o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

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Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

A poesia em Íon

Se tem uma coisa que me agrada mais que tudo, essa coisa é a tradução (a partir da língua original), de clássicos dos clássicos. Íon, de Platão, é uma das mais recentes, da coleção Filoestética, da Autêntica Editora.


shooting-hoops.jpgÍon, no caso, é uma das partes envolvidas nos diálogos platônicos com Sócrates. A obra, por sua vez, há bastante tempo considerada apócrifa, hoje é unanimemente incluída no corpus platônico. Apesar disso, é considerada uma obra menor, talvez da juventude do dito cujo.

A obra trata do cânone da poesia, comparando a opinião do homem comum e a dos rapsodos, seus interpretadores. A obra não foge do que Platão já dizia na República e no Sofista, qual seja, que a poesia ocupa um lugar diferenciado no trato da linguagem, e que, segundo Sócrates, seu status é menor por ser uma imitação, como sempre se disse.

Quanto ao livro, o prefácio é extremamente elucidativo por parte do tradutor. O mesmo quanto ao posfácio, também bem esclarecedor pelo mandante da tradução.

É muito interessante navegar numa obra clássica aparentemente escondida pela fumaça da erudição pelas mãos de quem nos leva até a Heidegger - um dos filósofos da contemporaneidade que discutiram o papel esclarecedor, para a razão, da poesia. Uma obra interessantíssima para todo aquele que gosta de pensar e de ficar refletindo sem ver o tempo passar.

Originalmente publicado em http://resenhasfilo.rcontrera.com.br/2014/07/ion-de-platao-autentica.html


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