o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

SER HUMANO NO SÉCULO XXII (SIM, 22º) / EMOÇÃO E LOUCURA: VAMOS PARAR DE SER COVARDES E IR ATÉ O FIM?

Este texto tem, até agora, mais de 100 páginas. Não seria louco em coloca-lo na íntegra aqui. Mas irei coloca-lo aos poucos, para discussão, tentando aumentar exponencialmente os recursos de consulta, autoreferenciamento (no caso, as hashtags malucas) e discussão (coloco meus dados aqui): [email protected]
https://www.youtube.com/watch?v=N-cF6PRCcVY


Couple-In-Bed-Cuddling.jpgImagine que o maior obstáculo à nossa liberdade seja, pela sociedade, CLARAMENTE considerado: a nossa emoção (#acasonaoe). Imagine que justamente isso que, aparentemente, poderia nos trazer a maior satisfação de prazer e entrega em nossas vidas (#ouperdicao) seja aquilo que É CONSIDERADO o maior obstáculo à vida em sociedade (#sebemqueperderasestribeirasporemtambemdanosaco). Ou seja, imagine que a sociedade considera que, tendo emoções, estaríamos sendo pouco livres em relação àquilo que DEVERÍAMOS SER, de acordo com ela, a sociedade (#liberdadeantesquetardiateraissoalgoaver).

Vocês poderiam imaginar que isso é ficção. Que isso não é verdade. OCORRE QUE ISSO É VERDADE (#averdadeincomodasera).

THX 1138 (Georges Lucas)

Lembro-me do primeiro filme de Georges Lucas, THX 1138, que está completo em francês aqui: https://www.youtube.com/watch?v=QQYgwshiFus&spfreload=10 (#penseinissoontemeachoquetemaver). Lembro-me da sensação de claustrofobia e tristeza causada ao ver os protagonistas carecas buscando um contato entre si (#sebemqueebastantebonitoaquiloeaprecioatenotrabalhodoquepodeviraserobergmannomeugrupo). E dos automóveis no final, feitos em fibra de vidro (#trabalheicomelesmasessesmodelostemproblemacomapinturaemgeral), como que emulando uma espécie de eficiência inútil (#umaalegoriahoje) – velocidade para se chegar a lugar algum (#issoebastantecomumhoje). E da cena final, em que o Sol imenso parecia dominar tudo (#umsolescuroclaro) e deixar os sobreviventes, que enfim viram a superfície (#comoseasolucaoestivesselaeestavacomoestacomoeuseihoje), desaparecerem como insetos na crosta desse planeta que já não mais vivia para fora (#umaespeciedelagartixacrescendoparadentro), mas só para dentro (e em que eles queriam também fazê-lo, mas não conseguiam) (#overmelhodacenaatingeladentroetemalgoaveratecommarte).

Atendo-nos ao tema deste artigo (#sebemquejaestaficandoumazona): no filme, os dois protagonistas querem se amar (#vivemjuntosparecemasalgonelesfaltaedesculpemmenaoeosexonecessariamente), e não conseguem (#teriaquereverofilmetodoquesaco). Fogem (#comonomeutextofugindo). Para descobrirem que suas liberdades são a morte (#emgeralsaoebunkernaomefazmentir). A sociedade é planejada (#pelomenosnofilmemasagucemoolhar); a androginia, patente (#logoescrevosobrealgoalemdisso); a questão envolvida, o amor (#algoqueprecisaserdistanciadodosexo). Mas nisso tudo um aspecto a envolver toda a cena (#tudoenvolvetudoparaquemreparabemnoqueacontece): o incômodo de se demonstrar a emoção (#realmentehaalgodeperigosonisso). O amor seria proibido (#algoqueeusintomeioquedeantemaodesdequenasci); mas, mais ainda, seria a demonstração desse amor (#envolvecompromisso) o que deixaria tudo muito incômodo (#lembraomeutextoincomodonepedroguillaumonmeucaro) para tal tipo de sociedade (#eincomodoveralguemseemocionandosera). Algo que poderia desconcertar (#escrevibastanteesseverboontemnotextosobreap) – ou dar a impressão de liberdade (#belapalavraessataldedesconcerto).

No filme, a ausência de liberdade não seria dada por fatores internos (#berlinjaepassado), qual seja, convencimentos de ordem moral ou traumáticos de qualquer tipo (#mastemalgoavercomberlin), mas por restrições externas (#normalmenteentendemosassim), quais sejam, poderes opressores com objetivos outros aos da liberdade individual (#oproblemaestariamaisumavezlafora). Ou seja, nesse filme é como se a pessoa, nessas condições insalubres (#ainsalubridadeemalgumasesferasescolheunovosambitos), ainda tivesse em si o ímpeto do amor, apesar de todos os pesares (#algoemnosnuncamorreoquenostornamortaiseeternosfodaseaarte), e, mesmo sabendo como as coisas se desenrolam, ainda tivesse a coragem de enfrentar o mundo por aquilo em que acredita (#aimeuromeueminhajulieta). Claro, a mensagem derivada repercute o liberalismo tradicional (#aqueledequenosfalamnafaculdade) (com um aspecto específico, que é o fato de que o AMOR não está em questão aí, mas o SEXO (isso fica óbvio bem no começo da fita)) (#esemprebomfalardeliberdadeaplicarjaeoutrahistoria). A trama seria então uma espécie de fábula contra o poder autoritário anódino (#tipo1984), em nome da liberdade individual (#adorofingirserheroi). Mas pensem agora, fugindo do filme (#ahfugirdenovomeudeus): na medida em que o amor livre, ou o relacionamento aberto (#apriscilavidalumagrandedefensora), é algo que por lei não se pode mais impedir (#tamuitagentecurtindoavidaadoidadotambem) (a não ser, claro, sua formalização, ou seja, o casamento em bigamia ou poligamia (#semprequeenvolvepatrimonioclarooutapensandoquesusouidiotacueumacoisabolsooutradelfimnettoporaquitambém)), de onde viria, no mundo real, a oposição a ele? (#daputaqueopariu) Do social? (#jafalei) Será? (#eujadissequeorousseauaindadiriaisso). Mas isso fazemos fugindo do filme (#porradenovo), que nada tem a ver com isso (#soparadarumadelouco).

Retornation

Volto à questão da emoção (#ateporqueelamedizrespeito). Estive pensando nisso num intervalo de minhas atividades (#quesaomuitasetodasenenhuma), tentando tocar a vida (#eolhaquetadificil). Pois reparo que os relatos futuristas daquilo que o homem iria ser parecem bastante caducos (#epensarassimebastantepouconempeixotofazsentidoaomenossuaspecas). THX já mostrou isso (#olhaemcimapo). Adoro o filme, mas pelo que ele aparenta mostrar (#asversoessempremudamquandoaquestaoearteereflexao), o interdito seria, nele, o sexo (#aiaiaiuiuiui), e o interdito viria de fora (ou seja, prenderiam quem se metesse a fazer sexo ilegal (#essaeotima) (o que seria o sexo legal, eu sequer imagino (#naverdadeateimaginomasprefiroesquecerefazerlogoosucodegoiaba)) (#sebemquenotesealgosobresexoilegalnamedidadosinterditosreligiosos). Mesmo aqueles filmes bolados, em cinema, no final do século XX (#agentetinhamedodofuturoelechegoueagoraagentetemmedodasombra), hoje mal parecem fazer algum sentido (#sebemquesentidohojeseila) ou mesmo dar algum medo (#bladerunnerstartrekstarwarsnaodaparalevaraserio). Pois o futuro quase sempre mete medo (#aiquemeda). E nesse sentido parece que não o temos mais (#totomandoumsucodepolpablaghbeijinhonoombro). E parece, ao menos para mim, que já chegamos bastante longe (#oqueiraooujafizeramdemaisfortequeorivotril).

A gente já se acostumou a restrições vindas e findas de fora (#eumesmonemligomastemgentequesefode). As religiões fazem isso diuturnamente (#semmaisaspastorascomimagensdecarolas) e por vezes exageram de forma tão desmedida que deveriam ser acionadas na justiça (#naoesqueciobrollezzi). Tem muita gente que ainda leva esse tipo de suposta proibição a sério (#ingenuoscomoeueraoscoitados), e muitos dos debates a boca e boda pequena vão nessa direção (#umapenadokray). Mas ninguém em sã consciência (#oqueseriaissoaindameperguntonosdiasdehoje) leva e lava mais essa bagaça a sério (#anaoserquequeiraouqueseresolvaabancaromedieval). Chegam a ser patéticas as maluquices que surgem por aí com pastores comendo fiéis no youtube (#elesatequetembomgosto). Seja como for, proibições vindas além-dará estão fora de moda faz tempo (#avemariaaindabem). O problema parecem ser as que vêm de outros lugares (#consultoriosquevirarampulpitos) ou de balcões de farmácia (#eascartelassaobemcaras). Há, seja como for, uma espécie de regra não-dita (#essasquecorroemagente) quanto àquilo que é bom e que é ruim (#parecequenaosabemospensarkantsocorro), o que é ruim parece ser tudo que escapa do normal (#eoqueeonormalnemosfilosofosconseguiramdescobrireolacantransformouporinversaoemsuajogadademarketing) (#lacandizqueeprecisoconvivercomnossaloucurasoissoseequeentendi).

Fahrenheit 451

A liberdade de expressão sempre será uma questão importante (#ditadoresnascemtodososdias). E o próprio THX aborda isso (#reparemnosilenciopredominante). Mas poucos filmes abordaram o tema mais claramente que o baseado em Bradbury (#precisodolivrooriginalejaconseguiquelegal, #seilaquemdirigiuenaoimportatocompreguica), cujo livro original (#olhaaironia) está em http://www.libertarianismo.org/livros/rbf451.pdf. Nele, livros são proibidos e inclusive queimados pelos bombeiros (#taimedaumfogo). Pois quando sentimos que algo não podemos falar e que só devemos calar (#eumacoisaperigosaissoquepodelevaratealoucura) a coisa normalmente começa a nos corroer (#comecaassim) e em algum momento vai dar merda (#merdapoucaebobagem) (em nós ou nos outros) (#falasetoerrado). Ocorre que certas coisas também podem parecer não deverem ser ditas nem mesmo caladas (#venhodescobrindoissodaformamaisleveearduapossivel), mas assumidas, subsumidas ou subjugadas (#porissosempreteremosquerepetirtudoadnauseam, #aevolucaoocorreaospoucosadaeternum). Com respeito, não é à toa que muito do que ainda causa comoção tem a ver com literatura proibida (#emboraentendaoporquedisso), com imagens proibidas, com tudo aquilo que deve ser mostrado ou não (#aimagemexerceumpoderfenomenal), a depender de quem esteja vendo, por quê e com base em que situações (#sempreprotegendoascriancas). Mas, focando apenas os adultos que parecem saber o que fazem (#ouoquenaodevemfazer), a liberdade de expressão hoje resulta questão, no frigir dos ovos, eminentemente pessoal (#calasepormotivospessoaiseparamanteraimagemeisso). Porque parecem já haver tudo inventado a respeito (#enemcomecamosainda), e assumir comportamentos mais fortes hoje alcançou o nível do inexprimível (#bemalemdosperformersquecortavamosbracosousematavamnopalco).

Voltando um pouco mais ao filme (#todobomfilmesemprerevelaalgomaisequandomenosagenteespera), há algo de eminentemente interessante quando percebemos como as coisas contemporâneas conspiram para nos levar a tornar tudo tão clean que aparentemente dispensam a sujeira dos livros físicos (#nocasodofilmenaoimaginavamqueoslivrospoderiamestaremrede), e por outro lado como certas personalidades fazem tanta questão de apenas viverem o instante (#comosenaotivessehavidonadaantesoudepois). Pois é claro: para o ser humano aparentemente comum, tudo o que há de complicado hoje, não passa no fundo de estrupício inútil (#tudoapenasnoespacinhodeumavida), e a tradição é algo com que a gente aparentemente lida sem a ela nos opormos mas a ela cedermos naquilo que mais importa (#oquevaleenaodaraimpressaodeestardandoocudegraca). Porque submeter-se, ah, isso é questão de obedecer ao ditame dos idiotas: manda quem pode, obedece quem tem juízo (#comoseaobedienciaestivesseemquestaoenaosualegitimidade). Chega disso, contudo (#precisocomeralgumacoisaquepestavacansadaesuaenergiameesgotoudeleve).


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// //Contreraman