o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

O segundo Amor

Dizem que Beckett foi o autor da melhor narrativa curta de todos os tempos, "Primeiro Amor". Esse monólogo foi encenado diversas vezes, uma com o Marat Descartes, há alguns anos, lá na Praça Roosevelt.


IMGP3603.jpgRealmente parece difícil competir com o irlandês. Será?

Menos conhecida, a obra "Words and Music", do mesmo irlandês, fala também do amor. Nesse caso, como se fosse algo indefinível, que nenhum meio consegue capturar.

Eu não acho tão difícil fazê-lo, e desculpem-me a arrogância ao dizê-lo. Minha argumentação descansa em algo bastante simples: o amor não é definível, no sentido de ser explicado. Mas ele é, sim, passível de ser explanado, caso a pessoa que estiver lendo o texto tentar imaginar algo além da imaginação.

Porque de alguma forma quem se fecha a imaginar o inimaginável não pode realmente estar aberto a ele. Num texto recente, por exemplo, que publiquei no Medium.com, tento explicar o amor por predicados que não se referem a "cientificismos" (que expliquem cientificamente o amor), mas que abrem espaço a imaginações.

Tipo: o amor é luz, não exige pré-condição, liberta, não faz sofrer, chama a atenção, não se reduz a algo físico, demonstra entrega, e por aí vai. Porque a meu ver são esses predicados que conseguem fazer com que a gente tente imaginar.

E é claro que no limite sempre ali estará Deus. Porque o amor é inexplicável. Assim como o Todo.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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