O Formalismo

O Formalismo fornece à teoria formativa do cinema o amplo contexto filosófico no qual precisamos examiná-la. Embora todos os teóricos as aceitem. Basicamente uma teoria da linguagem poética que estabelece toda uma teoria da atividade humana.

As relações entre A regra do jogo e Assassinato em Gosford Park

"E, com efeito, se procurarmos o precursor de Orson Welles, não será Louis Lumière, ou Zecca, mas Jean Renoir.” (A evolução da linguagem cinematográfica, André Bazin)

"Amo o cinema desde 1902." (Jean Renoir)


Jean Renoir e o realismo da luta de classes em A regra do jogo.

A regra do jogo (1939), de Jean Renoir, é um dos filmes de maior importância para a história do cinema e, principalmente, para a evolução do realismo cinematográfico, que, mais tarde, seria vista também em Orson Welles – principalmente em Cidadão Kane (1941) – e nas obras do cinema italiano do pós-Segunda Guerra Mundial. Para Bazin (1991, p.244) o realismo é “todo sistema de expressão, todo procedimento de relato propenso a fazer aparecer mais realidade na tela.”

Esse realismo refere-se ao uso da profundidade de campo e do plano-sequência, ambos com efeitos narrativos, com a utilização de um mínimo de decupagem, ou seja, poucos cortes de uma situação qualquer para outra, mas sim a utilização de mesmas situações ocorrendo em um mesmo quadro, privilegiando tanto o primeiro quanto o segundo plano e a mise-en-scène, podendo narrar várias histórias paralelas dentro de um único enquadramento. Obviamente tal coisa já era vista anteriormente a Jean Renoir, principalmente no início do cinema, onde o mesmo ainda era tido apenas como um experimento, ao invés de arte. A linguagem como conhecemos hoje, com seus vários planos com funções narrativas e estéticas diversas, além dos efeitos fotográficos, só viria a aparecer em Georges Meliès e, com mais afinco, em Edwin S. Porter e, principalmente, em David W. Griffith, considerado o pai da gramática cinematográfica. Bazin (1991) fala sobre as principais características do realismo e sobre a importância de Jean Renoir para esse tipo de cinema.

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Graças à profundidade de campo, cenas inteiras são tratadas numa única tomada, a câmera ficando até mesmo imóvel. Os efeitos dramáticos, que anteriormente se exigia da montagem, surgem aqui do deslocamento dos atores dentro do enquadramento escolhido de uma vez por todas. [...] Jean Renoir já a tinha perfeitamente compreendido quando escreveu em 1938, isto é, depois de A besta humana e A grande ilusão e antes de A regra do jogo. [...] Em Renoir, a busca da composição em profundidade da imagem corresponde efetivamente a uma supressão parcial da montagem, substituída por frequentes panorâmicas e entradas no quadro. Ela supõe o respeito à continuidade do espaço dramático e, naturalmente, de sua duração (BAZIN, 1991, p.76).

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Jean Renoir teve sua importância ao saber aliar duas coisas teoricamente distintas, ou seja, o realismo – que não é o mesmo que a realidade – e a poesia, criando aquilo que se chama hoje de realismo poético. A profundidade de campo ajudou nisso, pois a mesma contribuiu para uma maior veracidade no cinema conduzindo as próprias atuações a algo mais próximo da vida real, pois agora, com esse recurso fotográfico, aliado ao plano-sequência e aos enquadramentos mais abertos, o ator teria mais liberdade para interpretar, além de estar em contato maior com os outros intérpretes ao invés de esperar horas apenas para rodar um único close-up. Renoir já demonstrava essa característica em obras anteriores, como Nana (1926), Boudu salvo das águas (1932), Toni (1935) – filme com características que viriam a aparecer mais tarde no Neo-Realismo –, Um dia no campo (1936) e A grande ilusão (1937), entretanto esse realismo atingiria um grau máximo e único em A regra do jogo.

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O filme narra a história de vários personagens envoltos em uma festa de fim-de-semana em uma propriedade de campo, chamada de La Colinière, pertencente a Christine e Robert de la Cheyniest. Dentro dessa convivência, Renoir busca realizar um contraponto entre a burguesia e a criadagem, a última instalada nos aposentos de baixo da propriedade – uma metáfora hierárquica sobre a luta de classes – enquanto os patrões promovem uma cerimônia regada a vulgaridades no andar de cima. Dentro disso, Jean Renoir também procura descrever, por meio de uma crítica subjetiva, a burguesia de sua época, alheia à situação de uma guerra iminente, e a ascensão social vista naquele microcosmo da sociedade francesa. Tal coisa se vê no próprio título da obra, tendo em vista que ela fala sobre as regras daquela sociedade francesa. Pena (2008) corrobora essa opinião analisando a sequência final de A regra do jogo.

O roteiro de Renoir irá amarrar as várias aventuras amorosas de patrões e criados, conduzindo por fim ao tiro “acidental” que atinge André – aviador apaixonado por Christine –, que é sacrificado para que uma ordem social corrupta possa permanecer intacta (PENA, 2008, p.156, grifo nosso).

Mesmo se restringindo à burguesia francesa, se analisarmos mais a fundo, A regra do jogo é uma obra atemporal e universal, pois os valores daquela sociedade se vêem ainda em vários dos países de economia capitalista atuais. Renoir (1990) explica suas intenções narrativas e criativas ao realizar A regra do jogo.

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Em La règle du jeu, não procurei voluntariamente realizar um filme difícil de ser aceito pelo público. Ao contrário, estava convencido de que as pessoas amariam muito essa história; achava que era uma história encantadora, que relatava muito bem a verdade sobre os homens de nosso tempo, sobre a sociedade de nossa época. Tinha a impressão de relatar uma história verdadeira e que a relatava de uma maneira divertida, em vez de relatá-la de uma maneira sóbria e crítica (RENOIR, 1990, p.262).

Graças a essas características, A regra do jogo pode ser visto como uma comédia de costumes bastante satírica, ao invés de uma crítica ácida marcada pelo humor negro. Para tanto, os personagens são muito bem caracterizados. Entre os patrões, temos o casal Cheyniest, burgueses hipócritas, que se amam, mas vêem seu casamento em ruínas, preferindo chorar as mágoas nos ombros de seus amantes ao invés de terminar com seu sofrimento. Os outros personagens são André – o rejeitado aviador sem amor-próprio que vive correndo atrás de Christine –, Octave (amigo de André e Christine e uma espécie de cúpido sem dignidade), Geneviève – amante de Robert que faz questão de ser rival de Christine, mas que, mais tarde, se torna amiga da mesma – e o General, representante do militarismo, funcionando como um comentário das situações apresentadas por parte de Renoir através desse personagem, como, por exemplo, na cena final onde ele diz “A la Cheyniest não falta classe. Isso está se tornando uma raridade.”

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Entre os empregados, há Lisette (algo como uma governanta da mansão dos Cheyniest), que é casada com Schumacher – caseiro e guarda-caças da casa de campo, que, devido a isso, pouco vê a esposa e morre de saudades dela – e Marceau, pequeno ladrão que acaba sendo promovido a empregado por Robert e se apaixona por Lisette, se tornando rival de Schumacher. A submissão dos empregados aos desejos de seus patrões pode ser vista claramente em Lisette – conselheira de Christine que não larga a patroa por nada – e Marceau, que sempre sonhou em usar um uniforme de criado.

A construção de cada um desses personagens ainda passa pela invasão do mundo um do outro – funcionários subindo para o andar de cima e trazendo mais desordem para uma situação que já se encontrava em total pândega –, principalmente no meio da história, onde tudo se transforma em uma completa bagunça e anarquia. Entretanto é bom constatar que nenhum dos patrões se envolve com os empregados, ou seja, há uma hierarquia (ou mesmo uma segregação) muito bem estabelecida, uma vez que criados só se relacionam com criados e patrões com patrões.

Renoir eleva essa crítica burlesca a um nível maior, se comparado com obras anteriores, e, para tal, ainda parte para um realismo máximo em suas imagens e na encenação, porém guardando espaço para um tom poético visto nos simbolismos, como a cena da caça a coelhos e faisões promovida pelos anfitriões e convidados, funcionando como uma metáfora para a futura guerra que viria em seguida, porém já enxergada nos conflitos na Europa.

Em A regra do jogo ainda se vê uma fuga de uma montagem que traga sentidos próprios para o espectador – deixando a cargo do mesmo se deter em quaisquer pontos das imagens –, ou seja, essa montagem praticamente é feita na própria câmera, apenas com alguns poucos close-ups, planos de detalhes e contra-planos, esses realizados apenas quando necessário. Basicamente, o encadeamento de imagens se atesta através de uma montagem paralela entre patrões e empregados, além de um ritmo compassado dado à narrativa.

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Os planos-sequências aliados à profundidade de campo se vêem no posicionamento da câmera. Nas cenas internas, por exemplo, o ambiente é pomposo – principalmente o enorme corredor onde se localizam os quartos – e Renoir se utiliza de tomadas longas percorrendo com sua câmera todo o ambiente interno da casa de campo através de gruas e travellings, com os vários personagens transitando ao mesmo tempo por ali. No citado corredor, a câmera é posicionada de frente para o mesmo e enxergamos nitidamente personagens movendo-se, tanto em primeiro, quanto em segundo plano, através da mise-en-scène.

A continuidade espaço-temporal ocorre de maneira única, guardando poucas elipses. O naturalismo não se vê apenas nas imagens em si, mas também na própria cronologia dos fatos e no espaço utilizado, principalmente graças ao uso do teto como forma de rebaixar os personagens perante o mundo, algo visto também no cinema de John Ford e, mais tarde, em Orson Welles, além de em muitos dos filmes do Neo-realismo.

Ainda há o modo como os personagens entram no enquadramento, pois ao invés dos mesmos serem introduzidos no quadro através de cortes de planos abertos para planos mais fechados – algo pouco visto em A regra do jogo –, a utilização da profundidade de campo e longas panorâmicas sem corte permite que os personagens entrem em quadro sozinhos. Nesse sentido, vê-se os personagens invadirem o espaço uns dos outros durante boa parte da narrativa. As panorâmicas também funcionam da mesma forma, buscando-se enquadrar determinada situação até o fim com o “passeio” de câmera procurando se deter sobre determinada situação, valendo-se de uma montagem mínima, pois afinal de contas a vida não é montada.

A fotografia de A regra do jogo prima por um preto-e-branco de tons acinzentados – outra característica do realismo – realizada, durante boa parte do filme, à luz natural, uma das grandes premissas do cinema de Jean Renoir, uma adaptação do modo como seu pai, o grande pintor Pierre-Auguste Renoir, trabalhava, pois o mesmo pintava apenas à luz do dia, haja vista que à noite se veria refém da luz artificial, a mesma uma visão deturpada e intervencionista da vida real.

Por todos esses motivos citados, A regra do jogo é visto por muitos críticos, estudiosos e pesquisadores de cinema como um dos filmes de maior importância para o desenvolvimento do cinema. Na visão de André Bazin e de seus “pupilos” dos Cahiers du Cinéma que, mais tarde, formariam a Nouvelle vague, A regra do jogo e Cidadão Kane são as duas obras que mais incentivaram carreiras de jovens cineastas e, também, que mais influenciaram, ao lado do Neo-realismo, o rompimento com o cinema clássico visto na Nouvelle vague, uma vez que, tanto o filme de Renoir, quanto o de Orson Welles, são realizações cinematográficas definidoras para o cinema moderno.

Robert Altman, as críticas à burguesia em Assassinato em Gosford Park e as influências e homenagens a Jean Renoir

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Assassinato em Gosford Park (2001) é uma retorno triunfal de Robert Altman após o fracasso de Dr. T e as mulheres (2000). O filme é uma espécie de desconstrução dos romances policias marcados por estereótipos e ainda é uma homenagem ao mestre Jean Renoir, principalmente sua obra essencial, A regra do jogo.

Gosford Park se passa na Inglaterra, em 1932, e narra a história de vários burgueses reunidos na casa de campo de Sir William e Lady Sylvia McCordle para uma caça, durante um final de semana. Os empregados convivem no andar de baixo da mansão e os patrões no andar de cima. Nos dois ambientes, ocorrem intrigas e mexericos que irão culminar com o assassinato de Sir William.

Qualquer semelhança com A regra do jogo não é mera coincidência, pois, apesar de vários elementos da obra de Altman serem distintos do filme de Jean Renoir, a essência e o cerne do longa-metragem francês estão lá. No roteiro, escrito por Julian Fellowes, a partir de uma idéia de Robert Altman e Bob Balaban, a história é transferida para a Inglaterra, mas seu caráter universal e atemporal continua. Altman, apesar de manter a comédia de costumes, se insere em uma crítica forte, algo comum no cinema desse realizador, atestado em suas principais obras, como M.A.S.H. (1970), O perigoso adeus (1973) e Nashville (1975).

A convergência com Renoir e a influência do mesmo não passam apenas por Gosford Park, mas também em praticamente todo o cinema de Altman, pois, tal como o francês, o americano costuma trabalhar com narrativas com muitos personagens, onde a maioria deles é desenvolvida ao redor da trama. A diferença é que Renoir conserva um classicismo, já Altman se mostra anárquico ao extremo. Em muitos de seus filmes, ele trabalha com tantos personagens, que muitos deles são pouco desenvolvidos, algo feito de propósito. Altman ainda opta pelo improviso dos atores, se prendendo muito pouco ao roteiro em si. Talvez por isso, muitos dos roteiristas que trabalharam com ele, o repudiem. Ao contrário do que se pensa, tal característica não reduz seus filmes, entretanto dá um aspecto de maior realismo a eles, pois aspectos da vida real são trazidos para dentro das obras desse cineasta através de seu olhar único sobre o ser humano.

Dentro de Gosford Park, Altman eleva a crítica social a um nível muito maior, pois, ao contrário de A regra do jogo, os criados não respeitam sua hierarquia e vivem aos mexericos sobre os patrões, além de se relacionarem sexualmente com os mesmos. Sir William, por exemplo, possui casos amorosos com várias criadas, chegando ao ponto de engravidar uma delas quando mais jovem, talvez um dos motivos para seu assassinato. Para tanto, a mise-en-scène é muito rica, com empregados sorrateiros a seus patrões quase o tempo inteiro e vice-versa. Aliás, tal como em A regra do jogo, o homicídio ocorre como forma de restabelecer uma ordem social e também como maneira de descrever a frieza daquela sociedade, pois, mesmo com o choque inicial de alguns, a vida de todos continua normalmente no dia seguinte ao crime, como se nada tivesse acontecido.

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Os personagens lembram muito os do filme de Renoir. Entre os patrões há Sir William, mais preocupado com seu cachorro do que com sua família ou seus criados e sua esposa, Sylvia, que adora homens jovens. Entre os outros burgueses há: Constance Trentham, esnobe e mexeriqueira condessa em decadência, que depende de uma pensão vitalícia de Sir William; o Comandante Meredith, que quer abrir uma sociedade com Sir William; Freddie Nesbit, que busca um emprego com Sir William – usando a filha do último, Isobel, como intermediária –, que vem acompanhado de sua mulher, a fútil Mabel; Raymond Stockbridge, parente dos McCordle, e sua esposa, a atirada Louisa; o ator e cantor Ivor Novello e o diretor e produtor de cinema Morris Wiseman. Os dois últimos não são ingleses e são estranhos naquele ambiente cínico e pomposo dos britânicos. A Condessa de Trentham é uma espécie de “reencarnação” do general de A regra do jogo, pois ela funciona como um comentário acerca daquela sociedade, mas muito mais hipócrita e impudica em comparação com o militar.

Quanto aos criados, há a Sra. Wilson, governanta de Gosford Park, mulher nobre, que executa seu trabalho corretamente, mas revela um grave segredo ao final da narrativa; Mary Maceachran, criada curiosa e supostamente inocente de Constance Trentham; Robert Parks, empregado de Stockbridge e um homem bastante misterioso; Elsie, que é cortejada por Sir William, sabendo de vários segredos da família McCordle; Jennings, velho criado sempre disposto a agradar os patrões, respeitando bastante a hierarquia; Henry Denton, que finge ser criado de Morris Wiseman, mas na verdade é um ator, protagonista do próximo filme do cineasta. Os empregados são conhecidos em seu meio com o nome de seus patrões, como se os primeiros fossem escravos dos últimos.

Ao contrário do título em português, o homicídio não é o mote principal do filme, mas sim a relação entre os personagens naquele ambiente recluso de Gosford Park. Por isso, Altman desconstrói a idéia dos romances policias, onde vários personagens se reúnem em um espaço onde ocorrerá um crime e a narrativa caminha para a descoberta de um culpado, geralmente um criado. Em Assassinato em Gosford Park, o crime serve apenas para demonstrar o pior lado daquelas pessoas, tanto é que o mesmo não é solucionado pelo abobalhado detetive.

Quanto aos aspectos técnicos, o filme se vale de características próximas às de A regra do jogo, como os planos-sequências, filmados em gruas e travellings, e a profundidade de campo. A idéia do longo corredor onde os personagens transitam, também está presente em Gosford Park. Aliás, Altman se vale desse tipo de plasticidade em vários de seus filmes – é só lembrar o plano-sequência da abertura de O jogador (1992), em homenagem à primeira cena de A marca da maldade (1958), de Orson Welles. Isso atesta seu apreço pelo realismo em suas obras. Por isso ele abre tanto espaço para a improvisação dos atores, tornando-os menos caricatos e mais naturais. Dentro desse realismo estético, percebe-se sua influência vinda de Jean Renoir e também de Orson Welles.

A montagem é equivalente à de A regra do jogo, pois, como no filme de Renoir, ela é vista no encadeamento paralelo de imagens de patrões e empregados, além do ritmo mais lento, que se torna um pouco mais rápido nas cenas finais, quando do assassinato de Sir William. A paleta de cores é formada por tons pastéis e escuros nos figurinos e na cenografia, matizes mortos tal como os personagens por dentro. Atestando tal fato, a fotografia se mostra expressionista e soturna, com vários personagens se encontrando nas sombras, à espreita, principalmente os criados.

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Assassinato em Gosford Park é, assim, uma homenagem a um dos maiores filmes da história do cinema, A regra do jogo, e funciona como uma vigorosa crítica à decadente e vulgar burguesia inglesa, além de ser um dos últimos grandes filmes de Robert Altman, que, lamentavelmente, faleceu em 2006 em plena atividade. Ele foi, sem dúvida, o realizador mais revolucionário e anárquico do cinema americano, amado por muitos e odiado por outros. Seus filmes são grandes críticas à nossa sociedade arraigada em egos e em valores pequenos. Felizmente, ele deixou alguns “seguidores”, como Paul Thomas Anderson e o mexicano Alejandro González Iñárritu, cineastas excepcionais. Todavia, Altman é Altman e nunca ninguém alcançará seu brilhantismo.

Referências

BAZIN, André. O Cinema: Ensaios. Trad.: Eloisa de Araújo Ribeiro. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.

PENA, Richard. A Regra do Jogo (1939) (La règle du jeu). In: SCHNEIDER, Steven Jay (org.). 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer. Trad.: Carlos Irineu da Costa, Fabiano Morais e Lívia Almeida. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

RENOIR, Jean. Sobre a Direção: Como Realizo um Filme. In: Escritos Sobre Cinema, 1926-1971. Trad.: A. B. Pinheiro de Lemos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.


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