o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

E fez-se o amor

Pois quando acontece, simplesmente acontece.


love ifts.jpgPode parecer estranho que, enquanto regra, ISTO seja uma regra - qual seja, a ausência de regras.

Ocorre que, se por um lado nada manda no amor enquanto regra, ele se expressa de formas específicas, e aqui o que digo é que uma das formas pelas quais o amor existe é essa: na impossibilidade de sondar os seus desígnios.

O amor acontece, isto é certo. E acontece de formas impossíveis de prever. Claro que acontece também para aquele/a que tenta. E acontece também para aquele/a que aparece assim, meio desavisado/a. Acontece quando esperamos e rezamos. E acontece quando menos esperamos - tenhamos rezado ou não. Simplesmente acontece.

Muito do que vemos, claro, não é amor. Muito é conveniência. Muito é amizade que se tornou uma relação mais profunda e duradoura. Muito é resultado de relação que foi acontecendo aos poucos, amadurecendo, se solidificando, até tornar-se algo definitivo. Muito também é erro, pura e simplesmente.

Todos esses fatores e muitos outros estão também presentes quando o amor acontece. Há casais que se formam por conveniência e que depois deslancham. Outros que começam com amizades. E outros que amadurecem aos poucos. Mas aqui eu me refiro àquilo que há efetivamente de amor no interior deles. E quando esse amor surge, pimba, ele simplesmente acontece. Óbvio que muitas vezes não de forma desavisada. Muitas vezes ambos torcem para que ele apareça. Muitas vezes também eles mal percebem quando aparece, até que se dão conta e riem, meio estranhados.

Ocorre que quando aparece o amor quase sempre surpreende. Porque aparece sem motivo aparente, sem uma causa específica, sem que algo nos diga que realmente ele sempre esteve lá. Ele surge livremente, em suma. Surge como se tivesse vontade própria. O que não quer dizer que os envolvidos não tenham papel determinante nisso, naquele momento em que ele aparece. Têm. Claro que têm. Mas há algo que parece sempre escapar, e que parece fazer toda a diferença.

Mas também é óbvio que por simplesmente aparecer o amor não pode ser deixado assim, ao léu, sem cuidado. Totalmente ao contrário. É quando o amor aparece que é preciso estar mais atento/a, e perceber como isso acontece, como ele evolui e se retrai, e (caso se queira) trabalhar para que ele frutifique, para que ele - digamos assim - dê flores. Se fortaleça e produza o que mais esperamos, o crescimento e desenvolvimento da relação, sob sua égida, a do amor.

Sim, é piegas. Sim, é quase bobo. Sim, parece ideia tirada da cachola. Mas não, é como acontece. Muitos sente que o amor aparece no olhar daquele que ama. Outros, nos gestos, e nas atitudes. Outros, meio que no oposto, na dimensão de que, para se proteger, a pessoa resolve se afastar, ao invés de se aproximar, e assim revela o que sente lá no que há de mais profundo em si. São infinitas formas de isso acontecer.

Mas quando acontece, simplesmente acontece.

Pois: O amor tem desígnios insondáveis (não existe causalidade, não existe regra, não existe ausência de regra, não existe interdito, só existe liberdade)


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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