o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

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Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

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Vale o que tem amor.

Somos um só mundo

O mundo evoluiu - ou avançou -, surgiram muitos novos media, surgiu o Tinder - uma grande fonte de programas, pura e simplesmente -, mas os meios tradicionais continuaram lá. Neste caso, os anúncios em orelhões.


12714467_10208936273302908_751839789_n.jpgOntem, ou anteontem (nem lembro mais), quando passei no centro de São Paulo, me deparei com um orelhão repleto de anúncios de garotas de programa. A foto que encima este artigo mostra como eram. Não me responsabilizo pelo conteúdo. Estou só mostrando como isso agora - há muito tempo - replica o que acontecia, de forma bastante original, na Tóquio dos anos 90. Aqui devem ter uma cara toda peculiar, os anúncios.

Quem tem mais de 40 anos deve se lembrar dos anúncios de acompanhantes nos jornais, para muitos uma excrescência absurda. Seja como for, o mundo evoluiu - ou avançou -, surgiram muitos novos media, surgiu o Tinder - uma grande fonte de programas, pura e simplesmente -, mas os meios tradicionais continuaram lá. Neste caso, os anúncios em orelhões. Quem passa pela Luz pode reparar que, embora haja "mercadoria" a rodo por lá, "material" mais exclusivo tinha de ter um canal apropriado, e quase até de bom gosto - reparem como os post-its das garotas são bonitinhos (até parece que uma pessoa só os bolou).

Se esse meio de conseguir clientes era tradicional em Tóquio na década de 90, ou seja, em um dos lugares mais antenados do mundo, a tendência à supervalorização dos imóveis no centro - e a especulação imobiliária resultante - também acompanha uma tendência mundial. Quem se informa um pouco sabe que Nova Iorque passou pelo mesmo processo em décadas anteriores, e vai me desculpar quem acha isso um acinte: é como as coisas são. Poderiam, claro, ser levemente diferentes - não simplesmente construindos grandes prédios nas áreas em disputa -, mas as coisas são assim mesmo. Passando por Pinheiros ainda hoje, reparei contudo na impressão que causam tantos recentes arranha-céus. Não causam nenhuma, tirando o fato de serem enormes - e parecerem deslocados da cidade ou do bairro.

Ainda restrito ao centro da cidade, reparo também nas ciclofaixas da gestão Haddad. Ok, ele parece haver ganho diversos prêmios e o apoio da classe pensante. Mas não pude deixar de notar como não existem ciclistas usando-as, e mais, como JÁ estão em más condições de uso. Isso também deve ser global, não pode ser. KKKK


Contreraman

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