o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Às vezes, a gente precisa se lembrar de quem a gente realmente é

Percebi também como me dou bem em lugares bonitos, até luxuosos, com mulheres e homens bem-vestidos, que sabem andar, falar e pedir por favor. Percebi como me valorizo nesses lugares, sempre me sentindo bem-vindo.


11988518_10207420669782222_8046307381851738594_n.jpg Os sites e comunidades sobre emprego ou empreendedorismo não se cansam de falar de resiliência. Uma época atrás, o papo era sobre gente proativa.

Bom, eu sou resiliente - e até demais. E por causa disso às vezes me perco e deixo de perceber realmente quem eu sou. Venho trabalhando fora, na rua mesmo, e isso tem me dado bastante oportunidade para redescobrir quem eu sou - até eu chegar em casa, claro (porque dada a bagunça até mesmo eu me perco).

Por exemplo, não gosto de gente interesseira e mal-educada. Essa gente, claro, a gente encontra em todo lugar. Mas foi saindo à rua que eu percebi como odeio aquele cara que veio pedindo favor, a quem dediquei importantes minutos, e que ficou me observando com os olhos arregalados, braços cruzados e ainda com cara de folgado. Nunca mais sequer comento o que esse cara fala, pensa ou mesmo creio imaginar.

Percebi também como me dou bem em lugares bonitos, até luxuosos, com mulheres e homens bem-vestidos, que sabem andar, falar e pedir por favor. Percebi como me valorizo nesses lugares, sempre me sentindo bem-vindo.

Outra coisa que percebi é que em lugares muito apinhados, com pessoas não muito cultivadas, com gente apressada e cheirando mal, eu tendo a me recatar - e a fugir disso olhando para as belezas que eventualmente passam na rua. É difícil falar com mulher/atendente bonita em lugares assim; em lugares melhores, é bem mais fácil.

Quando a gente se sente bem, tende a reparar em detalhes que em condições normais parecem sumir na neblina. A gente repara, por exemplo, que a atenção que os outros dão a nós pode ser superior à própria noção que temos de nós mesmos. Isso aconteceu-me diversas vezes, nas últimas semanas, e não é - creio - fruto do acaso.

Mas aí voltamos para casa e para o ramerrão dos dias de sempre. Mas experimente, quando chegar em casa, seja lá para onde for, em como você sentiu ou foi sentido pelas pessoas à sua volta, seja lá onde você esteve.

Quem sabe você assim, somente assim, perceba realmente seu valor. Ou se você é quem pensa ser, ou se está onde realmente quer estar.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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