o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

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Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Minha predileção por palavras do "mal"

Sim, pois então. Fazer o mal não tá com nada. Mas falá-lo dá um prazer...


thomas-saliot-everythingwithatwist-02.jpgTrabalho com palavras. Sou jornalista, sou dramaturgo, sou ator, sou diretor. Palavras são o meu ganha-pão, além de minha perdição.

Gosto sobremaneira das chamadas palavras do "mal", aquelas que se referem a situações maldosas, maléficas (que palavra!), do Demo.

Por exemplo, acinte. Acinte é um exagero. Tenho usado acinte diversas vezes nos últimos textos e com respeito a atitudes que vejo sendo tomadas no condomínio onde moro.

Mancomunado é outra palavra predileta. Porque mancomunado não é simplesmente acertado; tem algo de ruim nela, algo de proibido, proibitivo. Ninguém se mancomuna à toa.

A própria ideia de ofensa, presente em acinte, e suposto em mancomunado, também me atrai sobremaneira. Um palavrão pode ser apenas um xingamento, mas quando é um acinte é ofensivo. Ataca a alma.

Por falar em alma, desalmado não fica atrás no sentido portentoso de atitudes de alguém que merecem dar ao sujeito o epíteto: tu és um desalmado! Como se tivesse algo a ver com o Bicho-Papão.

Porque cometer acintes, fazer mancomunações e ser desalmado não é para qualquer um. É preciso pedigree para chegar a tal. É preciso ser quase excomungado, mesmo com esse papa bonzinho de que quase todos gostam.

Uma alma endemoniada é algo, por outro lado, que supera quaisquer limites. É essa uma alma perdida, solta no espaço e no tempo, prestes a possuir quem quer que não lhe dê ouvidos. A própria ideia de possessão é agradável de ver e ouvir.

Principalmente quando tem belíssimas como Isabelle Adjani no papel de quem transa com aquele dragão parecendo o Bicho-Feio.

Sim, pois então. Fazer o mal não tá com nada. Mas falá-lo dá um prazer...


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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