o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Porque o corpo abrange a alma

Pois eu não me canso de dizer aos amigos: "beleza não necessariamente levanta meu pau", até porque para algo acontecer o homem tem que estar, física e psicologicamente, a fim.


1395149_601170729952946_1160598243_n.jpgQuem acompanha meus artigos nota, claramente, que eu dou um destaque todo especial à questão do amor, do sexo e do sexo com amor, assim como à noção/realidade de Deus.

Agora vou me meter (opa!) a discorrer algo sobre por que considero que sexo sem amor não tem muita graça, ou que é (PARA MIM) meio insatisfatório quando não envolve amor, ou que (por algum motivo qualquer) não me atrai demais por aí.

Como todo homem heterossexual, eu me atraio e me excito por mulheres bonitas e nem tão bonitas assim. Mas, quem sabe por estar na casa dos 50, a beleza externa, apenas ela, não me diz tanto quanto a junção dela com algo mais. O que seria esse algo mais? Eu não sei.

Não sou um cara muito experiente. Tive poucas namoradas, se é que as tive (quem lê com atenção haverá de compreender), casei uma vez, sou separado, e não sou muito popular (acho). Mas tentarei explicar por que considero que sexo sem amor não tem muita graça. Farei da pior forma possível, por exemplos.

Quando era casado, gostava bastante de minha esposa. Mas eu tratava o assunto sexo meio burocraticamente (como creio que a maioria dos homens casados, acho). Transava, gozava, e tudo certo. Ela não falava nada, mas (como, creio, a maioria das mulheres casadas) não devia gostar muito. Vivemos numa sociedade que apenas começa a cobrar dos homens algo mais. E olha que aquela peça sobre greve do sexo era grega.

Mas, já separado, me envolvi para valer. E quis tirar o atraso com uma garota que havia conhecido. E olha, me dediquei. No sexo, eu não fazia apenas o que era requerido. Tentava ir além. E fui. Tanto que superei diversos pequenos traumas que eu tinha e ela notou. No final das contas, ela dizia que os outros faziam de forma mais, digamos, selvagem, mas que eu fazia de forma a agradá-la. E olhem que ela disse que isso não era bom, que era meio feminino (que bobagem).

Fato é que quando a gente pega o corpo da pessoa que a gente quer a gente pode assumir esse corpo de diversas formas. Ora anatomicamente, ora apenas com nosso corpo, etc. Mas quando a gente gosta a gente se sente DEVASSANDO o corpo da outra pessoa. Lembro-me bem de quando fiz a garota gozar diversas vezes de forma que ela nunca havia experimentado (ela me confirmou depois).

A questão é que eu não me exibo ao dizer que fiz a garota gozar várias vezes de forma especial. Eu me sinto bem. Pois lembro-me bem: naquele momento em especial, eu via a garota com carinho, avaliava, de forma quase geométrica, como ela se contorcia e fazia suaves gestos e sons mostrando como ELA ERA. Ou seja, era naquele momento que eu sentia a garota de forma como eu não a sentia nos momentos de conversa, comida, cinema ou teatro. Eu podia não amar verdadeiramente a garota, mas a comia (transava) e a desfrutava como tal. Isso é demais. E mais, excita verdadeiramente. As noites de sexo eram intermináveis. Parecia não haver fim a elas. Foram poucas, quero ressaltar, mas foram as que mais ficaram na minha mente.

Fato é que eu não me canso de dizer aos amigos: "beleza não necessariamente levanta meu pau", até porque para algo acontecer o homem tem que estar, física e psicologicamente, a fim. Mas por outro lado preciso admitir que amor, do jeito que é "vendido" por aí, ora como algo romântico e inalcançável ou impossível de satisfazer ou de dar em troca, ou como um apanágio de bons sentimentos que não resiste a discussões ou entreveros que podem deixar marcas, não é efetivamente o que é necessário, NO MEU CASO, para que algo realmente aconteça. Eu nem sei dar nome a isso, na verdade. Mas que algo a mais parece ser necessário, isso parece.

Termino este artigo comentando algo que me aconteceu hoje, e que está restrito a isso que chamamos de paquera. Eu estava trabalhando e uma garota foi abordada por mim com o intuito de saber o preço do exame de vista e de alguns tipos de óculos. A garota era bastante bonita e parecia muito bem saber sua posição nisto - um cara de 50 abordando profissionalmente uma garota de 20 e poucos. Porém, nada nela me atraía. Porém, também, eu não precisei fingir nem fazer média de qualquer ordem. E foi que, quando voltei ao lugar, para resolver outra coisa, a garota pareceu afinal dar-me bandeira. Esse tipo de bandeira é um vacilo que anima. Que não é amor nem nada. Mas que pode vir a se tornar algo. E que está no jogo de sedução. Mas que não é restrito a ele. Esse tipo de coisa surge com o tempo. E não com o mero jogo de atração que faz dois corpos se atracarem.

Porque sabemos muito bem que é no sexo, afinal, que os corpos se encontram. E corpo abrange alma.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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