o eremita laranja

Sublimações, bar e restaurante

San Ramon

... E um Mai Tai, por favor.

A avenida das almas tristes


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É muito comum andar por uma rua, passar perto de uma casa ou quem sabe reparar em alguém na fila do mercado e se perguntar muito e genuinamente: qual é o seu problema? Quais são os seus traumas? O que lhe fez perder o sorriso ou por qual dor ela se fez a pessoa que continua sendo. Não se pensa sempre nisso, mas, naqueles momentos tristes e contemplativos. Ela tem a mesma dor que a sua? A nossa?

Você está perdido. Vagando por aí. Talvez a vida seja mais que a vida talvez a vida seja menos. Se você for do tipo que sente uma irresistível necessidade de referências e links culturais, pense em Camus e A Queda. A vida é mais que aquele momento entre a água e o seu corpo? Essa é uma pergunta que só se pode responder sem respostas. Não há respostas. É a queda.

Mas voltemos ao simples, direto e apelativo: às vezes você se sente triste e vê alguém na rua e se pergunta sobre como aquela pessoa ali anônima e estranha lida com os seus próprios problemas e as suas dores e... pessoas e mais pessoas que passam na rua projetando sua tristeza... um limbo subconsciente de constrangimento e tristeza... ou de alguma forma a solidariedade? As suas dores são as dores de todos, elas são suas, mas, elas não são eternas, elas com certeza não são especiais, talvez algo que você possa pensar em caminhas pelas ruas.


San Ramon

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