o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Somos mesmo responsáveis por aquilo que cativamos?

Por que desancar a tal ponto o livrinho do aviador que se perdeu?


the_little_prince_by_rinian-d5xkuu4.jpgRecentemente (ou não), um padre (o Fábio de Melo) opinou, numa entrevista que passou na tv, que O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupery, deveria ser extirpado da face da Terra. Isso criou alguma polêmica. Até opinei algo a respeito.

O padre tocou numa frase em especial do livrinho célebre: "você é responsável por tudo aquilo que cativa". Aparentemente, o padre implicou com o tom vitimista dessa frase, segundo a qual (é uma das leituras) aquele que se relaciona precisa cuidar do outro até o fim.

O livrinho foi bastante importante em minha vida, e preciso admitir que uma vez usei essa mesma frase dele com o intuito expresso de comover a pessoa que eu queria e que de alguma forma me teria atraído a si. Essa pessoa nunca levou isso muito a sério.

O que é interessante é a ambiguidade da situação, ao menos no meu caso. Pois, se por um lado essa pessoa que nem se comoveu com meus argumentos me tratou de forma tal que precisei me superar, por outro teve, sim, um comportamento, por uma parte bastante razoável do relacionamento, de responsabilidade bastante forte em relação a mim. Isso acabou, quero deixar claro.

Mas, dito de outra forma: essa pessoa me atraiu, não se deixou levar por meu vitimismo, mas, por outro lado, esteve sempre lá, à minha disposição, enquanto o relacionamento durou, e com isso ajudou a que eu me superasse, e bastante bem.

A meu ver, a ambiguidade dessa frase em especial do livrinho do francês tem bastante a ver com a expressão "não posso viver sem você". Pô, claro que qualquer um pode viver sem um outro (qualquer que ele seja); por outro lado, esse viver, com e sem a pessoa, se torna totalmente diferente. O que a pessoa quer dizer, na verdade, é "viver só tem graça com você". Isso é amor. Pode parecer piegas, mas quem ama pensa assim.

Dessa forma, pensar como o principezinho não é tão vitimista assim. Afinal, somos humanos.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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