guilherme cruz.

Nasceu numa fronteira física e se mantém numa fronteira ambulante com calos e acasos. Se alimenta de Comunicação, Audiovisual, Música, Silêncio e Reticências. Com os olhos transcendendo Nhu-Porã.

Pixinguinha

Hoje é o Dia Nacional do Choro, eu diria que hoje é o dia da música. Dia 23 de abril nasceu Alfredo da Rocha Viana Filho, chorando nos primeiros minutos de vida e por sua eternidade.


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Não estava na “programação” desse canal esse texto sobre Pixinguinha, mas a lembrança desse dia não pode passar batido por um espaço que tem a pretensão de falar de música. Pixinguinha completa com Tom Jobim, Noel Rosa e Heitor Villa-Lobos as estruturas da originalidade musical brasileira.

A obra de Pixinguinha que aliou o chorinho com a forma e estilo europeu e também com os ritmos africanos teve na assinatura desse arranjador a melhor tradução da música feita no Brasil na primeira metade do século XX. Ele arranjou marchas de carnaval, choros, sambas, maxixes, e então vieram os Oito Batutas, a profissionalização como músico, o maestro Leopold Stokowski... Enfim, esse enredo é longo para uma lembrança somente.

pixinguinha6.jpg Em 1922 Os Oito Batutas realizaram a primeira turnê de um grupo negro e de música popular ao exterior.

Flautista, saxofonista e compositor. Um homem de tamanha genialidade que se põe a gritar de pijama e chinelo pedindo o saxofone, como quem pede a marmita para saciar a fome.

A humildade e alma de Pixinguinha marcaram fortemente o estilo de fazer e viver a música. No livro Almanaque do Samba, André Diniz lembra da opinião do poeta Vinícius de Moraes sobre o parceiro na música Lamento: “Pixinguinha é o melhor ser humano que eu conheço. E olha que o que eu conheço de gente não é fácil”. A parceria entre eles ainda renderiam algumas outras músicas e uma trilha sonora para o filme Sol sobre a Lama de Alex Viany.

E já que falamos de cinema. Thomaz Farkas, o Pixinguinha do cinema nacional, fez um registro marcante do chorista (mescla entre chorão e sambista que ele auto se intitulava) e seu grupo de chorões. Em Pixinguinha e Velha Guarda do Samba, um documentário em parceria com Ricardo Dias, temos a presença de Donga, João da Baiana, Almirante, Benedito Lacerda, Alfredinho, Bide e tantos outros. Uma obra recuperada após 50 anos para o bem de nossa identidade e memória cultural.

Então meu amigo, se você não conhece Pixinguinha “Sofres Porque Queres”


guilherme cruz.

Nasceu numa fronteira física e se mantém numa fronteira ambulante com calos e acasos. Se alimenta de Comunicação, Audiovisual, Música, Silêncio e Reticências. Com os olhos transcendendo Nhu-Porã. .
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