o eremita laranja

Sublimações, bar e restaurante

San Ramon

... E um Mai Tai, por favor.

Malditos

Curtas palavras sobre o Mal e o Mal querido.


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Heráclito de Éfeso, Francis Bacon, Marquês de Sade, Gregório Guerra, Edgar Allan Poe, Charles-Pierre Baudelaire, Jean Genet, Moe Szyslak...

Grandes pensadores para alguns, de opiniões altamente questionáveis, mentes diversificadas e terríveis. Por que é possível, se é possível, classificá-los malditos ou malignos?

Claro que sim. É preciso entender o perceber do Mal para compreender suas razões. De uma visão helenista da realidade, o Mal é associado ao Ódio, não emocional, mas cósmico. Entendido como desarmonia, desordem e ou Caos - a separação inevitável e/ou ausência de sentido e estrutura. O Mal é a explicação clássica de tudo que gera transtorno. O Mal é o oposto inerente, o indesejado premente.

Indesejados eram os pensamentos dos chamados malignos. Vivendo em épocas que por diferentes motivos eram avessas aos argumentos deles. Hoje, alguns ainda são vistos com espanto, como o próprio Donatien e seu Sadismo. A verdade é que o mais fascinante para alguns, horror para outros, não são as idéias dos malignos, mas a maneira como elas acabam afetando o ponto de vista das pessoas. São argumentações que, mesmo que completamente amorais, geram dúvidas na mente. Quem nunca parou para questionar os próprios valores? Os malignos questionam e não apenas na própria mente, eles gritam bem alto para todos.

Querem balburdia e a confusão de valores. Gostam, mesmo que não confessado, das críticas negativas, dos desparates, dos xingamentos... Gostam demais, não tenha dúvida. Se o futuro for uma Roma perpétua feita de Sodomas e Gomorras, os malditos ainda estarão lá, mas falarão de Amor, bondade, ordem, ética... E assim caminha a ironia.


San Ramon

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