países sem uma tradição liberal, nomeadamente fora do aspecto setentrional protestante, não é incomum encontrar “guerreiros da liberdade”, bastiões da Razão e irmãos livres no caminhar do Coração das Trevas do burocratismo, sociedades fechadas e ideários totalitários. Radicais contra o radicalismo e ferozes contra os ferozes.

Desculpem-me amigos, pois, eu não acredito em liberalismo nervoso. Liberalidade que não seja talhada em otimismo (do futuro), confiança (constitutiva na tradição moderna) e moderação (caminho do meio ou largo). São condicionantes.

É possível alegar a satânica verve de Milton para justificar a luta quando necessária. As lutas gloriosas de dissidentes e as resistências das planícies nos grandes eventos revolucionários são exemplos. Ou talvez Von Mises em seu liberalismo reacionário tão fecundo hoje de “guerreiros”. Guerreiros que em um país como o Brasil, fausto Dinossauro, ganham presença e força no grito e no formalismo duro já culturais em nosso dispor político. Nosso Pacto Molotov-Ribbentrop marcante do século XX. Em um ciclo de desculpas e equívocos mais ou menos presentes em toda a América Latina, e como afirmado países fora do aspecto setentrional protestante, e o próprio, contando com seus radicais constitucionalistas e conservadores de sagrada e atmosférica “verdadeira e correta liberdade sob Deus”. Mas é difícil entender ou justificar – também semanticamente – uma liberalidade que não seja tolerante e um liberalismo que seja pessimista e intransigente. É a condenação no ato do salvamento e a primeira e grande distorção que só pode concluir em algo muito distante de suas premissas.

Há solução, soluções. Apelo à coerência, a fidedignidade. Assumir uma disposição política menos fria e mais de acordo com temperamentos impetuosos. Ser moralmente bom que procede ao político. Eu prefiro uma solução diferente parafraseada pelo invulgar Robert Aston Heinlein em uma entrevista comumente conhecida como “This I Believe”. É acreditar na nobre, essencial decência – our noble, essential decency - do trabalhador que busca em seu labor o sustento com retidão e zelo, professores, enfermeiras, os vizinhos, os desconhecidos nas ruas, toda a massa humana que constrói os prédios e as legislações, o pão de todo dia na padaria, pontual, todos os muitos anônimos que permitem ao mundo mais um dia. Mesmo entre os políticos corruptos, agentes corruptoras, assassinos e tiranos, todos os dias os homens acordam e realizam a sociedade. Homens e mulheres, pessoas de todo tipo, cores, tendências, quereres e gostos. É a essencial decência através dos conflitos, guerras, repressões. O impulso contínuo das liberdades de viver, empreender, comunicar, estar, ter, ser. É acreditar nisso.

*

I am not going to talk about religious beliefs, but about matters so obvious that it has gone out of style to mention them.

I believe in my neighbors.

I know their faults and I know that their virtues far outweigh their faults. Take Father Michael down our road a piece --I'm not of his creed, but I know the goodness and charity and lovingkindness that shine in his daily actions. I believe in Father Mike; if I'm in trouble, I'll go to him. My next-door neighbor is a veterinary doctor. Doc will get out of bed after a hard day to help a stray cat. No fee -- no prospect of a fee. I believe in Doc.

I believe in my townspeople. You can knock on any door in our town say, 'I'm hungry,' and you will be fed. Our town is no exception; I've found the same ready charity everywhere. For the one who says, 'To heck with you -- I got mine,' there are a hundred, a thousand, who will say, 'Sure, pal, sit down.'

I know that, despite all warnings against hitchhikers, I can step to the highway, thumb for a ride and in a few minutes a car or a truck will stop and someone will say, 'Climb in, Mac. How how far you going?'

I believe in my fellow citizens. Our headlines are splashed with crime, yet for every criminal there are 10,000 honest decent kindly men. If it were not so, no child would live to grow up, business could not go on from day to day. Decency is not news; it is buried in the obituaries --but it is a force stronger than crime.

I believe in the patient gallantry of nurses...in the tedious sacrifices of teachers. I believe in the unseen and unending fight against desperate odds that goes on quietly in almost every home in the land.

I believe in the honest craft of workmen. Take a look around you. There never were enough bosses to check up on all that work. From Independence Hall to the Grand Coulee Dam, these things were built level and square by craftsmen who were honest in their bones.

I believe that almost all politicians are honest. For every bribed alderman there are hundreds of politicians, low paid or not paid at all, doing their level best without thanks or glory to make our system work. If this were not true, we would never have gotten past the thirteen colonies.

I believe in Rodger Young. You and I are free today because of endless unnamed heroes from Valley Forge to the Yalu River.

I believe in -- I am proud to belong to -- the United States. Despite shortcomings, from lynchings to bad faith in high places, our nation has had the most decent and kindly internal practices and foreign policies to be found anywhere in history.

And finally, I believe in my whole race. Yellow, white, black, red, brown --in the honesty, courage, intelligence, durability....and goodness.....of the overwhelming majority of my brothers and sisters everywhere on this planet. I am proud to be a human being. I believe that we have come this far by the skin of our teeth, that we always make it just by the skin of our teeth --but that we will always make it....survive....endure. I believe that this hairless embryo with the aching, oversize brain case and the opposable thumb, this animal barely up from the apes, will endure --will endure longer than his home planet, will spread out to the other planets, to the stars, and beyond, carrying with him his honesty, his insatiable curiosity, his unlimited courage --and his noble essential decency.

This I believe with all my heart


San Ramon

... E um Mai Tai, por favor..
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