o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Marte: Eis-nos, altaneiros, sem saber o que queremos

Mas eis que estamos em alto mar (#1492naoacabou). Parece até que as naus andam sozinhas (#lapintayasefue). Mas temos delas notícias a cada instante (#todossabemos). Os planetas parecem querer colidir em nossas cabeças (#algoinedito). E a frota interestelar parece assumir forma (#faltaspock, #lancemanotalogokct). Mas não sabemos ainda o que queremos (#ahumanidadeumdiadeverasaber). Para não acharem que piro: estamos, a Humanidade, invadindo Marte, cometas e prospectando o universo, em busca de algo, do que será (#estoucommedo).


desktop-1406840743.jpgEu era admirador de Alexandre, o Grande (#ocaraerafoda, #ocaraerabicha). Mas o cara morreu assim (#tacomfebrecoitado), e virou mito (#nemseiporque). Já Gengis Khan era ainda mais foda (#tenhodeadmitir, #umoitavodaasiadesuapica). Mas eram estranhos, esses caras (#conseguiramunir, contudo). Napoleão nunca me deu calafrios, como a Hegel, que ficou inventando moda (#espiritookct). Mas a epoché da conquista ainda me abala, às vezes. Sim, epoché, suspensão de juízo. Pois, uma vez que temos o que queremos, e aí? Fazer o quê? #oserrossurgiramassim. A África se fodeu por causa disso, exatamente disso. O cansaço africano, derivado de terem sido tantas tribos magníficas (#burtonviuesefodeu). Não podemos mais fazer o mesmo.

Claro, chegaremos a planetas vazios. Mas, e aí? Como fazer? Ou vocês acham que os mandantes não estão já dividindo o butim? #elessemprefazemisso.

Enquanto três de nós (#estatisticasvariam) devem morrer por aí sem resolver seus problemas existenciais ou concretos (#viumamossaassimnobus), a humanidade se prepara para abandonar a nave, ou jogar aos poucos seus germes em terras estranhas, já batizadas (#tudocomecouali). Dizem por aí, claro, que ainda temos questões filosofais a resolver, mas isso é bobagem, acreditem (#todosconcordamsoqueremficarcommaisbutimparaelesmesmos). As singularidades só existem mesmo com fim de desabafo (#vejamomorgenstern) ou mesmo com fins políticos legítimos (#vejamorogerdoultrage). Subjetividades, porém, são algo difícil de desenvolver (#aprendicomowellington). Daí que estamos, os hominídeos estão, invadindo uma nova dimensão sem conseguir realmente tratar a outridade de forma adequada (#ligadasnacoesintergalacticasemquestao). Pois resolvemos questões de fundo, normativas, de instituições relevantes, mas não da humanidade, pura e crua (#naosintopreparo).

Poderão pensar que eles (#aelite) sabem o que fazem. Não sei, realmente (#duvidacruel). Pois sei que aqui mesmo, em meu cantinho, sou elite entre os meus iguais, e muitas vezes nada sei (#emboraemgeralsaibamais). Sim, as elites das elites são o que de mais tranquilo podemos de fato ter. Mas foram elas que permitiram coisas dantescas, cada uma delas em cada tempo (#lembramdaprimeiraguerrapergunto). Prepararam, muitas vezes, hoje sabemos, a cama para desastres iminentes que iriam se tornar os maiores (#nurembergnaocompensaoholocausto). E achavam que sabiam o que sabiam, com base em decisões questionáveis, que um ser de bom senso talvez relutasse em tomar (#masnaoeraouvido). Questiono se sabemos o que fazer lá nos outros planetas, em suma.

Lembro-me das menções à Terra nos filmes de viagens interestelares. E sempre, pelo que me recordo, a Terra continua com conflitos insolúveis (#revolucoesdissidentesetcetal). Será que é isso a que nós sempre estaremos condenados? A usarmos espetos de pau sendo ferreiros ganhadores de todos os prêmios inimagináveis (#earegrasabemos)? Complicado, isso. Pois sabemos que quem não resolve seus problemas internos não tem como realmente opinar sobre mais nada que o ultrapasse (#prefiroominrelextanterior). Mas é a vida. E a morte. Muitos devem estar acompanhando as profecias de Nostradamus, agora. Mas ele era humano. Quem fará nossas outras?


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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