o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Dane-se o que vc quis, importa é o que vc fez

Quando uma pessoa tem intenção, seu coração lhe diz para fazer aquilo. Mas, na hora H, muitas vezes dá tudo errado. Daí que a intenção não serve para nada. Resta o que foi feito e pronto. Isso tanto com más quanto com boas intenções.


12510240_1684768341797685_3051473531489116902_n.jpgNesse sentido, o amor é cruel. Ele não aceita "ses". Se eu tivesse feito aquilo; se eu tivesse aguentado; se ela tivesse me ouvido; se eu tivesse ficado calado; se. Não adianta. O amor fica com o que existe.

Claro que num repente as pessoas podem fazer bobagens. Gritam, invadem, colocam o dedo na cara de alguém, choram, lamentam-se, abaixam a cabeça, falam blablabla. Essas bobagens às vezes dóem muito. E às vezes dóem tanto que não se apagam da cabeça. Para o bem e para o mal. Ou seja, bobagens boas e bobagens más.

Mas aí é que rola um negócio estranho. Se existe coração envolvido, mesmo, e se a pessoa submetida a certa bobagem, ou certas bobagens, repara na situação e naquilo que ela própria sente disso - tirando a dor, claro -, pode entender aquilo de outra forma. Nada vai fazer aquele fato, aquela bobagem, deixar de existir, claro. Mas o fato pode ser entendido diferentemente. E nem é tão difícil assim fazer isso. Superar essa dor.

Mas é preciso algo para isso. É preciso tentar sacar realmente. É preciso enxergar por debaixo da pele. E, antes de mais nada, é preciso ter auto-estima suficiente para evitar de toda forma que isso se repita. Para obrigar a que isso não se repita.

Há poucos dias, passei por algo assim. Verifiquei que certas coisas iriam se repetir ad nauseam. Que se eu quisesse mesmo teria de me submeter. Sabendo que isso me destrói por dentro. Sabendo que quase perco a compostura final por causa do que sinto. Fiquei na dúvida na hora. Pensei, será isso mesmo? Era.

Pouco importa se eu tenho boa intenção nisso tudo. Em me dedicar a tal ponto, com tamanho afã, para sofrer tanto. Só não posso dizer a ninguém depois que eu tinha boa intenção - ajudá-la. Isso não importa. Importa que se eu fizer, farei. E pagarei por isso.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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