o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Deus mora em nós, em nossa intenção

Independente, então, de sabermos ou não o que fazemos, pagamos o preço por nossas escolhas. Já no que diz respeito aos outros, trabalhamos em nós as intenções alheias em consonância com as nossas, e pagamos o preço de nossas atitudes e escolhas. Diria que, tanto em nós como nos outros, as intenções parecem vagar num mar de ignorância.


0003053JitN.jpgVivemos numa sociedade ultramedicada, em que os remédios, controlados ou não controlados, servem para que tentemos viver melhor, produzir melhor e sofrer menos.

No caso dos psicotrópicos, eles visam, em grande parte, evitar que caiamos em delírios ou situações em que não consigamos lidar com as consequências de nossas ações.

No caso dos antidepressivos, eles visam controlar nossas tendências de mau humor, desânimo, falta de auto-estima, e que mesmo com depressão consigamos tocar a vida. No caso dos controladores de humor, eles visam evitar rompantes de humor que possam nos causar prejuízos em nossa vida pessoal e profissional.

Pondo um pouco de lado os casos limítrofes da esquizofrenia, em que a pessoa age sem controle algum sobre seus impulsos e emoções, a esquizofrenia, digamos, média apresenta os sintomas de, a partir de uma deficiência sensorial causada por pouca serotonina ao redor de nossos neurônios, emoções fora do controle, ilusões, e mesmo síndromes de perseguição. Em linguajar comum, o esquizofrênico tradicional inventa ilações onde elas não existem, cria amizades e vínculos imaginários, e a partir daí começa a raciocinar de forma descontrolada.

Do outro lado da moeda, temos pessoas que possuem intenções. Ou seja, pessoas que cometem atos desta ou daquela forma e que possuem ou não intenções a esse respeito. O esquizofrênico - em nível leve - tende a acreditar que sabe a intenção do seu vizinho ou interlocutor. O esquizofrênico faz uso de diversas argumentações para "prová-lo", e muitas delas recaem na Filosofia, na Psicologia, ou mesmo em pensamentos de índole religiosa.

Claro que existem muitas formas de testarmos e comprovarmos se conseguimos prever a intenção de uma pessoa, a partir de seus atos ou falas. Existe até um seriado - Lie to me - em que o protagonista - Tim Roth - descobre as motivações por detrás de supostos suspeitos. Mas, em última instância, as intenções são, em grande parte ou na totalidade das vezes, escondidas de nós.

O esquizofrênico convence-se de que consegue saber as intenções dos outros para poder controlar sua (dele) insegurança (derivada de seus parcos recursos psíquicos), mas em última instância as intenções (mesmo as nossas) estão escondidas de nós.

Todos nós, que seguimos com nossa vida, tomamos decisões a partir de intenções ou mesmo simplesmente agimos com base nelas. No fundo, argumentamos que temos livre arbítrio e que fazemos o que queremos, mas muitas vezes nos deparamos com situações em que não sabemos muito bem POR QUE agimos como agimos, POR QUE tratamos as pessoas como tratamos, POR QUE desejamos certas coisas e não outras, e COMO lidamos com isso.

Diria que por detrás de tudo o que fazemos como que existe uma intenção, que conhecemos ou não, mas que muitas vezes nos surpreende.

Independente então de sabermos ou não o que fazemos, pagamos o preço por nossas escolhas. Já no que diz respeito aos outros, trabalhamos em nós as intenções alheias em consonância com as nossas, e pagamos o preço de nossas atitudes e escolhas. Diria que, tanto em nós como nos outros, as intenções parecem vagar num mar de ignorância. Passam os anos e pagamos o preço por ações erradas que tomamos. Passam os anos e nos deparamos com situações derivadas das boas atitudes que resolvemos tomar.

Diria que por detrás de tudo isso, de todo esse desconhecimento e ignorância, está Deus.

Pois é, afinal de contas, depois de vivermos que vemos um sentido nisso que fizemos. E se fizemos mal, mesmo tentando acertar, ganhamos nossa "recompensa" por isso. E se fizemos bem, também. O tempo parece ser o senhor da razão. Pode ser, mas o que eu quero dizer com tudo isto é que o verdadeiro lugar de Deus em nosso cotidiano e nossa vida, tocada com maior ou menor dificuldade, está na intenção. É lá que Deus mora, distante dos delírios de quem acha que pode saber mais do que sabe, e escondido por detrás de ações que podem ser boas ou más, mas que sempre chegam a um destino.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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