o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

O amor é cruel

Sabe aquela pessoa por quem você daria tudo, tudo mesmo, sabendo até que isso é uma bobagem, romantismo ou melodrama (até porque é irracional), e não te dá bola ou não te responde como você acha que seria o mínimo aceitável? Pois é. O amor é assim. Cruel.


549bafbdfb60d7803de467bab7b.jpgIsso, claro, não significa que essa pessoa não te preza. Significa apenas que naquele momento específico essa pessoa ama outra pessoa. Ou está apaixonada por outra. Ou não liga para isso que você faz. Ou acha isso bobagem pura - independente de quem faça. Ou quem sabe você faça no momento errado. Ou nem deva fazer.

Essa pessoa por outro lado tem outra pessoa a quem ela também quer a tal ponto (como você). E muitas vezes, quase sempre, essa mesma pessoa que te "esnoba" passa pela mesma situação com a outra. E não entende por quê. E faz e faz e faz, e se insinua, e dá, e se violenta, e não vê resultado nisso. Pois é, o amor é cruel.

Tudo isto que comento não visa dizer que as pessoas não possam se entender. Que não possam de certa forma corresponder aos desejos umas das outras. Elas podem. Mas em geral, em termos de amor (mais de paixão, creio), o que acontece é que a incompreensão é o que realmente vigora e o que realmente faz sofrer, aqui e acolá.

Não digo também que aquele que não responde, que não te dá bola, que não entende o que você fala ou faz, esteja necessariamente curtindo com isso. Simplesmente isso não é relevante o suficiente para essa pessoa. É como se para ela aquilo não fizesse muito parte de seu mundo, como se viesse de fora, e ela própria (a pessoa) analisasse de fora. Daí a resposta. Para quem ama, quase nada. Às vezes, nada. Outras vezes, ainda pior (porque ela pode fazer tudo por outra, afinal, e bem na tua frente).

Eu mesmo passei por isso, sob o ponto de vista de quem não ligava.

Recentemente, achei uma mensagem que minha ex-esposa mandou com um presente. E reparei na singeleza do gesto, e na sinceridade envolvida. Mas não me lembro bem de minha resposta. Ah, mas ela deve ter reparado. E deve ter se decepcionado. E olha, eu gostava muito dela, sabem. Não é mentira. E entendi o gesto. Mas não é verdade. A verdade é que ele não foi relevante o suficiente. Não me tocou. E o que restou? Dor.

Penso com calma, hoje, e reparo que mesmo hoje minha resposta não seria diferente. Teria maior compreensão com ela, claro, afinal hoje eu pareço entender melhor. Mas não seria diferente. É preciso que a gente seja sincero conosco, em primeiro lugar, e com a outra pessoa, também. Não seria. O que seria, hoje? Não sei.

Por outro lado, para não descambar em pessimismo, é preciso também admitir que o encontro existe. Que o diálogo, entre aqueles que se conhecem, e que ainda não se amam, pode frutificar. Mas que para que isso aconteça é preciso que ambos se abram. E que isso pode acontecer a qualquer instante. Sabe quando a pessoa consulta o whats "sentindo" que há algo ali? Pois então. E quando você "sente" que ela irá ler seu post em outro lugar, mesmo sem saber realmente que isso irá acontecer? Ou quando você "sente" que ela irá ligar e te pedir para conversar, e que portanto você tem pouco tempo para se arrumar a contento (ela é mais exigente)? Nesses momentos, já há abertura. Já se sente o cheiro do amor. É preciso valorizar esses instantes.

Entender que ligar ou não ligar depende de manter as antenas acesas. E que o beijo é possível. Porque sempre é.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
Saiba como escrever na obvious.
version 2/s/recortes// @obvious //Contreraman