o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Tudo (quase) a mesma merda

Simplesmente tudo está de pernas para o ar, e o país parece condenado a viver pelo menos 2 anos no buraco.


crazy-shit-365.jpgNas diretas já, eu era um garoto e estava no colegial. Fiquei sabendo de longe que elas haviam ocorrido, e não sei por que razão, hoje sinto que aconteceram uma tarde determinada, em que o céu escureceu e o mundo parecia cair.

No transporte do féretro que conduzia o corpo de Tancredo Neves, recém-falecido no Hospital das Clínicas, eu vi a multidão passando pela Av. Brasil, que continua a Henrique Schaumann, e que (ambas) cruzam a Cidade Jardim, continuação da Augusta, conhecida rua do centro novo paulistano.

Nas comemorações do Impeachment do Collor, eu peguei minha motinho RD-135 da Yamaha e saí feliz pela Paulista, que estava tomada de gente comemorando - os tais dos caras-pintadas.

No tetra da Copa de 1994, eu estava também na Paulista, mas acompanhando a partida ao vivo e controlando a emoção, assim como gritando a não mais poder no meio de toda aquela gente.

Nas eleições do Lula, digo, na primeira, eu estava em casa, comemorando a data, e desejando o melhor para o PT, que há tanto tempo queria a conquista.

Nas manifestações de 2013, eu estava no centro de São Paulo, fazendo um curso de teatro (atuação), e pegando meu carro para subir a Consolação e ver aqueles garotos tentando parar o trânsito.

Em todas as outras manifestações contra o Lula, o PT e a Dilma, eu fiquei em casa. Principalmente nesta, que reuniu mais do que nas Diretas Já, e que passou batido por minha cidade, Taboão da Serra, aparentemente um paraíso nesse quesito.

Desde as Diretas até hoje, o Brasil clama por governos potentes e decentes. E, por muitos motivos, que não vale a pena aqui esmiuçar, se ferra direto.

Ora o governo passa, melhora algo da infraestrutura mas deixa bilionários da corrupção pelo caminho, ora o governo pena, capenga, obedece aqui e acolá a maré das más decisões tomadas por muitos e não cai.

Enquanto os governos passam, muita coisa contudo acontece. As instituições tornam-se mais maduras, os cidadãos aprimoram sua educação e sua luta por direitos, as minorias avançam e os eternos prejudicados conseguem algum lugar ao Sol.

Mas a política nojenta e corrupta permanece. No começo, eu simplesmente nem lia os jornais mais. Depois, a concatenação de fatos tornou-se uma espécie de novela com final sabidamente infeliz - porque seria EU quem iria pagar a conta. Como hoje.

Nunca na história deste País tão sofrido a política esteve tão confusa e sem norte como hoje. É incrível até dizer isso. Nem vale a pena entrar em detalhes. Simplesmente tudo está de pernas para o ar, e o país parece condenado a viver pelo menos 2 anos no buraco.

O que dizer disso tudo? Merda. É pura merda. Tudo é pura merda.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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