o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

100 primeiras regras empíricas do Amor

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1604846_10152600381589838_876264302_n.jpg 1ª regra: Não vale a pena amar quem não se dispõe, mesmo que por brincadeira, a ouvir os teus silêncios

2ª regra: Não se fie em aprendizado para o amor; amar só se aprende mesmo amando

3ª regra: Não se consegue amar a partir de corações fechados (à alegria, ao aprendizado e ao sofrimento): seja o seu, seja o do ente amado

4ª regra: Em termos de amor, não existem boas ou más intenções; só existem atos e ausência de atos

5ª regra: Para quem ama, tudo é superlativo, especialmente o insignificante; para quem não ama, tudo - o superlativo ou o insignificante - é patético, ridículo e absurdo

6ª regra: Quem não ama sequer pode achar digna de nota a própria Criação do Mundo; pois quem não ama não enxerga nada cujo valor não seja dado por algo externo

7ª regra: Por mais que a gente possa dar TUDO pelo amor, o amor é sempre gratuito (ou seja, a gente nunca espera nada)

8ª regra: Um casal não se junta exclusivamente pela existência do amor; mas juntar-se sem amor é no fundo um risco para o qual você está usando como cúmplices inclusive os filhos que podem vir a nascer

9ª regra: Por mais que o amor sujeite quem ama a esperar tudo, amar mesmo não supõe pagar esse preço, porque o amor não é burro, muito ao contrário

10ª regra: Quem não ama sujeita-se a pagar o preço da mais cruel previsão autoinduzida: a de não ser amado

11ª regra: (completamente meu) É possível, sim, amar mantendo-se dividido até com respeito aos assuntos ou ações mais básicas e importantes da vida; mas o preço a pagar quando se opta pela via correta e tudo parece conspirar em direção oposta é alto o suficiente para levar à morte

12ª regra: Quando não há amor, o menor defeito pode ser responsável por destruir tudo, e a maior qualidade pode não ser suficiente para construir nada

13ª regra: Quando há amor, tudo é doce, até mesmo o inferno

14ª regra: Quem decide manter um amor fadado à inanição pode estar se condenando à autodestruição

15ª regra: Amar é sempre bom, mesmo quando é péssimo; mas quando é péssimo, pode não ser bom

16ª regra: O sexo assume dimensões transcendentes quando feito com amor (mesmo que este seja relutante, mínimo ou meramente próximo a uma amizade fugaz); o desempenho, comparativamente, não consegue sequer aproximar-se dessas dimensões, embora possa dar por vezes a impressão de bastar-se a si mesmo

17ª regra: A grande sacada do único livro da Bíblia que comenta o amor carnal é fazer-nos intuir o infinito que é o sexo feito com amor

18ª regra: Ninguém ama mais o próximo do que aquele que verdadeiramente ama a si mesmo

19ª regra: Só quem ama consegue sentir fisicamente o infinito presente na beleza e fenecimento de uma flor (e por flor podemos entender qualquer ser vivo), na ingenuidade e fraqueza de um animal e na profundidade do instante

20ª regra: Aquele que é amado sequer consegue imaginar o prazer que experimenta aquele ser que o ama no mínimo gesto, na máxima distância e também na mais absoluta convicção de que não é necessária a menor retribuição

21ª regra: Quem não estiver aberto para simplesmente amar, não poderá amar, mesmo que ela diga ser isso o que essa pessoa mais quer no mundo (porque estará mentindo)

22ª regra: A loucura e o amor geralmente conversam

23ª regra: Dado que o pedido de desculpas não retira a culpa, dado que ele também não garante que não irá novamente se repetir, dado também que supõe a confiança (nisso, de que não irá se repetir) de quem sofreu o ato, e dado que ele não supõe justificativas de qualquer ordem, ele no fundo é (ou deveria ser) um ato (suave, quase imperceptível) de amor. Até porque, se não for, será inútil para um e para outro

24ª regra: O amor tem desígnios insondáveis (não existe causalidade, não existe regra, não existe ausência de regra, não existe interdito, só existe liberdade)

25ª regra: O perdão, no fundo, só nasce do amor

26ª regra: Em termos de amor, a única energia é a da vontade interna, até da distância, do sossego ou mesmo do fim

27ª regra: Amor não se promete

28ª regra: Amor não combina com tristeza, só com uma certa melancolia de um fim que um dia irá chegar - que seja com a morte

29ª regra: Ninguém chega ao amor somente com alegria

30ª regra: (muito pessoal) Eu noto haver amor, num primeiro instante, no olhar (mas isso, não sei por quê, parece não valer para mim, ou será?)

31ª regra: O amor é sempre brega; difícil seria conceber amor diferente

32ª regra: O amor supõe contato direto; se há muito intelecto, muito corpo, muito barulho, muito silêncio, muita tristeza ou muita alegria no caminho, o contato torna-se excessivamente difícil ou árido

33ª regra: Amor sem compreensão é impossível

34ª regra: Quem ama demais o ser humano pode acabar tendo problemas em amar pessoas em particular

35ª regra: Amor sem coragem é bobagem

36ª regra: O amor supõe estratégias ditadas pelo coração, e portanto que não podem ser confundidas com manipulação

37ª regra: Quem ama sempre preza a vida

38ª regra: Melhor não confiar no suposto amor de quem só pensa na morte

39ª regra: Não há lugar certo para o amor; para ele, contudo, conforme o tempo passa, só vale o lugar certo, que é todo aquele ditado pela lembrança (passado), pelo tesão (presente) e pela fantasia (futuro)

40ª regra: Os Óscares de melhores atores coadjuvantes deveriam, todo ano, ser concedidos àqueles que fingiram não sofrer dores por amor

41ª regra: Creio que a prova dos nove para saber se uma pessoa se envolveu ou se envolve é saber se ela realmente se lembra

42ª regra: As pessoas que geralmente melhor conseguem aprender da vida são aquelas que mais experimentam dificuldades

43ª regra: Até hoje meus sapatos sociais encontram pedacinhos de pratos que se quebraram há anos

44ª regra: Poucas homenagens se igualam à repetição de erros gramaticais graves por parte daqueles que realmente amamos

45ª regra: Jamais conseguirá descobrir o que é amor quem se mantém, por convenção ou comodismo, preso/a à regra

46ª regra: Mente quem diz que te ama mas não se dispõe a entender a lógica interna do teu gosto

47ª regra: Brega é sentir-se além do gosto e desprezar quem simplesmente e apenas sente

48ª regra: Nenhuma verdade subsiste à letra e coragem de amar, salvo essa mesma

49ª regra: Quem erra mais é sempre quem acha que foi o outro quem errou mais

50ª regra: Quem não assume os próprios erros sofre duas vezes – ou até mais, a depender de quanto demore para reconhecê-lo

51ª regra: A flecha do amor te tocou, mesmo que não tenha ainda objeto, quando você começa, sem saber por quê, a arrumar suas coisas à espera de algo que antes você sentia que jamais iria acontecer

52ª regra: A maior prova de que você ama é que você se lembra dos outros e não sabe por quê

53ª regra: Mesmo que negue até o fim, toda pessoa que efetivamente te amou deixa marcas indeléveis e concretas na tua vida, marcas essas que aparecem no quarto, na cozinha, no banheiro e até mesmo nas partes mais recônditas de tua vida

54ª regra: Nenhuma convicção permanece depois que se ama

55ª regra: Quem duvida do próprio amor pode ter tudo, menos amor

56ª regra: Perde-se quem se procura em relação àquilo que está fora dele

57ª regra: Quem ama cuida, e em geral sem se aperceber disso

58ª regra: Quem realmente ama, geralmente não consegue parar de pensar nisso

59ª regra: Nenhuma soberba resiste à prova de se saber quem realmente ama

60ª regra: Em amor, quem não se rende geralmente perde

61ª regra: Quem pensa excessivamente em si acaba deixando de ter reais oportunidades de amar

62ª regra: Quem ama costuma ver o tempo e o espaço de forma diferenciada

63ª regra: Até mesmo atos corriqueiros, como andar no jardim, assumem formas e conteúdos diferentes quando se ama, mesmo que não haja objeto para isso

64ª regra: Quando existe amor, não é fácil dizer sim nem dizer não

65ª regra: Amor nunca é coisa

66ª regra: O medo mata o amor; se vem de dentro (ou seja, de motivos que nem o próprio ser que ama consegue descobrir ou mesmo sentir), ele, o medo, mata a própria possibilidade de amar, de expressar e de efetivar o amor. Claro que nesse sentido o ser amado, mesmo que seja infinitamente amado, não percebe amor algum – o que por outro lado não prova que o amor não exista

67ª regra: Quem pensa muito tende a confundir o receio de viver com as dificuldades em sentir amor

68ª regra: Quem ama costuma assentir sem pedir explicações; o que não significa nem que concorde nem que decida fazer desse jeito. Quem ama faz assim porque aceita o outro como é e não se dispõe a fazer com que qualquer conclusão a respeito possa ofender a vivência interior, anterior e eterna do ser amado, até porque quem ama não está a fim de deixar de sentir essa vivência e de navegá-la até o infinito pelo resto de sua vida

69ª regra: Se a verdade não é amor, não tem nenhuma serventia para os seres humanos

70ª regra: O ser que ama repentinamente prontifica-se a fazer tudo o que pode para aquele a quem ama, e às vezes verdadeiramente surpreende-se com isso

71ª regra: Mesmo quem nunca deu presentes, começa a dá-los sem perceber tão logo começa a amar

72ª regra: O amor é tão contagioso que certas pessoas se protegem dele como o Diabo da Cruz

73ª regra: Nenhuma convenção social pode nada contra o amor

74ª regra; O amor faz com que você, tão logo se sente à vontade com você mesmo/a, comece a pensar, sem querer, na pessoa amada – e isso pode levar, muitas vezes, à loucura

75ª regra: A abertura existente na pessoa que ama inculca na pessoa que é amada uma espécie de dúvida que pode conduzi-la a uma perdição estranha ou, se ela realmente acreditar, à condição de simplesmente amar, sem nem saber por quê e mesmo que jamais tenha amado ou que tenha perdido qualquer esperança disso

76ª regra: Não é bem verdade que quem ama nunca desista; quem ama simplesmente torna-se quase um objeto a seu amor, quer persiste mesmo que todas as esperanças tenham ruído, se transformado em nada ou mesmo em esquecimento. A única exceção é quando o amor é substituído pelo ódio. Aí, creio, não tem mais jeito. Mas como amor é o oposto do ódio, tão logo a pessoa abandona o ódio, abre-se inclusive a perceber e a aceitar aquele amor

77ª regra: Por mais louca que seja a pessoa que é amada, ou por mais problemas de criação tenha tido, ou por maiores que sejam suas questões de autorreconhecimento, se tem realmente uma intenção sincera por amor consegue perceber, lá no fundo, a intenção amorosa do/a pretendente. Contudo, seus problemas podem impedi-lo/a de reconhecer isso, e o preço a pagar é o sofrimento de conferir que tudo o que o/a outro/a dizia podia realmente ser verdade. Ficará assim eternamente com o peso da dúvida

78ª regra: O amor, tirando o próprio amor, praticamente não tem regras normativas; mas como ele se expressa de formas únicas apesar de diversas, pode ser entendido enquanto se efetiva ou deixa de se efetivar. É para isto que servem estas próprias regras: para entender quando é que ele aparece e não aparece

79ª regra: Aquele que ama sempre tem paciência infinita enquanto aquele que é amado faz jus ao seu amor – o que não o impede de cometer incontáveis erros e até mesmo de possuir falhas de caráter insofismáveis. Isso leva aquele que ama quase à loucura, com frequência, e pode conduzi-lo também à morte. Mas aquele que ama, mesmo que morra enquanto ser humano, não morre em seu interior; já aquele que não ama ou que se recusa a fazê-lo (por medo, geralmente) é um morto em vida (algo que pessoalmente eu já fui)

80ª regra: Pode-se matar, pela própria sobrevivência, o amor que alguém sente por outra pessoa; mas o preço para isso é uma morte lenta e em muitos casos definitiva que pode destuir a confiança daquele que ama pelo ser humano em geral. Apesar disso, se surgir um amor novo, verdadeiro, todas as feridas cicatrizam como que por milagre e nada do que aconteceu permanece naquele que amou. Já naquele que foi amado...

81ª regra: Sempre pensei que pessoas mais velhas se aproximavam amorosamente das mais jovens por causa de um certo complexo de vampirismo ou, em outros termos, de uma necessidade por vitalidade e carne fresca. Mas o fato é que, em termos amorosos, as pessoas mais jovens possuem a grande vantagem de, quando amarem, tenderem a amar sem limites e sem muitas restrições, dado não terem passado por muitas desilusões nem colocarem o aspecto racional (muito importante em relacionamentos) sempre acima do critério emocional. Quanto mais o tempo passa, mais me convenço disso, e da crescente falta de atratividade de pessoas mais velhas que insistem em pensar por conta própria ao invés de se abandonarem àquilo que efetivamente sentem

82ª regra: O maior obstáculo a pessoas com muito coração não é não saberem quando amam nem quando odeiam; é não conseguirem se contem em ambos os casos. Se essas mesmas pessoas são tão inteligentes quanto pessoas de coração imenso, os problemas se multiplicam de forma exponencial: não sabem quando expressar que amam ou odeiam, nem até que ponto, nem conseguem pensar direito a respeito. Ficam assim em geral perdidas sem saber o que fazer. Se são as melhores no assunto, em ambas as abordagens, é como se enfrentassem o inferno em vida, realmente

83ª regra: O amor sempre se expressa, nos primeiros instantes em que ele realmente aparece (às vezes em ocasiões bastante agressivas), de forma delicada, e quando uma das pessoas envolvidas no consegue normalmente espera isso da outra pessoa; se ambas as pessoas envolvidas têm problemas com isso, tendem a se incomunicar o tempo todo. Mas tão logo aquele momento de delicadeza mútua aparece, ambos os envolvidos percebem que algo aconteceu. Infelizmente, muitos desses casos se dão sob efeito de álcool, fumo, drogas ou cansaço e carências extremos

84ª regra: Alguns dos piores sofrimentos do amor surgem da impossibilidade de termos acesso direto à intenção do outro, que é sempre um amálgama de impressões fugidias e conclusões temporárias. Porém, isso não tem nada a ver com o amor, embora contribua para ele surgir, crescer, diminuir ou mesmo desaparecer. No fundo, o amor não segue regras, e simplesmente surge ou não, embora essas características possam ajudar a fazer com que isso aconteça

85ª regra: Embora pareçam existir exceções, o amor é seguro, e não duvida de si nem daquele que é amado. Quando gera insegurança, é porque o amor experimentado se baseia numa falsa compreensão de si, numa espécie de amálgama que torna a busca pelo amor uma espécie de compensação pelos males atuais, e nesse sentido, nesses casos, em maior ou menor grau, o amor tende a ser frágil e se romper em rompantes de vontades. Não levo em conta os momentos de sedução, em que a insegurança tem um gosto especial de vida corrida e perigosa

86ª regra: Parte da loucura a que o amor está sujeito (e em que é reconhecido) deve-se a uma diferença de percepção do ambiente, do tempo, do espaço e das condições concretas da permanência em lugares específicos, diferença essa que propicia o desenvolvimento de percepções que favorecem ou prejudicam a fruição do sentimento

87ª regra: Muitos dos problemas de gente tímida, na demonstração do amor que sentem, derivam da incapacidade de “fingirem” (no caso, representarem) gestos de atração e, por outro lado, da dificuldade, por parte dos que são atingidos por essas demonstrações, de aceitarem que elas são verdadeiras e assumem aquele exato significado. Quando a palavra entra para dirimir dúvidas, então, muitas vezes tudo só piora, pois o que poderia ser torna-se algo que efetivamente não é, numa grande variedade de situações

88ª regra: Há aqueles que querem ser amados para escolherem se amam; outros querem amar sem importar as consequências. Normalmente os primeiros permanecem no jogo como compradores sem produtos adequados; os outros, não sabendo enxergar um palmo à sua frente, se envolvem em situações e com pessoas perdidas. O amor é consciente, sempre; e consciência é saber a direção em que vamos

89ª regra: Todo amor sugere eternidade; não pode, claro, concretizá-la, mas a sugere; e a sugere a tal ponto que consegue prometer algo que não poderia cumprir. Todo amor é eterno enquanto dura (Vinícius)

90ª regra: Ninguém conseguirá jamais distinguir o que é vontade de querência; a vontade, que é para fora, acontece enquanto o tempo passa; a querência simplesmente existe e permanece. Quando dois se encontram, e se afastam, a vontade pode até mudar; mas quando se encontram de fato e de direito, nada realmente desaparece. Querência chega perto do amar; amar é mais e por isso nem consegue ser divisado pela razão

91ª regra: Quando dois seres que se amam (mesmo que não romanticamente) entabulam uma conversa, mudam automaticamente de tom de voz em relação à normalidade entendida socialmente. Tudo torna-se mais suave e capcioso; tudo assume novos ares, e acepções que quase ninguém (ou mesmo ninguém) poderia imaginar; forma-se como que uma nova língua, dividida em dois, que passa a ser construída com tempo, esforço e amor, muito amor. Há casos em que a relação suave-grosso mostra-se inversa; mas são raros. Quando isso acontece, normalmente há um terceiro no meio que não consegue ser dispensado pela pessoa que dá o tom da conversa (o tom grosseiro)

92ª regra: Muitos escritores e escritoras, assim como artistas em geral (e claro, algumas pessoas sem essas atividades), passaram arduamente pela fase do ensimesmamento doentio na medida em que, incapazes de se tornarem transparentes a si mesmos, decidiram retrair-se até o impossível; era isso amor demais. Por experiência própria, esse buraco não tem fundo se realmente não for habitado por um amor real, nada teórico nem ilusório, mas prático, efetivo em atos singulares, como gentilezas incontidas face o existente. Diante da pessoa efetiva, o amor torna-se uma entrega que, por um lado, quase impede o ensimesmamento que irá dar origem a obras, mas que, por outro lado, cria clivagens eternas num espírito que só queria encontrar a si mesmo – e que encontra o outro para sê-lo

93ª regra: Amor impossível é algo difícil em que acreditar

94ª regra: Cansa-se de amar só quem ama de menos

95ª regra: Pode-se odiar o mundo inteiro e dispensar todo o esforço do mundo para isso; comparativamente falando, isso não responde porém sequer pelo resultado de um gesto de gentileza retribuído ou por um simples aceno de real contato com base no amor

96ª regra: O mundo não existiria sem amor

97ª regra: Quem se acha sábio e não consegue amar só perde a vida tentando

98ª regra: Nada vale mais que um beijo verdadeiro (e de preferência o primeiro)

99ª regra: Um ato de amor nunca termina

100ª regra: Sem amor, viver não vale a pena


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Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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