Rodrigo Della Santina

Formou-se em Letras pela UNIMESP. Possui dois livros de poemas publicados: "Intertrigem”, CBJE, 2005 (esgotado) e “O limiar do surto”, Scortecci, 2008. Pela internet, algumas de suas obras se encontram em: Revista Flaubert, Caderno-Revista 7faces, Benfazeja, Obvious, Letras in.verso e re.verso, Crônicas do Andarilho, Diminuto, Novos Escritores Brasileiros, Das Culturas e Prosa Literária. Além disso, fui selecionado para a Colectânea Som de Poetas da Papel D'Arroz Editora, em 2015, e para a Revista Gente de Palavra nº 21, edição erótica.

Dedicatórias em livros — II

"Além das histórias, da poesia que os livros guardam em suas páginas, eles também abraçam em suas contracapas singelos afetos, pequenos complementos de suas narrativas. A esses chamamos 'dedicatórias'.". Este artigo, evidentemente, dá seguimento àquele que o antecedeu.


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Ficou de fora do artigo anterior a dedicatória que ora apresentamos. O motivo é simples e não possui atos exclamatórios: à data da primeira composição não tínhamos conhecimento desta que aqui vai. Para não privar o leitor, que, como nós, aprecia a ternura de uma oferta livresca, de um renovado frescor, decidimos dar nova vida ao tema. E para aquele que cuidou ser tal assunto um tédio, informamos que este, sendo filho daquele, tem menor tamanho e não deve chateá-lo tanto. O título onde a encontramos é “A teus pés”, de Ana Cristina César. A primeira frase (permita-nos esta opinião) parece uma brincadeira íntima.

"Ainda bem que você entende e concorda. O livro é seu, porque era para ser meu, dei a você porque queria para mim. Mas não foi isso o princípio de tudo? Essa amizade insólita (incorpórea antes, tão imaterial depois) surgida do desejo de compartilhar, dividir, entregar, dar a ver. Pois então que você leve com você: sorrisos e história e perfumes e canções e que no meio de todos os seus planos permaneça, perene, essa luz, essa luz, essa luz.

Guarde o livro e o beijo.

Ariadne, Rio, 23.08.06"

Ela escreve com a singeleza de um bom escritor, verdadeira em suas emoções, em sua história; e carrega seu Teseu (e carrega a nós) por um labirinto acessível, exigindo dele que guarde apenas dois substantivos. Não conservou o livro. Talvez tenha guardado o beijo.


Rodrigo Della Santina

Formou-se em Letras pela UNIMESP. Possui dois livros de poemas publicados: "Intertrigem”, CBJE, 2005 (esgotado) e “O limiar do surto”, Scortecci, 2008. Pela internet, algumas de suas obras se encontram em: Revista Flaubert, Caderno-Revista 7faces, Benfazeja, Obvious, Letras in.verso e re.verso, Crônicas do Andarilho, Diminuto, Novos Escritores Brasileiros, Das Culturas e Prosa Literária. Além disso, fui selecionado para a Colectânea Som de Poetas da Papel D'Arroz Editora, em 2015, e para a Revista Gente de Palavra nº 21, edição erótica..
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