o mundo e mais um ponto

Foi com Carlos, ser gauche na vida

Suellen R.R.

Tá que nem o Bowie. We can be heroes, but just for one day.

The bell jar - O primeiro suicídio de Sylvia Plath

Resenha do romance de Sylvia Plath. Embora não seja autobiográfico, ao mesmo tempo é bastante similar a experiências vividas por Plath.


img_1715.jpg

Uma das coisas mais intrigantes que possa existir nesse mundo é o suicídio. Querendo ou não, sempre pensamos sobre isso. Nos surpreendemos quando ouvimos que fulano de tal se suicidou. É preciso ter colhões, pensamos. E é bem essa a minha visão, mesmo. Não é como tirar a geladeira da tomada.

Enfim,

The bell jar é um romance de Sylvia Plath que já começa a ser interessante pela história da autora: ela mesma entrou em depressão e cometeu suicídio em 1963, ano em que esse romance foi publicado.

Mais do que uma situação de confronto consigo mesma, a personagem principal de The bell jar, Esther Greenwood, enfrenta a noção de ser mulher naquela época. Em diversas situações, se questiona a respeito do que se espera de uma moça como ela. Uma profissão feminina e uma obrigação feminina, a maternidade.

Esther Greenwood é uma jovem dedicada que ganha uma bolsa de estudos para estagiar durante 1 mês em uma revista na grande Nova York. Uma vida de jantares e glamour a espera. Entretanto, essa atmosfera – a qual deveria representar algo magnífico – não faz bem a ela. Esther consegue refletir a respeito de alguns eventos ocorridos durante esse período passado em Nova York, repudiando uma porção de coisas. A narrativa dá umas idas e vindas para explicar seu relacionamento com o (aparentemente) certinho e boyfriend material Buddy Willard, nos mostrando cada vez mais a personalidade de Esther. A propósito, a história é contada pela jovem, por essa razão, estamos sendo conduzidos pelo que Esther sentiu, pensou, refletiu durante suas andanças da vida.

Mesmo com uma vida badalada, sonho de qualquer garota de 19 anos, Esther entra em depressão e esse estado da personagem principal vai surgindo muito sutilmente. Em certo momento ela comunica que já está há 7 noites sem dormir, assim, sem muito alarde. Que já não tem vontade de tomar banho, tampouco de ler. Essa situação é agravada pela rejeição de Esther em um curso de escrita. Daí, a vida só tende a piorar.

Até a metade do romance, Esther nos leva pela mão e diz como foi essa sua passagem por Nova York, sua impressão sobre as colegas Doreen e Betsy, algumas rememorações de eventos passados com Buddy Willard, etc.

Após a (auto) descoberta de que seu estado psicológico não está bem, Esther passa por uma série de problemas. A tentativa de suicídio é inevitável. Como todo bom suicida (se é que isso é possível!), Esther ‘estuda’ as possibilidades. Preocupa-se com a dor, o estado em que será encontrada, aquelas coisas que todo mundo já pensou um dia. Após ser encontrada no porão de sua casa quase morta devido à ingestão de uma dose alta de pílulas, Esther é levada para um hospital psiquiátrico.

De um estágio promissor em NY, a personagem se vê em meio a sessões traumáticas de eletrochoques, mal administrados por um certo Dr. Gordon; convivendo com outras moças cuja condição é bem parecida com a sua. Ao encontrar uma nova psiquiatra, a Dr. Nolan, a vida de Esther passa por mudanças significativas, embora não consiga se livrar dos tratamentos de choque.

Esther se mata? Se cura? É ler para saber.

IMG_1730.JPG

Um dos trechos mais impactantes, quando descobrimos que Esther está mesmo no fundo do poço!


Suellen R.R.

Tá que nem o Bowie. We can be heroes, but just for one day. .
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/literatura// //Suellen R.R.